A Alemanha renasce na Copa numa jornada dramática para Löw e Kroos



A Alemanha renasceu na Copa do Mundo da Rússia com uma virada dramática sobre a Suécia por 2 a 1. Foi uma partida repleta de interferências acidentais e humanas como sempre acontece neste esporte que é o futebol.

O roteiro do confronto foi tão complexo que alguns dos principais personagens da partida combinaram passagens como vilões e com outras como heróis.

A Alemanha na primeira etapa da partida repetiu os erros da estreia contra o México. Controlou o jogo com 73% de posse de bola, jogou no campo da Suécia, mas se expunha demais e concluía de menos. Era um domínio inócuo: apesar do volume de jogo acumulado na primeira etapa os alemães chutaram apenas 6 vezes ao gol adversário, enquanto os suecos com um terço do tempo apenas com a pelota chutaram 5 bolas ao gol de Manuel Neuer.

Kroos e sua cobrança de falta magistral (foto – AFP)

Além disto Joaquim Löw e sua comissão permitiram que sua equipe ficasse reduzida por 6 minutos a 10 homens no gramado até que se resolvessem pela substituição do volante Rudner, machucado no nariz, por Gündogan.

A Suécia se mostrava organizada e disposta a explorar o espaço que o time alemão concedia nas costas dos zagueiros por marcar pressão. Numa primeira situação de contra golpe a arbitragem, incluindo o responsável pelo VAR, não assinalou um pênalti claro de Boateng em Marcus Berg. Logo depois o ataque sueco se aproveitou da hesitação da zaga alemã combinada com um erro de passe improvável de Toni Kroos numa bola de transição para abrir o marcador através de uma finalização de rara inspiração por parte do grandalhão Toivonen.

Löw agiu no intervalo com a firmeza e a coragem que lhe faltaram minutos atrás e voltou para o segundo tempo com Mario Gomez no posto de Draxler . A pressão alemã foi total por toda a segunda etapa, mas desta vez, efetiva, levando constante perigo ao gol do excelente arqueiro Olsen.

As esperanças por uma virada foram alimentadas logo aos 3 minutos do segundo tempo através do gol de empate de Marco Reus, aproveitando assistência preciosa de Timo Werner que, àquela altura, atuava como um autêntico ponta esquerda, onde infernizaria a defesa sueca em vários momentos.

Apesar das mudanças de funções que alguns jogadores alemães seguiram até o final da partida a equipe de Löw buscou sempre chegar ao gol sueco através de jogadas trabalhadas, infiltrações e triangulações a bolas alçadas sobre a área. Nem a correta expulsão de Boateng comprometeu a superioridade alemã ou minou suas forças na busca pela vitória.

Toni Kroos de vilão a herói

O volume ofensivo alemão manteve o patamar da primeira etapa com 71% de posse de bola, chegando ao final da partida tendo desferido 16 chutes ao gol contra apenas 8 da parte dos suecos. A inofensividade do primeiro tempo deu lugar a um bombardeio imparável até os instantes finais do jogo.

Toni Kroos não foi apenas o nome da virada pelo tiro espetacular inapelável no ângulo superior esquerdo de Robin Olsen. Foi o meia do Real Madrid que inspirou e conduziu a produção ofensiva da sua equipe que levou à vitória.

O triunfo de ontem lembrou demais a vitória pelos mesmos 2 a 1 sobre a Algéria na Copa do Mundo do Brasil, também fruto de uma partida nervosa e na qual a equipe alemã se viu ameaçada inúmeras vezes de eliminação da competição.

O gol de Kroos foi o décimo marcado no tempo extra de uma partida na Copa da Rússia. Tudo indica que os times de melhor preparação física e capazes de manter o nível de concentração elevado até o final estão fazendo a diferença nos instantes derradeiros dos jogos.

O fato é que, de quase excluída do Mundial aos 89 minutos da partida de ontem, a seleção campeã do mundo está de volta à competição, fortalecida moralmente pela histórica virada. E não são poucas as chances de que venha a cruzar com o Brasil na fase seguinte.

Haja coração!

 

 

 

 



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