Argentina, sem Messi, mereceu vencer o Chile na estreia



Atualizado às 14:16h de 07/06/1916

 

A Argentina, sem Lionel Messi, manteve sua longa série invicta sobre o Chile ao vencê-lo, com justiça, por 2 a 1, na estreia de ambos na Copa América Centenário em Santa Clara, na Califórnia. Segundo o diário esportivo Olé, 40 mil dos 69 mil espectadores presentes ao estádio eram torcedores argentinos.

Foi uma partida movimentada, intensa, mas de nível técnico apenas razoável, com as duas equipes errando muitos passes e, em todos os aspectos, se revelando bastante inferior ao jogo entre México e Uruguai, realizado no domingo à noite. Apesar da derrota, a seleção chilena teve 58% de posse de bola, trocando 640 passes corretos contra 311 dos argentinos, segundo dados fornecidos pela Conmebol.

Para efeito de comparação a Seleção Brasileira na estréia teve acerto em 91% dos passes, enquanto o Equador atingiu 77%. Já a Argentina, obteve 89% de precisão nos passes e o Chile 88%. Curiosamente, a única seleção superior à brasileira neste fundamento nesta primeira rodada foi a da Colômbia com 92%. Mas enquanto o time colombiano realizou 354 passes e a Argentina 351, o Brasil trocou 572 passes!!!

Dia Maria e Banega marcaram contra o Chile (foto - Mark Ralston - AFP)

Di Maria (7) e Banega (19) marcaram contra o Chile (foto – Mark Ralston – AFP)

Na primeiro etapa cada time teve apenas uma grande chance para abrir o marcador. Logo aos 2 minutos, Gaitán aproveitou cruzamento de Di Maria e cabeceou no travessão chileno, enquanto Sánchez, aos 29 minutos, recebeu uma enfiada de Vidal, entrou livre pela esquerda e chutou para Romero salvar a meta argentina com grande defesa.

As equipes arriscaram um pouco mais no segundo tempo. Os gols argentinos nasceram de erros individuais chilenos, notadamente do volante Aránguiz no primeiro, ao perder a bola no meio campo para Banega o que permitiu um rápido contra golpe concluído com perfeição por Di Maria. No segundo tento, a situação se inverteu e foi Di Maria quem serviu Banega que concluiu de dentro da grande área chilena. A bola desviou levemente em Isla e entrou rasteira entre Claudio Bravo e a trave direita.

No último lance do jogo, o arqueiro argentino Romero falhou na saída do gol e permitiu que o volante Fuenzalida cabeceasse para um gol escancarado.

Para quem chegou como favorito absoluto da competição o time de Gerardo “Tata” Martinez se mostrou econômico no futebol exibido e alcançando os gols apenas em jogadas de contra ataque, rendimento desproporcional à moral com que vem sendo tratado desde que chegou aos EUA.

Os torcedores argentinos presentes ao estádio não se cansaram de gritar o nome de Messi ao longo da partida como se com isto demonstrassem que notavam a ausência do melhor jogador do mundo diante da qualidade do futebol oferecido em campo. A seu lado, no banco de reservas, se encontravam Biglia, Lavezzi e Pastore, igualmente poupados por problemas físicos.

Messi assistiu a partida do banco de reservas (foto - conmebol.com)

Messi assistiu a partida do banco de reservas (foto – conmebol.com)

Para o diário chileno La Tercera “a noite foi negra” para Claudio Bravo e Aránguiz. Esta foi a quarta derrota em 5 partidas da seleção chilena sob o comando técnico de  Juan Antonio Pizzi.

Na próxima sexta-feira, o Chile terá pela frente a Bolívia e a Argentina enfrentará o Panamá na disputa do Grupo D da competição.

 

 

 

 



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