Brasil empata com Equador em mais um recomeço da seleção



Uma nova seleção brasileira estreou, neste sábado, na Copa América Centenário com um empate por 0 a 0 com o Equador diante de 53 158 espectadores no estádio Rose Bowl em Pasadena na Califórnia. A última vez que o Brasil estreou com derrota na competição foi em 1956.

Mais um recomeço no trabalho de Dunga. E dos mais radicais, pois da estréia na Copa América 2015, no dia 14 de junho do ano passado, na vitória sobre o Peru por 2 a 1, a equipe brasileira foi: Jefferson, Dani Alves, Miranda, David Luís e Filipe Luís; Fernandinho, Elias, Fred (Douglas Costa) e Willian (Everton Ribeiro); Neymar e Diego Tardelli (Firmino).

Neste sábado, no Rose Bowl, na Califórnia, Dunga trabalhou com Alisson, Dani Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luís, Casemiro, Elias (Lucas Lima), Renato Augusto, Willian (Lucas), Philippe Coutinho e Jonas (Gabriel). Apenas 4 jogadores participaram das 2 partidas. Do jogo de ontem contra o Equador, apenas Dani Alves jogou a Copa do Mundo de 2014 em que o Brasil acabou em 4º lugar.

P. Coutinho preocupou sempre a defesa equatoriana (foto - Robyn Beck-AFP)

P. Coutinho preocupou sempre a defesa equatoriana (foto – Robyn Beck-AFP)

Até quando Dunga levará este processo infinito de remontar a seleção brasileira? Por várias razões, inclusive uma pressão cada vez mais forte da mídia e da opinião pública, talvez seja este torneio nos EUA a oportunidade derradeira dele definir com que elenco e estilo de jogo a seleção brasileira voltará à disputa das eliminatórias no dia 2 de setembro contra o próprio Equador em Quito.

Como fazia prever a escalação inicial, a seleção brasileira teve o controle da bola (65%)¹, tentou o gol menos do que deveria mas mais do que o adversário a ameaçou. O Brasil chutou mais (7 a 4), produziu mais passes (572 a 256) teve mais escanteios a favor (5 a 4) e cometeu menos faltas (12 a 17). Mas esteve longe de ameaçar o gol equatoriano como deveria. Se resolver definitivamente por este caminho Dunga pode vir a colher bons frutos e consolidar de vez a formação básica da seleção brasileira. Com Neymar, evidentemente.

Como tem acontecido nas últimas partidas, apesar de usar jogadores diferentes, a equipe brasileira apresentou o melhor futebol nos primeiros 45 minutos com a formação organizada no formato de 4-1-4-1. As linhas da equipe se mostraram mais próximas, praticamente eliminando a saída de bola com chutes longos de Alisson, Marquinhos e Gil.

William esteve bem até se contundir (foto - Robyn Beck - AFP)

William esteve bem até se contundir (foto – Robyn Beck – AFP)

Os laterais brasileiros produziram menos do que são capazes. Os zagueiros foram corretos. Casemiro se mostrou sóbrio e eficiente. Coutinho foi o jogador mais instigante, por vezes, até egoísta, mas que acabou por ameaçar mais a defesa equatoriana. Willian fez um bom jogo até o momento em que a contusão passou a atrapalhar seu rendimento.

Por outro lado, se evoluiu do ponto de vista da posse de bola e do controle do jogo, o time brasileiro se mostrou vulnerável aos contra ataques. Esta situação específica de jogo precisa ser melhor enfrentada por Dunga se ele insistir com a atual formação. Os jogadores que tiverem a responsabilidade de recomposição nas bolas paradas no campo de ataque brasileiro precisarão ser mais rápidos e reagir com mais velocidade à iniciativa contrária.

A indicação equivocada do bandeirinha no lance do ataque pela linha de fundo do Equador levou o árbitro chileno Júlio Bascuñan ao erro e remediou uma falha imperdoável técnica e de reflexo do goleiro Alisson. Tafarel deverá aprimorar o tabalho nestes aspectos.

 

¹ Estatísticas oficiais da Conmebol.

 

 

 



MaisRecentes

Há 50 anos, o “Bola de Ouro” húngaro Albert vestia a camisa 9 do Flamengo



Continue Lendo

FIFA revoltada com ausência de Messi na festa do “The Best”



Continue Lendo

Última chamada na Champions League: 7 clubes disputam 4 vagas.



Continue Lendo