Brasil 5 a 0: Neymar e a Seleção Canarinho são reverenciados pela mídia internacional



Atualizada às 18:23 h de 07/10/2016

 

A goleada categórica da Seleção Brasileira sobre a Bolívia por 5 a 0, em Natal, merece ser encarada no contexto histórico em que aconteceu. Foi uma exibição impecável, avassaladora, que poderia ter produzido uma goleada ainda mais dilatada não fosse a desaceleração do ritmo da equipe na volta para o segundo tempo.

Aos poucos o bom senso vai se impondo e as pessoas vão abandonando a aloprada sensação de que nosso futebol vive a maior crise técnica de sua história. Por certo, não temos uma geração comparável a que nos conduziu ao Tri campeonato em 1970, sob a liderança incontrastável e irrepetível de Pelé. Mas o técnico Tite tem à sua disposição um conjunto de fantásticos jogadores espalhados pelo planeta perfeitamente capaz de se transformar – e ó que estamos constatando – numa seleção perfeitamente capaz de aspirar a conquista da Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Neymar não se cansa de fazer história (foto - Lucas Figueiredo/CBF)

Neymar não se cansa de fazer história (foto – Lucas Figueiredo/CBF)

O site do diário Marca, de Madri, destaca que a “Seleção Canarinha o futebol vistoso e divertido de outrora”. Para o Mundo Deportivo, da Catalunha, “o Brasil esmagou a Bolívia numa partida tranquila para os jogadores de Tite”. O venerável, El País, de Madri, se refere, simpática mas inadequadamente a “um baile carioca” e comenta que “o Brasil dirigido por Tite se divertiu imponente com a Bolívia”. A La Gazzetta dello Sport italiana é superlativa: “Neymar show: 5 a 0, Neymar mortal, super-Neymar, Coutinho-gol”. O L’Équipe, da França, escreve que “Neymar enlouqueceu a Bolívia” e, em seguida, que “o irresistível Neymar teve a sobrancelha afetada por Yasmani Duk”. O insuspeito português A Bola destaca que “Neymar chega ao gol 300 mais cedo que Messi e Cristiano Ronaldo”, lembrando que “Messi chegou com 25 anos e Cristiano com 27 anos”.

A história da goleada

Os 4 a 0 nos primeiros 45 minutos na Arena das Dunas foram o resultado de um desempenho inesquecível de Neymar. O craque do Barcelona ainda que excessivamente irritado, com a bola, teve uma das atuações mais soberbas dos últimos tempos. Ele foi completo, altruísta, armando e concluindo as jogadas com simplicidade e genialidade juntas. Seu primeiro gol na noite de ontem foi o 300º na carreira e o 49º na seleção brasileira. Aos 24 anos, Neymar caminha para superar os impressionantes 77 tentos de Pelé , 62 de Ronaldo e 55 de Romário.

Philippe Coutinho, Filipe Luís, Gabriel Jesus e, no segundo tempo, Roberto Firmino assinaram os gols da vitória que mantém a seleção brasileira na segunda posição na tabela de classificação das eliminatórias, a 1 ponto do líder Uruguai, a 2 de vantagem sobre Equador, Colômbia e Argentina.

É ou não um grupo de jogadores respeitável? (foto - Vanderlei Almeida/AFP)

É ou não um grupo de jogadores respeitável? (foto – Vanderlei Almeida/AFP)

Para os que vivem desdenhando do evidente novo momento que vive o futebol sul-americano, o empate da poderosa Argentina com o Peru por 2 a 2, em Lima, cai como uma bomba. Claro, a ausência de Lionel Messi explica em parte o tropeço da equipe de Patón Bausa. Mas afinal, o que estariam estes mesmos críticos argumentando agora caso a Seleção Brasileira tropeçasse numa partida em que Neymar não estivesse presente? O blá-blá-blá de sempre, da maior crise histórica de nosso futebol, da Neymardependência, da corrupta direção da CBF.

Alisson, Dani Alves, Miranda, Marquinhos, Filipe Luís, Fernandinho, Renato Augusto, Giuliano, Lucas Lima, Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Willian, sob a liderança e inspiração de Neymar em campo e a direção estratégica de Tite vão confirmando que o futebol brasileiro é capaz de ganhar e dar espetáculo.

Tite prova que estava pronto para dirigir a Seleção, mas por conhecer futebol e não por ser mágico.

 



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