Alemanha domina, mas não supera a sólida Polônia



Alemanha e Polônia fizeram um partida equilibrada e consagraram o primeiro jogo sem gol na EURO 2016 no Stade France, em Paris. Evidentemente, os poloneses saíram mais satisfeitos com o resultado. Eles empataram com os campeões do mundo, não nos esqueçamos, ainda que a equipe de Joachim Löw esteja longe do nível mostrado no Brasil.

Ambas as seleções chegaram aos 4 pontos no Grupo C, onde a Irlanda do Norte, que venceu a Ucrânia mais cedo por 2 a 0, também nutre esperança de classificação. Neste grupo, apenas a Ucrânia jogará a última rodada eliminada.

Os números sugerem que o time alemão dominou as ações com 63% de posse de bola e 87% de precisão em 517 passes trocados, contra 242 dos poloneses com 73% de acerto.

Lewandowski teve dificuldades na partida (foto - Frank Fiffe- AFP)

Lewandowski teve dificuldades na partida (foto – Frank Fiffe- AFP)

Nenhum dos atacantes já consagrados em campo brilharam. Müller e Lewandowski brigaram muito mas jamais estiveram em condições plenas para marcar. Foi o jovem polonês Arkadiusz Milik que desfrutou de duas chances reais de gol e por pouco não saiu de campo consagrado.

Löw realizou mudanças do meio para frente na sua equipe na segunda etapa: colocou André Schürle no lugar de Mario Götze, aos 21 minutos, e Mario Gomez no de Draxler, aos 26.

Pela Polônia, o técnico Adam Nawalka, fez alterações no 3 setores também no segundo tempo: tirou o volante Krzysztof Mączyński e colocou Thomas Jodlowiec, aos 29 minutos, trocou o combativo ala direito Jakub Blaszczykowski por Bartosz Kaputzka, aos 35 e, aos 43, substituiu a máquina Kamil Grosicki pelo jovem Bartosz Kaputska.

O experiente zagueiro alemão Jérôme Boateng foi sincero e lúcido, em entrevista à TV após a partida, quando reconheceu que sua seleção está longe do ideal. As mudanças do Mundial de 2014 para cá não foram muitas, mas obrigaram a equipe a se reconstruir no meio campo. Philipp Lahm, que se aposentou da seleção, e Bastian Schwsteinger que integra o grupo mas se encontra longe das condições físicas ideais, obrigaram o técnico Löw a redesenhar o cérebro da equipe. E este processo está longe de concluído.

Já a equipe polonesa vem se mostrando sólida, coesa, ambiciosa e pode surpreender na torneio pelo espírito de equipe e, especialmente, se Robert Lewandowski jogar mais do que fez até aqui.



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