Brasil goleia em noite de Philippe Coutinho



Atualizado às 11:38h de 09/06/2016

 

Brasil e Equador saíram da segunda rodada do grupo B da Copa América Centenário com vantagem tendo em vista a classificação para a próxima fase da competição. A imponente goleada de 7 a 1 sobre o Haiti, em Orlando na Florida, diante de 28 241 torcedores, concede à equipe brasileira a possibilidade de avançar com um empate contra o Peru no próximo domingo, às 21:30h, em Foxborough, em Boston. Já o Equador, depois do empate em 2 a 2 com o Peru, em Glendale no Arizona, diante de 11 927 pessoas, depende apenas de vencer a já eliminada seleção do Haiti, também no domingo, às 19:30h em Nova Jersey, por mais dois gols de diferença para seguir no torneio.

 

Brasil goleia e Philippe Coutinho vira o artilheiro da Copa

A Seleção Brasileira fez uma boa partida do ponto de vista coletivo e Philippe Coutinho brilhou individualmente não apenas pelos 3 gols que assinalou, mas por sua intensa e lúcida participação ao longo dos 90 minutos. O jovem talento formado no Vasco e que é o grande jogador do Liverpool se impôs como o protagonista numa noite iluminada de toda a equipe brasileira. Ele agora soma 4 gols vestindo a camisa verde e amarela.

P. Coutinho marcou seu primeiro "hat trick" na seleção (foto - conmebol.com)

P. Coutinho marcou seu primeiro “hat trick” na seleção (foto – conmebol.com)

Apesar de um início ansioso e inseguro, a seleção brasileira foi se impondo contra um desinibido Haiti. O primeiro gol de Philippe Coutinho, aos 13 minutos, num chute de fora da área, funcionou como o fator estabilizador definitivo do equilíbrio emocional dos brasileiros até o final do jogo. Com ele, o Brasil se impôs definitivamente sobre o adversário, consolidando sua condição de time com o maior número de passes realizados por partida até aqui. Foram 522 e 91% de precisão contra o Equador e 687 e 93% de precisão contra o Haiti, somando 1259 passes com 92% de aproveitamento. O time de Dunga deixou de ter no contra ataque sua arma principal, apostando no controle do jogo para superar o adversário.

Ainda no primeiro tempo Philippe Coutinho voltou a marcar, aos 28 minutos, com o gol aberto, aproveitando ótima assistência de Jonas. Renato Augusto consignou o terceiro tento, aos 35 minutos, em cabeçada fulminante, produto de um cruzamento milimétrico de Dani Alves.

A equipe brasileira voltou para a segunda etapa com Gabriel no lugar de Jonas, mas em ritmo de treino, até que o atacante do Santos, aos 14 minutos, se valeu de passe de Elias para chutar forte cruzado de perna esquerda no canto do goleiro Placide, ampliando para 4 a 0.

Dunga orientou a Coutinho ser o mesmo do Liverpool (foto - conmebol.com)

Dunga orientou a Coutinho a ser o mesmo do Liverpool (foto – conmebol.com)

Em seguida, enebriado pelo placar, aos 16 minutos do segundo tempo, Dunga substituiu Casemiro (suspenso para o jogo com o Peru pelo segundo amarelo) por Lucas Lima que, aos 22 minutos, em cabeçada indefensável, assinalou o quinto gol brasileiro. A saída de um volante desarrumou o setor defensivo permitindo que o até então impotente e inofensivo Haiti, aos 24 minutos, consignasse seu histórico primeiro gol na Copa América Centenário, através de Marcelin, aproveitando rebote do goleiro Alisson: 5 a 1.

Dois minutos depois, Dunga, sensatamente, resolveu reorganizar seu meio campo e trocou Elias por Wallace, com Renato Augusto consolidando sua posição como segundo volante.

Aos 40 minutos, numa de suas típicas infiltrações pelo meio da defesa adversária, Renato Augusto marcou seu segundo gol na partida, fazendo 6 a 1.

