A Copa do Qatar começa hoje para o Brasil. Não devemos nem perder tempo, nem perder Tite.



A Seleção Brasileira está fora da Copa da Rússia. O resultado é inexorável. A partir dele ampliamos o segundo maior período sem conquistar o título mundial desde que o fizemos pela primeira vez em 1958 na Suécia.

Vencemos de novo, no Chile, em 1962, fomos muito mal em 1966, na Inglaterra, e voltamos a levantar o troféu em 1970 no México. Dali até o Mundial dos EUA, em 1994, ficamos 24 anos sem o título. Foram 5 Copas consecutivas na seca. Seguimos um ciclo virtuoso com o vice campeonato em 1998 na França e o título em 2002 na Coréia.

Neste momento, com a eliminação nas quartas de final na Copa da Rússia, chegamos ao quarto Mundial consecutivo sem voltar ao topo do pódio.

Ainda assim, e apenas para demonstrar o nível de competitividade existente historicamente nos Mundiais de futebol, o Brasil segue sendo o país com o maior número de conquistas e o único a ter participado de todas as suas edições.

O importante agora é termos claro que a Copa do Mundo de 2022 no Catar começa hoje. E, ninguém tem mais noção e conhecimento daquilo que deve ser feito para chegarmos lá melhor preparados do que o fizemos para disputarmos a Copa da Rússia do que Tite e sua comissão técnica.

Chegou a hora de finalmente fazer algo sensato e que não recomece do zero.

Tite terá 61 anos em 2022 na Copa do Mundo do Qatar (foto – AFP)

Não podemos perder tempo. Primeiro por que Tite merece ter um ciclo completo até a próxima Copa para preparar a equipe. Pois se neste caso ele terá um prazo maior para trabalhar comparado ao que ele enfrentou para este Mundial, de outro ele será obrigado a praticamente reconstruir um grupo de jogadores dado que o ciclo de muitos que foram à Rússia não tem como ser esticado.

Tudo indica que o sistema defensivo brasileiro será outro no Qatar. Dani Alves, Thiago Silva, Miranda e, muito provavelmente, Marcelo terão idades incompatíveis com as demandas físicas e psicológicas das Copas do Mundo contemporâneas. Pouco mais na frente o mesmo deve acontecer com Fernandinho, Renato Augusto, Fred, Taison, Willian e Douglas Costa.

Tite teve apenas 2 anos para montar a equipe para este Mundial. Foi inteligente, não ignorou o que de positivo Dunga havia feito, garantiu com folga a presença do Brasil na Copa e organizou uma equipe competitiva que conheceu apenas ontem sua primeira derrota em partidas oficiais.

Provavelmente ele acertou mais do que errou, mas, acima de tudo, ele viveu uma experiência inédita que não pode ser desprezada. Os grandes vitoriosos em Copas do Mundo a viveram mais de uma vez e aprenderam com estas experiências para obter ou ampliar as conquistas. As trajetórias mundialistas de Nilton Santos, Didi, Zito, Pelé, Garrincha, Gerson, Tostão, Jairzinho, Zagallo, Cafu, Aldair, Bebeto e Ronaldo, dentre outros, no caso brasileiro mostram isto.

É razoável imaginarmos que Alisson, Ederson, Marquinhos, Philippe Coutinho, Neymar, Gabriel Jesus, Roberto Firmino e, talvez Casemiro, estejam melhor preparados para o Qatar do que agora. É uma base interessante para para que Tite inicie a nova jornada. E ela deve ser ter inicio já!

 

 

 

 

 

 



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