“A Conmebol votou no príncipe Ali”, diz o representante da Argentina.



O representante da Argentina na eleição para presidente da FIFA, Rodolfo D’Onofrio, hoje, em Zurique, assumiu ao diário argentino Olé que os representantes da Conmebol votaram no príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein: “a Argentina acredita que deveríamos mudar. Por isto votamos no príncipe Ali. Creio que toda a Conmebol fez o mesmo. Ao menos foi este o acordo a que chegamos. Foi uma decisão que tomamos em conjunto”.

D’Onofrio foi eleito presidente do River Plate em 2013, sucedendo a Daniel Passarella. Ele também é vice presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA).

Rodolfo D'Onofrio no dia da sua eleição no River Plate (foto - site oficial do CARP)

Rodolfo D’Onofrio no dia da sua eleição no River Plate (foto – site oficial do CARP)

O dirigente argentino não quis afrontar o presidente Joseph Blatter  reeleito ao comentar as razões para o voto no candidato da oposição: “acreditamos que as pessoas deveriam ter limites para ficar no comando das organizações, mas isto não quer dizer que não temos um bom presidente”.

D’Onofrio não acredita que o presidente reeleito se vingue da entidade através da diminuição do número de vagas para representantes sul-americanos na Copa do Mundo.

É possível concluir que o príncipe Ali acabou recebendo pelo menos os 43 votos de membros da UEFA, todos os 10 votos dos membros da Conmebol, todos os 11 votos da Oceania, mais os votos do Canadá e dos Estados Unidos.

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Blatter garantiu sua reeleição com a votação maciça dos representantes africanos, asiáticos e da Concacaf.

Os votos da Conmebol, antes do terremoto que sacudiu a FIFA nos últimos dias, eram considerados certos para o presidente Blatter. A mudança de posição deve estar ligada à sensação de abandono dos representantes da entidade envolvidos nas denúncias e que acabaram presos em Zurique.

Blatter fez absoluta questão de vender a imagem de descolamento dele próprio e de sua gestão dos problemas denunciados pela justiça dos EUA na comercialização dos direitos de marketing e TV das competições realizadas nas Américas.

O futuro político do futebol mundial segue indefinido apesar da vitória de Blatter. O movimento de oposição a ele se aprofundou no processo eleitoral e deverá prosseguir no futuro próximo. A Europa não sai com a sensação de derrota do pleito e não deve dar vida fácil ao presidente reeleito.

Blatter não contou com os votos da imensa maioria dos países mais importantes, tradicionais e representativos do futebol internacional representados pela UEFA e pela Conmebol.

Para os líderes da oposição a guerra só começou.



  • adilson leandro de oliveira

    Descordo que blater possa ser presidente pois ja teve sua época e agora o mundo quer renovação ou o futebol comessara a se deteriorar pouco a pouco

  • pedro redig de campos

    Luiz Augusto,

    Excelente artigo. A reeleicao de Blatter meio aos trancos e barrancos é o inicio do fim da FIFA que existe hoje.

    Voc resumiu tudo perfeitamente nno penultimo paragrafo:

    “Blatter não contou com os votos da imensa maioria dos países mais importantes, tradicionais e representativos do futebol internacional representados pela UEFA e pela Conmebol.”

    Blatter não contou com os votos da imensa maioria dos países mais importantes, tradicionais e representativos do futebol internacional representados pela UEFA e pela Conmebol.

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