Brasil jogou um bom futebol e venceu. Simples assim.



A seleção brasileira masculina de futebol jogou bem e venceu com facilidade a Dinamarca por 4 a 0 na terceira rodada da fase de classificação da Rio 2016. Simples assim. Agora, pegará a Colômbia nas quartas de final, exatamente como aconteceu na Copa do Mundo de 2014 no próximo sábado no Itaquerão.

O importante da vitória é trazer o país e o próprio time à realidade. Nosso futebol não vive o melhor dos mundos, mas tem jogadores e qualidade suficientes para enfrentar seus desafios sempre com chances de ultrapassá-los. O problema é que, nos últimos tempos, a insegurança e a pressão atingiram níveis alarmantes. A exibição contra o Iraque beirou o improvável, apesar de que, ainda assim, a vitória teria sido justa e natural.

A diferença técnica entre a seleção brasileira e qualquer outro time nesta competição é abissal.

Luan assinalou o terceiro gol da noite (foto - Lucas Figueiredo/MowaPress)

Luan assinalou o terceiro gol da noite (foto – Lucas Figueiredo/MowaPress)

Jorge Micale mais uma vez arriscou uma equipe audaciosa, ofensiva e o plano vingou. A Dinamarca não ameaçou a defesa brasileira e, a partir do gol de Gabigol, aos 26 minutos do primeiro tempo, a realidade concreta do futebol reapareceu.

A partir da abertura do marcador equipe recuperou a auto-estima e a tranquilidade para jogar próximo aquilo que sabe e pode colocar em prática neste torneio.

Neymar atuou com seriedade e altruísmo e, por isto, fez a diferença. Renato Augusto realizou sua melhor exibição nesta fase olímpica e junto com Wallace deu o mínimo de solidez e equilíbrio ao meio campo brasileiro. Gabigol se comportou com a devida seriedade e mostrou o oportunismo que o vem projetando inclusive a nível internacional. Luan parece ter agarrado definitivamente a chance que se lhe apresentou e Gabriel Jesus assinalou um gol que pode fazê-lo relaxar nesta sua primeira verdadeira experiência em termos de seleção.

A goleada é oportuna e bem vinda, mas deve ser encarada com a sábia prudência de quem conhece a história das participações olímpicas de nosso futebol.

Do mesmo jeito que Jorge Micale mereceu as críticas por opões adotadas nas partidas anteriores ele merece o crédito pela performance de ontem, pela organização da equipe e pela condição psicológica que ela apresentou diante de um contexto tão complicado.

 

 

 

 



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