Assembléia dos sócios do Barça deverá aprovar receita recorde para 2016/17.



A Assembléia dos sócios do FC Barcelona do próximo dia 29 de outubro deverá aprovar as contas do último exercício e o orçamento previsto para 2016/17, que estabelece um novo recorde na vida do clube. A proposta que será apresentada pelo presidente Josep Maria Bartomeu prevê uma receita inédita de € 695 milhões, 2% maior que a anterior, que foi de € 679 milhões.

Na proposta orçamentária que será examinada as despesas alcançam € 663 milhões e o lucro líquido calculado é de € 21 milhões.Barcelona e Real

A diretoria barcelonista espera que a receita que mais cresça neste período seja a do marketing. A ideia é renegociar o patrocinador master por um prazo mais longo. O vínculo com a Qatar Airways, que tem sua marca estampada exclusivamente na camisa de jogo, foi renovado recentemente por apenas um ano por € 35 milhões. O objetivo da diretoria é obter algo como € 60 milhões anuais com o novo contrato.

A expectativa é que as receitas de TV sofram leve elevação a partir do novo formato de distribuição dos direitos de TV que passaram a ser negociados pela Liga de Futebol Profissional. A operação das instalações do clube, do “Tour Experience” dos milhares de visitantes ao longo do ano ao Camp Nou e dos ingressos corporativos nas partidas realizadas em casa também deve crescer.

Os custos com a folha salarial que neste último período chegaram a €375 milhões se elevarão a € 392 milhões, que corresponderão a 59% das receitas previstas, abaixo do limite sugerido pela Liga Espanhola de Futebol que é de 70%. Lembremos que o elenco atual do Barcelona com o famoso MSN, Messi-Suárez-Neymar, que por certo representam alguns dos contratos mais valorizados do futebol mundial.

Bartomeu sonha com 1 bilhão de receita em 2020 (foto - Germán Parga - FCB)

Bartomeu sonha com 1 bilhão de euros receita em 2020 (foto – Germán Parga – FCB)

O presidente Josep Maria Bartomeu sonha que no último ano do atual mandato, em 2021, o Barcelona terá uma receita de € 1 bilhão proveniente do processo acelerado de globalização da marca do clube.

As cifras com que trabalha o Barcelona ganham significado no momento em se anuncia oficialmente que a dívida global dos clubes da primeira e segunda divisões daquele país com a Agência Estatal de Administração Tributária que, em 2012, era de 720 milhões, foi reduzida em 520 milhões, chegando a 230 milhões em 1 de setembro último.

Segundo o diretor geral da La Liga, Javier Gomez, declarou ao jornal diário econômico Expansión, 70% desta dívida está concentrada em 6 clubes: Atlético de Madrid e Espanyol da primeira divisão e Valladolid, Zaragoza, Elche e Mallorca da Segunda. Para Gomez, “o futebol espanhol está saneado. A dívida se reduzirá ainda mais nos próximos anos. Em 2019 seremos o melhor da Europa”.

Ainda segundo o Expansión, o diretor de Esporte Profissional e Controle Financeiro do Conselho Superior de Esportes, Fernando Puig de la Bellacasa, “não é exagerada dizer que este processo de saneamento é a história de um êxito com 4 anos de trabalho e centenas de reuniões com os clubes. Partimos de uma situação crítica e conseguimos transformar o modelo de gestão da Liga de Futebol Profissional, que era um modelo aventureiro num modelos moderno, rigoroso e com estrito controle “.

Bellacasa lembra que “o futebol espanhol demonstrou nos últimos anos que não é incompatível o saneamento econômico com o êxito esportivo o que nos permite disputar com as outras grandes ligas do futebol europeu nos 2 aspectos”.

 



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