Balanço da participação brasileira nas eliminatórias para a Copa de 2018



De Salvador

A Seleção Brasileira encerrou sua trajetória em 2015 na vitória sobre o Peru por 3 a 0 na Fonte Nova, alcançando a terceira colocação na disputa das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, com 7 pontos ganhos, produzidos por 2 vitórias, 1 empate e uma derrota.

O time de Dunga assinalou 7 gols e sofreu 4, está a 5 pontos do surpreendente líder Equador, a 2 do Uruguai, segundo colocado, e com a mesma pontuação de Paraguai e Chile.

A campanha brasileira foi influenciada, nas duas primeiras rodadas, pelo fato dela ter sido privada de utilizar Neymar, sua principal estrela e um dos mais importantes jogadores do futebol internacional, por causa de uma punição disciplinar. Foi sem ele que o Brasil visitou e perdeu para o Chile e recebeu e venceu a Venezuela.

Dunga e Gilmar comandam o trabalho da Seleção (foto - site oficial da CBF)

Dunga e Gilmar comandam o trabalho da Seleção (foto – site oficial da CBF)

Neymar voltou no empate contra a Argentina em Buenos Aires. Não teve uma atuação brilhante, mas foi decisivo na construção da jogada do gol de Lucas Lima que garantiu o ponto brasileiro naquela noite. Contra o Peru, ele jogou bem como coadjuvante e contribuiu para a conquista dos 3 pontos. Os gênios por vezes jogam apenas bem.

Nas quatro partidas realizadas até agora a Seleção alternou bons e maus momentos. Do ponto de vista coletivo, o primeiro tempo contra o Chile, na estreia em Santiago, pode ser destacado como o melhor, até agora, na competição. O time brasileiro foi capaz de sufocar os campeões da Copa América a ponto de provocar uma substituição tática do técnico Jorge Sampaoli, ainda na primeira etapa, dado que sua equipe tinha menos posse de bola e era incapaz de superar a marcação alta brasileira. O problema naquele jogo é que o técnico brasileiro não soube reagir ao cenário alterado a partir da mudança realizada por Sampaoli e acabou sucumbindo à pressão que a seleção chilena costuma impor aos visitantes.

Já o momento mais preocupante na campanha brasileira foi, certamente, o início do jogo contra a Argentina até a marcação do gol de Lavezzi no empate da última sexta-feira em Buenos Aires. Foram 33 minutos dramáticos durante os quais  ainda que com a posse de bola, a Seleção Brasileira se mostrou incapaz de criar qualquer coisa em termos ofensivos e ainda permitia contra ataques perigosos ao adversários.

Neymar perdeu 2 das 4 partidas (foto - Leo Correa/MoWA Press)

Neymar perdeu 2 das 4 partidas (foto – Leo Correa/MoWA Press)

Dunga não tem se mostrado acomodado, nem preso obstinadamente a qualquer ideia tática fixa na busca de melhores atuações de sua equipe. Ele tem feito substituições e alternado formas de jogar na medida em que se sente insatisfeito com aquilo que a equipe está produzindo.

Se, de um lado, as constantes mudanças atrasam a melhora do entrosamento entre os jogadores e as várias linhas do time, por outro, elas mostram um treinador insaciável na busca de algo a mais do que aquilo que vem demonstrando e somando em pontos.

A seguir o blog faz uma avaliação individual dos jogadores brasileiros que participaram nas convocações para as eliminatórias até agora:

Jefferson– protagonista da mudança mais controversa realizada por Dunga até o momento. Ótimo goleiro, mas que não se mostrou suficientemente concentrado no momento crucial da partida contra o Chile.

Alisson– tem tudo para se transformar num goleiro de futuro longo na Seleção. Parece contar com o apoio integral do treinador de goleiros Claudio Tafarell.

Cássio– convocação mais do que merecida pelo que fez no Corinthians.

Dani Alves – experiente, vibrante, intenso, mas tem comprometido seguidamente a equipe do ponto de vista defensivo.

Fabinho– tremendo futuro, mas que ainda não foi usado na Seleção principal.

Miranda – experiente, sério e viril. Cometeu um erro primário contra o Peru que acabou num contra ataque quase mortal para o Brasil. Por outro lado foi um monstro no jogo aéreo. Titular absoluto.

Miranda foi titular nas 4 partidas (foto- site oficial da CBF)

Miranda foi titular nas 4 partidas (foto- site oficial da CBF)

David Luiz– vigoroso, mas excessivamente instável para um jogador com tanta experiência internacional. Sua titularidade talvez esteja em questão depois da expulsão na partida contra a Argentina.

Marquinhos– jogou pouco para ser se impor para a vaga de titular no curto prazo.

Gil– seu o desempenho contra o Peru indica que está merecendo mais tempo como zagueiro titular.

Gabriel Paulista- solução emergencial que ainda não pode ser efetivamente testado.

Marcelo– tecnicamente fabuloso, meio irresponsável taticamente, mas contundido recentemente.

Filipe Luís– jogador sem o brilho e a sofisticação técnica de Marcelo, mas extremamente correto e disciplinado taticamente.

Luiz Gustavo– dono da chave da porta da defesa brasileira. Não é brilhante, nem dinâmico. Joga para o técnico e a equipe.

Elias– cresce quando joga com mais espaço e se projeta ao ataque. Ganha com a companhia de Renato Augusto.

Willian, Elias e D. Costa são peças chave de Dunga (foto - Rafael Ribeiro/CBF)

Willian, Elias e D. Costa são peças chave de Dunga (foto – Rafael Ribeiro/CBF)

Fernandinho– totalmente integrado aos planos de Duga. Deve participar de todas as partidas, mesmo nas que sair jogando.

Renato Augusto– chegou há pouco na Seleção e não jogou fora os minutos que teve para jogar.

Lucas Lima– ainda não se soltou inteiramente, mas já provou que pode ir longe e ser muito útil.

Oscar– jogador de Seleção que não está em seu melhor momento. Isto passa.

Willian– o melhor e mais regular do elenco nas 4 partidas.

Douglas Costa– versátil e que poderá ser útil em mais de uma posição para o técnico Dunga. Atuação memorável contra o Peru.

Hulk– merece estar no grupo.

Lucas– jogador que merecia mais chances na Seleção

Oscar em forma será sempre importante (foto: site oficial da CBF)

Oscar em forma será sempre importante (foto: site oficial da CBF)

Ricardo Oliveira– é a única opção de atacante de área a que o Dunga tem recorrido. Sua postura profissional ajuda na valorização de sua presença no grupo

Kaká– só o técnico pode avaliar a importância no dia a dia da Seleção quando reunida.

Neymar– vai ser apontado como um dos 3 melhores do mundo para disputar o prêmio de melhor jogador da FIFA. Ponto final.

 

 

Atualizado às 17:08 de 18/11/2015.



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