Brasil mereceu vencer a Colômbia. A Seleção Brasileira, finalmente, volta ao Maracanã



A Seleção Brasileira de futebol masculino vai se impondo nos Jogos Olímpicos de 2016. Com uma difícil mas merecida vitória sobre a Colômbia por 2 a 0, no Itaquerão em São Paulo, garantiu presença na semifinal contra Honduras. Será o reencontro da seleção e do futebol com o Maracanã.

Não foi uma exibição perfeita, mas o time de Rogério Micale foi competitivo e vibrante. Por pouco não se desequilibrou emocionalmente com a violência e deslealdade colombianas, que soube aproveitar a insegurança do árbitro turco Çuneyt Çakir. Diante da quantidade e violência de faltas cometidas notadamente na primeira etapa é inacreditável que a partir tenha chegado ao fim sem que qualquer jogador tivesse sido expulso. Em geral, os brasileiros souberam encarar com inteligência e frieza o tipo de jogo proposto pela seleção da Colômbia.

Neymar teve ótima exibição técnica e taticamente. Aos poucos ele parece estar encontrando seu papel no time que deveria ser o mesmo que ele cumpriu no Barcelona durante o período na última temporada em que Lionel Messi esteve contundido. Depois de ter sido ostensivamente caçado pelos jogadores colombianos, por pouco ele não cometeu um deslize que poderia ter provocado sua expulsão por um revide como reação ao fato dos adversários não terem agido com fair-play em devolver uma bola ao time brasileiro. Neymar, de novo, preferiu não conversar com a mídia. É um direito dele.

Neymar e Çuneyt Çakir, personagens centrais do jogo (foto - Ivan Sorti/Lancepress)

Neymar e Çuneyt Çakir, personagens centrais do jogo (foto – Ivan Sorti/Lancepress)

O sistema de jogo adotado por Micale exige o trabalho extra de alguns jogadores. Para poder contar com Luan, Gabigol, Neymar e Gabriel Jesus em campo ao mesmo tempo a zaga (Marquinhos e Rodrigo Caio) e os volantes (Wallace e Renato Augusto) são extremamente sacrificados. Mas a formação vai amadurecendo e as peças vão se enquadrando num esforço contínuo de cada um em se tornar útil à equipe. Luan, por exemplo, tem se esforçado exemplarmente para cumprir a função de completar o trabalho de marcação no meio campo e vai cumprindo de forma cada vez mais correta a função.

A zaga brasileira teve atuação magnífica por ter enfrentado um time veloz, forte, com bons atacantes sem ter dado motivos para receber um cartão amarelo que tiraria qualquer um dos 2 zagueiros da semifinal. Rodrigo Caio e Marquinhos mesmo não sendo altos provaram que o senso de colocação, o tempo de bola e um mínimo de impulsão são ainda mais fundamentais para um zagueiro do que a altura física.

A opção tática de Micale de contar com os 4 atacantes também compromete a contribuição ofensiva dos laterais, que são obrigados a ser menos ousados do que eles em seus clubes, mas ainda assim, tanto Zeca quanto Douglas Santos ainda podem render mais.

A Seleção Brasileira vai crescendo na competição, jogando cada vez melhor e se afirmando psicologicamente. O reencontro da camisa verde e amarela com o Maracanã merece ser celebrado, já que ele não ocorreu na Copa do Mundo de 2014.

A surpreendente seleção de Honduras merece respeito, mas não há por que a equipe de Micale não acreditar que possa vencê-la. Mesmo não tendo mais bobos no futebol contemporâneo, a equipe brasileira é melhor e tem que provar isto no seu palco historicamente preferido.

 

 



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