A candidatura United venceu. México, Canadá e Estados Unidos organizarão a Copa de 2026



A Copa de 2026 será disputada no México, no Canadá e nos EUA. A escolha acabou sendo mais incontestável do que se imaginava. A candidatura United2026 recebeu 134 votos contra 65 de Marrocos na primeira vez que a decisão foi feita por todos as federações nacionais reunidas no 68º Congresso da FIFA em Moscou.

É a primeira vez que a Copa será disputada na América do Norte desde a de 1994 e que ela será sediada por 3 países. A campanha pela candidatura custou US$ 6 milhões à Federação americana e US$ 2 milhões foram divididos pelas entidades mexicana e canadense.

A opção pela organização da Copa do Mundo em 2026 na América do Norte teve como principal motivação a expectativa de que ela gere receitas inéditas para a FIFA em função públicos recordes nos estádios e contratos milionários de marketing, de transmissão de TV e pelas novas mídias sociais. Os estudos indicam que a competição deverá proporcionar algo como US$ 11 bilhões para o mundo do futebol, que deverão se desdobrar em US$50 milhões para cada país membro da entidade.

Infantino confirmou que será candidato à reeleição no Congresso da FIFA ano que vem em Paris (foto – fifa.com)

Também pesou o fato de que todos os 23 estádios propostos pela candidatura norte americana já estão prontos assim como praticamente todas as demais infraestruturas necessárias para o torneio que pela primeira vez na história reunirá 48 seleções e realizará 80 partidas.

Do ponto de vista dos votos surpreendeu a opção de última hora da Rússia pela candidatura norte americana. Os principais países do futebol europeu se dividiram. Alemanha e Inglaterra votaram com a United2026, enquanto França e Itália escolheram Marrocos. A Espanha se absteve em função do grave momento que passa sua seleção em função dos problemas que determinaram a demissão do técnico Julen Lopetegui e sua substituição por Fernando Hierro.

O Brasil votou surpreendentemente no Marrocos quando participou ativamente na decisão colegiada da CONMEBOL de voto em bloco na candidatura norte americana. Tudo indica que o presidente da CBF se confundiu na hora da votação eletrônica.

O papel do presidente americano Donald Trump no resultado final da votação de hoje pode ser avaliado em diversas dimensões. Evidentemente seu comprometimento ostensivo com a United2026 consubstanciado nas 3 cartas que endereçou ao presidente Gianni Infantino foi importante. Mas suas políticas discricionárias e antipáticas antiimigrantes certamente criaram dificuldades com muitos países africanos e asiáticos.

No contexto das escolhas mais recentes de sedes para os mega eventos esportivos internacionais não dá para fugir à constatação de que as federações nacionais filiadas à FIFA fizeram a opção mais razoável e racional escolhendo México, Canadá e Estados Unidos para sediarem a Copa do Mundo de 2026.

Se for colocada em prática a essência das palavras do presidente mexicano Decio de María sobre a escolha de hoje no Congresso da FIFA terá sido histórica: “Somos gratos pela chance de dar vida à nova visão da Fifa para o futuro do futebol. Juntos – em parceria com nossas cidades candidatas, as associações nacionais e a Fifa – usaremos essa plataforma para unir o mundo em torno do futebol e ajudar a criar um novo e sustentável projeto para o futuro das Copas do Mundo da Fifa”.

 

 



MaisRecentes

As frustrantes estreias de Alemanha e Brasil



Continue Lendo

França sofre para vencer a Austrália



Continue Lendo

Uruguai sofreu, mas mereceu vencer o Egito.



Continue Lendo