Chegou a hora de mudar a Libertadores!



Hoje à noite, às 22h (de Brasília), acontecerá, em Assunção, no Paraguai, o sorteio que definirá os confrontos da Primeira fase e a composição dos 8 grupos de 4 clubes que disputarão a Copa Bridgestone Libertadores 2016.

A reunião do Comitê Executivo da Conmebol, realizada ontem, apontou os 8 cabeças de grupos: River Plate, Boca Juniors., Peñarol, Atlético Nacional, Atlético Mineiro, Olimpia, Corinthians e San Lorenzo.

Reunião de ontem do Comitê Executivo da Conmebol (foto - conmebol.com)

Reunião de ontem do Comitê Executivo da Conmebol (foto – conmebol.com)

Outra importante resolução da reunião foi a relativa aos novos valores que serão pagos pela participação das equipes durante as várias etapas da competição. Os valores se referem sempre ao que farão jus os clubes mandantes. Eles significam uma valorização expressiva – em torno de 40% – mas certamente ainda em nível  inferior àquilo que a Conmebol poderia pagar aos participantes caso encarasse a organização do evento e a negociação de suas propriedades de maneira mais profissional e transparente.

Vale por outro lado observar que de nada serve a estúpida comparação com os valores pagos pela UEFA aos participantes das suas competições continentais dadas as estratosféricas diferenças econômicas que diferenciam os mercados europeu e sul-americano (mais o México).

O próximo campeão, portanto, a partir das novas cotas, deverá receber ao todo algo como US$ 7 milhões.

PRIMERA FASE: cota por partida como mandante- US$ 400.000.

Bônus às equipes eliminadas – US$ 100.000

FASE DE GRUPOS –

Cota por partida como mandante- US$ 450.000

Cada equipe receberá um total pela fase de grupos de US$ 1.350.000

OITAVAS DE FINAL como mandante- US$ 750.000

QUARTAS DE FINAL como mandante- US$ 950.000

SEMIFINAIS como mandante- US$ 1.250.000

FINAIS

CAMPEÃO – US$ 3.000.000

VICE CAMPEÃO – US$ 1.500.000 

 

OPORTUNIDADE HISTÓRICA

Os clubes envolvidos na Copa Bridgestone Libertadores 2016 talvez estejam desperdiçando a chance de interferir mais decisivamente na organização da mais importante competição de clubes da América Latina.

Nunca a Conmebol esteve tão debilitada politicamente e com a imagem pública tão comprometida devido às prisões de seus principais dirigentes e parceiros comerciais desencadeadas a partir de maio quando da realização do Congresso da FIFA em Zurique.

Mais do que isto ela está em plena transição para uma nova direção a partir da eleição, marcada para o próximo dia 26 de janeiro, do novo Presidente, Primeiro Vice presidente, Segundo Vice presidente, Terceiro Vice presidente e a confirmação do brasileiro Fernando Sarney como Vice presidente da FIFA/ Membro de Comitê Executivo da FIFA.

A disputa para presidente já tem definida a participação do presidente interino da entidade, Wilmar Valdez, que também acumula a presidência da Associação Uruguaia de Futebol . Nesta mesma reunião do próximo dia 26 de janeiro poderá ser examinada uma vergonhosa “anistia” ao Boca Juniors que o livraria da punição a que foi submetido pelos gravíssimos incidentes ocorridos na Bambonera na partida contra o River Plate pela última Copa Libertadores.

Valdez já foi presidente do Rentistas do Uruguai (foto - auf.org.uy)

Valdez já foi presidente do Rentistas do Uruguai (foto – auf.org.uy)

Os clubes brasileiros deveriam chegar unidos e propositivos ao encontro de hoje. A disposição isolada do presidente Roberto de Andrade e do superintendente Andres Sanchez do Corinthians deveria estimular a movimentação dos demais. Eles já deveriam ter buscado, em primeiro lugar, uma articulação com a própria CBF  que se faz representar no Comitê Executivo da entidade pelo vice presidente Fernando Sarney.

E, ao mesmo tempo, ter procurado um mínimo de convergência com os clubes dos demais países que se disponham a pressionar a Conmebol na busca de uma gestão mais aberta, mais transparente, mais profissional e mais comprometida com os interesses dos clubes sul americanos.

Este processo não vai se esgotar na reunião de hoje em Assunção, nem no próximo congresso da entidade em 26 de janeiro de 2016. Mas já poderia estar em curso.

Os clubes brasileiros têm a obrigação de buscar uma agenda mínima comum que aponte para as mudanças que o futebol internacional está buscando.

A própria FIFA, no seu esforço de reconstrução e quase refundação, incentivará a mudança nos modelos de gestão das federações e confederações. A hora é de visão estratégica, inteligência e consistência.

Tomara que nossos clubes não deixem esta oportunidade histórica passar.

 

 



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