Barcelona, com atuação memorável, goleia o Real Madrid no Santiago Bernabéu



O Barcelona destruiu esportiva e moralmente o Real Madrid ao goleá-lo impiedosamente por 4 a 0 neste sábado no “Clásico” de número 231 em pleno Santiago Bernabéu. Suárez (2), Neymar e Iniesta assinalaram os gols numa exibição histórica. O resultado ampliou a vantagem entre os dois clubes para 6 pontos na tabela de classificação do campeonato espanhol.

MO jogo foi acompanhado da tribuna de honra pelo presidente do governo espanhol Mariano Rajoy, pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez e pelo presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu.

A manchete do site do diário “Marca” logo após o fim do jogo  sintetiza a atmosfera que viverá o Real Madrid nos próximos dias: “Crise Real”. Muitos torcedores madridistas, ao final do jogo, não pouparam sequer o presidente Florentino Pérez com coros de palavras de ordem defendendo sua demissão. A pressão sobre Rafa Benítez deverá beirar o insuportável.

O MSN celebra a goleada no vestiário do Bernabéu (foto - Instagram)

O MSN celebra a goleada no vestiário do Bernabéu (foto – Instagram)

A partida foi um embate tático desproporcional em função da superioridade integral da equipe de Luís Enrique sobre a de Rafa Benítez e que começou a se definir a partir das duas escalações. Benítez se deu por vencido pela pressão da torcida madridista e da mídia e escalou uma equipe “teoricamente” mais ofensiva, preterindo o volante brasileiro Casemiro para a entrada do meia colombiano James Rodríguez. O meio campo do Real Madrid acabou dominado o tempo inteiro, incapaz de encarar um Barcelona muito mais sólido e consistente. Além disto, Benítez apostou desde o início em Bale e Benzema, visivelmente abaixo de suas melhores condições técnicas e atléticas.

Já Luís Enrique preferiu preservar Lionel Messi para um momento do jogo que fosse mais adequado para um jogador que voltava depois de quase dois meses de ausência e resolveu começar a partida com a formação que levara o Barcelona ao topo da tabela de classificação da La Liga e da Champions League. No máximo, arriscou a entrada de Rakitk que também voltava de uma contusão, mas mais leve do que a de Messi.

Serge Roberto, Suárez e Neymar em êxtase (foto - FCBarcelona.com)

Serge Roberto, Suárez e Neymar em êxtase (foto – fcbarcelona.com)

O jogo foi emocionante do início ao fim. Os dois times buscaram o ataque o tempo todo. Mais gols poderiam ter sido assinalados, inclusive por parte do Real Madrid. Cristiano Ronaldo e Benzema tiveram várias chances, mas na maioria delas, o goleiro chileno do Barcelona Claudio Bravo se mostrou um autêntico paredão. Agora, são 531 minutos somando as 3 competições que disputa, que a defesa do Barcelona não é vazada.

Iniesta e Neymar foram os registas da afinadíssima orquestra barcelonista que ainda teve uma performance de alto nível do meia Serge Roberto.

Não por acaso, Iniesta mereceu o aplauso de grande parte dos torcedores do próprio Real Madrid quando saía do gramado, substituído por Lionel Messi, revivendo um momento até hoje só experimentado por Johan Cruyff e Ronaldinho, consagrados pelos aplausos da torcida do maior rival diante de exibições inesqueciveis no mítico estádio madridista.

Neymar fez de tudo: abriu o marcador, marcou e ajudou a fechar o meio campo, participou ativamente das ações da equipe e realizou uma assistência mágica para o gol histórico de Iniesta. E fez tudo isto de maneira brilhante, genial, como que para confirmar diante do testemunho de todos que ele tem condições de se tornar o grande líder do elenco do Barcelona assim que o espaço de Lionel Messi estiver vago. Ao final, ainda desestabilizou emocionalmente o meia Isco com o domínio absoluto da bola e provocou sua expulsão. O craque brasileiro manteve a condição de artilheiro da La Liga, agora com 12 gols.

O “Clásico” deste dia 21 de novembro ficará marcado na memória dos espanhóis, mas também na de centenas de milhões de amantes do futebol que o acompanharam pela TV em mais de 170 países.

 

Atualizado às 11:00h de 26/11/2015

 

 



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