No último instante do jogo, Phillipe Coutinho completou seu “hat trick”, num chute magistral com seu efeito inconfundível, consagrando o 7 a 1 para o Brasil e se transformando, no momento, no artilheiro da Copa América Centenário.

 

Wallace no lugar de Casemiro contra o Peru

Para a partida de domingo contra o Peru parece improvável que Dunga repita a “ousadia romântica” de escalar um meio campo sem, pelo menos, um volante. Se o Real Madrid só se firmou quando passou a contar com Casemiro, se o Bayern de Munique de Guardiola jogou com Xabi Alonso ou Lahm, se o Barcelona tem Sergio Busquets ou Mascherano, se o time de 70 tinha Clodoaldo, não parece sensato apostar em Elias ou Renato Augusto para o lugar de Casemiro (suspenso) como volante num jogo decisivo.

Lucas Lima, nesta seleção, pode e deve jogar, mas no lugar de Elias, com Renato Augusto de segundo volante. Por que abrir mão do melhor volante da última Champions League e que, com sua entrada, transformou o Real Madrid como o próprio técnico Zinedine Zidane reconhece?

 

Empate emocionante e justo entre Equador e Peru

O placar de 2 a 2 entre Equador e Peru sintetiza bem o equilíbrio e a competitividade que caracterizaram a partida. Os 2 times buscaram a vitória do primeiro ao último minuto. A renovada seleção de Ricardo Gareca, que venceu com dificuldade o Haiti por 1 a 0, teve uma ótima atuação, liderada pelos veteranos Christian Cueva e Paolo Guerrero, se aproveitando de uma certa “soberba” com que o Equador parece ter encarado o confronto. O retrospecto na competição indica, entretanto, uma superioridade peruana:  em 12 jogos o Peru venceu 8, o Equador 1 e 3 empates (incluindo o de ontem).

Guerrero participou dos 2 gols peruanos (foto - conmebol.com)

Guerrero participou dos 2 gols peruanos (foto – conmebol.com)

Foi um jogo intenso, com o Equador obtendo 55% de posse da bola contra 45% do Peru, mas com um nível de precisão inferior: 87% contra 91%. O Peru, se teve o controle da bola por menos tempo, por certo, a trabalhou mais eficazmente e foi mais contundente.

Cueva abriu o marcador, logo aos 4 minutos do primeiro tempo com um golaço, se valendo de uma enfiada de Guerrero que ele aproveitou com um drible desmoralizante no zagueiro equatoriano e um chute de dentro da área, indefensável para Alexander Domínguez. O segundo gol, já aos 12 minutos, nasceu de outra assistência de Guerrero, desta vez de cabeça, para um chute cruzado de Flores.

A reação equatoriana se iniciou ainda no primeiro tempo, aos 38 minutos, com um gol de dentro da grande área de Enner Valencia, proporcionado por ótimo passe de Antonio Valencia. O empate aconteceu aos 2 minutos do segundo tempo, numa penetração fulminante de Jeff Montero, assistido pelo volante C. Noboa e se valendo da linha de impedimento mal realizada pela defesa peruana. Montero passou para trás e Miller Bolaños concluiu com o gol escancarado.

O jogo ficou indefinido até o final, com o Peru tendo a derradeira chance do jogo para desempatar num chute perigosíssimo de Raúl Ruidíaz ante um A. Domínguez desesperado.

 

Guerrero é um grande jogador, mas não um grande artilheiro

Paolo Guerrero foi fundamental na grande atuação de sua equipe. Ele participou dos dois gols e de outras jogadas perigosas do ataque peruano. Sua desenvoltura contrastou com a maioria de suas atuações com a camisa do Flamengo. Talvez por que ele esteja sendo cobrado pelo que nunca foi: um artilheiro.

Guererro é um jogador altruísta, ótimo assistente, com presença marcante na grande área adversária e que também sabe fazer gols, principalmente os decisivos. Se ele for melhor entendido e sua contribuição avaliada noutros termos, ele tem tudo para ainda ser importante numa equipe tão carente de talento e liderança como a do Flamengo.

 

 

 

 

 

 

 



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