Brasil vence a Espanha e prova que pode sonhar alto na Rio 2016



O PLANETA FUT VIVERÁ INTENSAMENTE OS ESPORTES DURANTE A RIO 2016

O basquete brasileiro viveu uma tarde memorável na segunda rodada da Rio 2016. A vitória sobre a Espanha – atual campeã europeia de 2015 e medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Londres –  , por 66 a 65, merece entrar para a história das grandes atuações de uma equipe brasileira de esportes coletivos. Os resultados a cada quarto são definitivos em atestar a supremacia brasileira: 18 a 13, 34 a 31, 45 a 53 e 63. Apenas por poucos minutos no último quarto o quinteto espanhol ficou em vantagem no marcador.

Desta vez não foram os torcedores que resgataram o time brasileiro de um momento difícil, mas o próprio desempenho dos jogadores como equipe desde o primeiro momento na quadra da Arena Carioca 1 que incendiou a plateia.

Foi uma atuação consistente, equilibrada, coletiva em todos os fundamentos. Muitos destacarão estranhamente o nível da performance do craque espanhol Paul Gasol numa partida em que ele foi o cestinha da sua seleção com 13 pontos e o maior reboteiro com 10. Se ele não esteve numa das suas jornadas mais brilhantes – acertou apenas 42% dos arremessos de lance livre, por exemplo,  – também é verdade que o sistema defensivo do Brasil funcionou com extraordinária eficiência e provocou um erro elevados do pivô e de toda a equipe espanhola. Não é fácil limitar um ataque tão poderoso quanto o espanhol em 65 pontos numa partida de nível olímpico.

Marquinhos guardou a bola do jogo (foto -

Marquinhos guardou a bola do jogo (foto – AFP/ANDREJ ISAKOVIC)

Do lado brasileiro praticamente toda a equipe atuou em altíssimo nível. Marquinhos parece ter resolvido provar que continua sendo um jogador fundamental não só por ter assinalado os 2 pontos que decretaram a vitória nos últimos segundos, mas também por ter jogado com personalidade e intensidade durante toda a partida. O tapinha decisivo premiou um tradicional chutador de 3 pontos resgata sua importância depois da infeliz atuação da estreia contra a Lituânia.

Marcelinho Huertas não foi apenas o maestro do time, mas o maior pontuador com 11 pontos seguido de Marquinhos com 10, Alex e Augusto Lima com 9. Todos os 11 jogadores brasileiros que estiveram em quadra assinalaram pelo menos 3 pontos o que evidencia o desempenho equilibrado da equipe em termos ofensivos.

A defesa brasileira foi quase perfeita mesmo que tenha sido obrigada a cometer um número alto de faltas. Afinal jamais será fácil enfrentar a força ofensiva dos campeões europeus. Fazer falta no basquete será sempre um instrumento de enfrentamento dos adversários de modo a impedi-los que arremessem com conforto. Mesmo assim, nenhum jogador brasileiro foi eliminado por 5 faltas.

A iniciativa após a partida dos ex-jogadores Hélio Rubens e Oscar Schmidt, emocionados, em abraçar cada um dos jogadores brasileiros no caminho para o vestiário é a prova do significado deste 9 de agosto de 2016 na história do basquete brasileiro. Dois personagens que construíram capítulos memoráveis do nosso esporte revelaram a humildade dos gigantes no momento em que uma geração mais jovem foi capaz de brilhar.

Nenê fez grande partida (foto - AFP/ANDREJ ISAKOVIC)

Nenê fez grande partida (foto – AFP/ANDREJ ISAKOVIC)

A equipe de Rubén Magnano honrou as melhores jornadas dos esportes deste país e deu indicações de que ela pode sonhar alto ao final da competição. Como estamos falando de Jogos Olímpicos, tudo ainda será complicado e desafiador como cada um dos próximos adversários: Croácia, Argentina e Nigéria.

Espanha ainda pode perfeitamente se recuperar

Evidentemente o início da Rio 2016 está longe do imaginado pela seleção campeã da Europa, mas está longe de significar sua eliminação da competição. Ela pode perfeitamente vencer suas próximas 3 partidas (Nigéria, Lituânia e Argentina) e garantir uma vaga na próxima fase. O jogador está longe de concordar com o pessimismo do diário Marca que qualificou a derrota para o Brasil como “agônica”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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