Brasil passa por cima de Honduras e chega a mais uma final olímpica



A Seleção Brasileira garantiu presença na final da Rio 2016 contra a Alemanha ao derrotar categoricamente Honduras, no Maracanã, por 6 a 0. Assim como em Londres, em 2012, mais uma vez uma seleção brasileira de futebol participará da final olímpica.

Foi um massacre contra os hondurenhos. Parece óbvio que um gol aos 15 segundos de jogo, como o de Neymar nesta tarde, desestrutura qualquer planejamento tático, mas a diferença entre as equipes ao longo da partida foi tão gritante que parece razoável imaginarmos que a vitória brasileira seria confortável qualquer que tivesse sido o desenrolar do jogo.

Neymar foi exuberante. Jogou para o time, deu assistências e ainda assinalou 2 tentos, sendo que o primeiro só ocorreu em função de sua atitude agressiva na saída de bola adversária, como ressaltou o técnico Rogério Micale após a partida. A torcida não se cansou de reverenciá-lo reconhecendo sua condição de ídolo atual inconteste dentre os jogadores de futebol deste país.

Neymar assinalou o gol mais rápido da história dos Jogos ( foto - AFP/VANDERLEI ALMEIDA)

Neymar assinalou o gol mais rápido da história dos Jogos ( foto – AFP/VANDERLEI ALMEIDA)

A equipe pareceu orientada a jogar no primeiro tempo de maneira cadenciada em função da temperatura (30 graus) e a alta umidade (55%) às 13 h. O meio campo executou com perfeição o repertório de passes que envolviam os salvadorenhos e os obrigava a um esforço ainda maior na tentativa de retomar a bola o que, certamente, os desgastou fisicamente desde cedo.

Luan foi o atacante, dos 4 começaram a partida, mais comprometido em fechar o meio campo com Wallace e Renato Augusto e cumpriu esta determinação com elogiável aplicação. Mesmo assim ainda não está de toda solucionada a questão da proteção da defesa brasileira. Há um espaço entre os volantes e a zaga que um time como o da Alemanha poderá aproveitar. A forma física e técnica dos zagueiros Marquinhos e Rodrigo Caio tem ajudado a enfrentar os problemas que raramente tem aparecido. Não por acaso, o goleiro Weverton segue ser vazado na competição.

Apesar dos 6 gols, Gabigol não viveu uma das suas melhores tardes, mesmo solto e com absoluta liberdade para funcionar no meio do “caos” ofensivo com que tanto sonha o técnico Jorge Micale. Já Gabriel Jesus foi determinante na construção da goleada, atuando de maneira desinibida a comprovando sua vocação artilheira com 2 gols no primeiro tempo.

Gabriel Jesus deliciou o Maracanã com 2 gols (Paulo Sergio/LancePress)

Gabriel Jesus deliciou o Maracanã com 2 gols (foto- Paulo Sergio/LancePress)

O lateral esquerdo Douglas Santos não fez má partida, mas comprometeu a média de seu desempenho com 3 cruzamentos mal realizados em condições muito interessantes no lado da área hondurenho. Precisa evoluir neste fundamento. Zeca foi discreto, mas correto atuando quase como um zagueiro e não como lateral.

Foi uma tarde inesquecível da Seleção Brasileira em seu templo mais adorável: o Maracanã. E, mais uma vez, a camisa 10 verde e amarela vestiu o protagonista da partida. É incrível a afinidade e a naturalidade de jogadores formados no Santos FC na hora trajar a camisa mais charmosa do futebol mundial, que por tantos anos teve Pelé como dono absoluto.

Transformar a final contra a Alemanha numa revanche pela goleada de 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014 é, na opinião deste blogueiro, inadequado e sem sentido. Antes, a Seleção Brasileira deveria se esforçar para vencer o ouro inédito jogando bem. A vingança deveria ficar para uma próxima Copa. É assim que o torcedor do futebol mais vezes campeão do mundo deveria pensar: com a grandeza intransferível de quem é penta-campeão do mundo e seleção que mais vezes disputou a final olímpica do futebol.



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