Magnatas americanos e asiáticos avançam no controle dos clubes europeus



O Olympique de Marselha, o mais popular clube de futebol francês, é o mais recente dos grandes clubes europeus que passa a ser de propriedade de investidores de fora do continente. Ele foi adquirido pelo empresário americano Frank McCourt – ex-proprietário do Los Angeles Dodgers da liga de beisebol americana – junto à Margarita Bogdanova Louis-Dreyfus, viúva do bilionário suíço Roberto Louis-Dreyfus.

Em 2011, o Paris Saint-German foi adquirido pela Autoridade de Investimento do Qatar e é presidido por Nasser AL KHELAIF . Desde então o clube parisiente se transformou no protagonista absoluto do futebol francês, sendo seu tetra-campeão.

O Vélodrome tem capacidade para 67 394 torcedores (foto - www.om.net)

O Vélodrome tem capacidade para 67 394 torcedores (foto – www.om.net)

Na temporada 2015/16, o Olympique de Marselha acabou na modesta 13ª posição da Ligue 1 aprofundando o descontentamento de sua torcida, a maior do país. Em outubro do ano passado o clube reinaugurou o famoso estádio Vélodrome que se transformou num dos mais modernos da Europa. Por conta disto e em função de problemas ocorridos numa partida contra o Lyon na temporada passada, o clube firmou uma parceria com 8 das torcidas organizadas no sentido de vender conjuntamente os ingressos para as temporadas 2015/16 e 2016/17 e garantir a segurança dos torcedores no interior do estádio.

A internacionalização da propriedade de clubes tradicionais parece ser inexorável diante do aprofundamento do sentido empresarial do futebol contemporâneo. Segundo o relatório “Football Money League”, produzido pela empresa de consultoria inglesa Deloitte, dos 10 clubes mais ricos do continente 5 pertencem a investidores de outros continentes: Manchester United (EUA), PSG (Qatar), Manchester City (Emirados Árabes e China), Arsenal (EUA) e Liverpool (EUA). O atual campeão inglês, Leicester, dono do 24º orçamento no continente, tem como dono um tailandês.

Os irmãos Glazer são os proprietários do Manchester United (foto - manutd.com)

Os irmãos americanos Glazer são os proprietários do Manchester United (foto – manutd.com)

Neste momento 3 dos 4 clubes mais vitoriosos e poderosos da Itália também são de propriedade asiática: o Milan foi negociado há 2 semanas por Silvio Berlusconi para o grupo chinês-europeu Sports Investment Management Changxing, a Inter, desde desde junho, pertence a outro grupo chinês, o Suninge, e a Roma é controlada pelo empresário americano James Pallotta.

Na Espanha caminho parecido já foi trilhado pelo Atlético de Madrid, que tem 20% de suas ações de propriedade do grupo chinês Wanda. O Valencia, desde maio de 2014, vendeu 70% das suas ações para o empresário de Cingapura, Peter Lim.

Aparentemente, os 2 gigantes espanhóis, a Juventus de Turim e os clubes alemães permanecerão com modelos mais convencionais de propriedade dos clubes ou baseados em parceiros comerciais poderosos nacionais (Lewerkusen/ Bayer ou Wolfsburg/VW) .

O futebol europeu tem sabido buscar soluções que financiem sua expansão e garantam o fluxo de investimento requerido pelos torcedores dos grandes clubes. Por outro lado, a Premier League, por exemplo, notadamente através do bilionário novo contrato de TV, parece ter se mostrado suficientemente sólida e bem gerida, para atrair investidores interessados em bons retornos financeiros e não apenas de imagem ou de marketing que caracterizou a ação de empresários até bem pouco tempo.

 

 



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