Barcelona se impõe e sai na frente contra o Atlético.



O Barcelona saiu na frente do duelo com o Atlético de Madrid nas quartas de final da Champions League 2015/16. Foi uma vitória magra, por 2 a 1, de virada, comparada ao domínio exercido pela equipe de Luis Enrique (68% de posse de bola). O jogo foi disputado em clima tenso que explica os 10 cartões amarelos e 1 vermelho distribuídos pelas duas equipes. O Camp Nou recebeu 88 534 torcedores, público invejável que, infelizmente, jamais o futebol brasileiro registrará.

O primeiro tempo foi dramático para o Barça, é verdade. Confuso, nervoso, desarticulado, vulnerável, viu o Atlético sair na frente, aproveitando uma falha escandalosa do miolo da defesa do Barça, aproveitada magistralmente por Koke ao enfiar uma bola vertical, precisa, aos 25 do PT para que Fernando Torres fuzilasse rasteiro por baixo de Ter Stegen. Koke foi um gigante no meio campo e Gryezmann um tormento na frente.

 

Suárez foi decisivo de novo (foto - fcbarcelona)

Suárez foi decisivo de novo (foto – fcbarcelona)

A ousadia inicial de Simeone ficou comprometida com a expulsão estúpida de Fernando Torres (segundo amarelo) por uma falta por trás em Busquets na parte central do gramado. Falta grosseira, precipitada, pouco inteligente, incompatível com um jogador com tanta experiência internacional.

O segundo tempo deu a impressão, nos seus primeiros movimentos, que reproduziria a lógica do primeiro já que, logo aos 3 minutos, com um jogada de linha de fundo pelo lado direito do ataque, por pouco, o Atlético não assinalou o segundo gol com a boa cruzando a pequena área do Barça sem que alguém a colocasse para dentro.

A partir daí foi uma massacre do time catalão, que jogou como o mundo se acostumou a ver o Barcelona se impor, que avançou suas linhas, passou a jogar no campo do Atlético, buscou jogadas pelos lados do campo, pelo meio, por tabela, por cruzamentos, chutando de fora da área, de dentro da área, com chances inúmeras de gol.

 

Lionel Messi foi um guerreiro, mas passou em branco de novo (foto - fcbarcelona)

Lionel Messi foi um guerreiro, mas passou em branco de novo (foto – fcbarcelona)

Nem mesmo a tradicionalmente competente defesa do Atlético foi capaz de resistir à avalanche adversária. Aos 17 minutos do ST, depois de uma sucessão de jogadas perigosas, Alba aproveitou um cruzamento de Dani Alves, chutou cruzado para Suárez, da linha da pequena área, tocar para dentro do gol.

O jogo seguiu intenso, com absoluto controle por parte do Barça e, aos 28 minutos do ST, Suárez, de novo, aproveitou cruzamento de Dani Alves e numa cabeçada fulminante virou o placar.

A vitória do Barcelona acabou sendo justa, inclusive por que foi produto da vontade inequívoca de seus jogadores, que voltaram para o segundo tempo determinados a virar o marcador. Quando a técnica se combina com a determinação e a força de um elenco experiente como o do Barcelona tudo é possível.

 

Neymar foi incansável e perigoso o jogo todo (foto - fcbarcelona)

Neymar foi incansável e perigoso o jogo todo (foto – fcbarcelona)

 

Messi e Neymar lutaram intensamente, tiveram chances de marcar, criaram lances para seus companheiros, mas passaram em branco. Suárez, que não participou tanto, teve 2 chances e as transformou em gol. Foi cruel e 100% eficiente, como não havia sido no último sábado no Camp Nou contra o Real Madrid.

A série está aberta, mas o Barça abriu uma inegável vantagem para o jogo de volta da próxima semana no Vicente Calderón. Luis Enrique segue absoluto sobre Diego Simeone, invicto. Quanto à expulsão de Fernando Torres ela até pode ser questionada. Mas, sua estupidez, não.

Rafinha está de volta

A seleção brasileira ganhou um presente, hoje, do Barcelona. Rafinha Alcântara participou de 27 minutos de uma quarta de final da Champions League. Ele não atuava desde setembro do ano passado, quando na partida contra a Roma, sofreu uma entrada criminosa do belga Nainggolan. O jovem e talentoso meio campista será importante para Luis Enrique neste final de temporada e deverá ser fundamental para a campanha pela inédita medalha de ouro olímpica na Rio 2016.

Camp Nou volta a reverenciar Johan Cruyff

A torcida do Barcelona voltou a homenagear o mítico Johan Cruyff aos 14 minutos de jogo contra o Atlético com 1 minuto de aplausos.

 

 

 

 

 

 



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