Brasil goleia e dá lição de futebol aos EUA, segundo Klinsmann



O Brasil venceu com absoluta autoridade os Estados Unidos, em Boston (EUA), pelo sempre respeitável placar de 4 a 1.  O magro 1 a 0 do primeiro tempo foi justo, pois mesmo sem ter feito uma apresentação primorosa, o time brasileiro teve sempre o jogo sob controle, com destaque para William, o cada vez mais solto e participativo Lucas Lima e o oportunismo de Hulk.

Claro, no segundo tempo, o Brasil melhorou com Neymar. Ora bolas! A Argentina não melhora com Messi, Portugal com Cristiano Ronaldo e a França com Pogba? Preocupante seria se com o melhor jogador brasileiro e um dos melhores jogadores do mundo a Seleção Brasileira caísse de produção e se visse envolvida pelo adversário. Neymar trouxe a luz dos gênios para inspirar a equipe de Dunga, ainda muito previsível, apesar de mostrar inegável potencial, sem o craque do Barcelona. Mas – e isto é importante – ele não entrou como “salvador da pátria”. A equipe de Dunga já era superior e vencia merecidamente.

O Brasil com Neymar tem condições de aspirar a qualquer conquista no futebol contemporâneo. Um conjunto formado por um super craque, cercado de vários ótimos jogadores e muitos outros bons jogadores pode se transformar numa equipe competitiva, envolvente e que proporcione bons espetáculos aos amantes do futebol.

Neymar atuou 45 minutos fez 2 gols (foto - Leo Correa/MoWA Press)

Neymar atuou 45 minutos e fez 2 gols (foto – Leo Correa/MoWA Press)

O técnico alemão da seleção americana, Jürgen Klinsmann, que antes da partida já havia classificado a Seleção Brasileira como uma das melhores do mundo na atualidade, se mostrou resignado após a goleada e não escondeu sua reverência ao futebol praticado pelo time brasileiro: “eles nos deram uma lição esta noite. Eles nos ensinaram vários elementos de como jogar de forma coletiva, a velocidade do jogo, a velocidade do raciocínio, a velocidade da execução. Foi realmente impressionante. Eles estão sempre com dois pensamentos à frente da gente. É o nível do Brasil. Por mais que a gente tente buscar, nunca vamos conseguir chegar”.

O técnico Klinsmann aplaudiu e elogiou o Brasil (foto - Billy Weiss - AFP)

O técnico Klinsmann aplaudiu e elogiou o Brasil (foto – Billy Weiss – AFP)

Dunga ficou satisfeito e, acima de tudo, aliviado pela atuação de sua equipe e pelo placar sobre a seleção dona da casa. Afinal, esta pode não ser a melhor equipe da história dos EUA, mas não deixa de ser um time organizado e capaz de surpreender, como fez contra a Holanda, a Alemanha (desfalcada) e o Peru recentemente. Sua equipe, segundo o cronista Andrew Das do The New York Times, “destruiu os Americanos em cada centímetro do gramado”. O maior jornal americano classificou como “folgada” a vitória brasileira.

O técnico brasileiro foi inteligente ao poupar Douglas Costa no segundo tempo. O novo astro do Bayern de Munique tem provado a cada jogo e a cada jogada que já é um dos mais diabólicos dribladores do futebol mundial contemporâneo.

A ótima participação de Rafinha ao entrar na segunda etapa, inclusive com um gol marcado com alta técnica, amplia o leque de opções de meio campistas dinâmicos e de qualidade que Dunga tem à disposição. Rafinha dividiu com Neymar o protagonismo da noite no diário catalão Mundo Deportivo: “1 x 4: Neymar e Rafinha lideram a vitória brasileira”.

A Seleção Brasileira começa a ganhar forma e tem tudo para construir um caminho virtuoso numa boa direção. Esta também parece ser a opinião insuspeita de Jürgen Klinsmann.

 Atualizado às 08:46h de 09/09/2015



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