Brasil mostra virtudes e defeitos no empate com o Uruguai



A Seleção Brasileira empatou com o Uruguai em 2 a 2 num jogo emocionante e que se complicou para o lado brasileiro em função da fraca atuação de seu sistema defensivo. Houve falhas coletivas e individuais -notadamente de David Luiz e Filipe Luiz – que acabaram sendo aproveitadas pelos atacantes uruguaios. Vale também registrar a demora do técnico Dunga em intervir na equipe que não soube reagir às mudanças táticas promovidas no intervalo por Óscar Tabárez. Infelizmente, para piorar, nenhuma de suas substituições produziu qualquer mudança no rendimento coletivo de seus jogadores.

Mesmo assim, o Brasil chegou ao final da partida com 61% de posse de bola, tendo trocado 481 passes com 94% de acerto, contra 271 passes e 87% de acerto dos uruguaios, segundo dados do site oficial da Conmebol.

Douglas Costa foi intenso como no Bayern (foto - Lance!)

Fernandinho, Douglas Costa e Renato Augusto foram intensos no primeiro tempo (foto – Lance!)

Da partida restam conclusões animadoras e preocupantes para a equipe de Dunga. A produção ofensiva no primeiro tempo merece elogios. A equipe foi rápida, inteligente, variou jogadas, criou situações pelos lados do campo e até pelo meio e poderia inclusive ter aberto uma vantagem superior a de 2 gols (D. Costa a 1pt  e Renato Augusto aos 25 pt). A solução de jogar sem um 9 fixo, com Neymar flutuando no ataque e a participação intensa de Dani Alves, Fernandinho, Renato Augusto, William e Douglas Costa, funcionou com louvor na primeira metade do jogo. A variedade de jogadas ofensivas empreendidas comprova o acerto de Dunga na repetição de uma formação básica para que ela ganhe entrosamento.

Os dois gols uruguaios resultaram de equívocos recorrentes da defesa brasileira. Desatenção e marcação distante permitiram que os sempre oportunistas e decisivos Cavani (32 pt) e Luís Suárez (3 st) concluíssem, até com certo conforto, as jogadas nos gols uruguaios.

Dunga será obrigado a mexer bastante no time para o jogo contra o Paraguai, em Assunção, na próxima terça-feira por 2 motivos essenciais: (1) Neymar e David Luiz estão suspensos e (2) o sistema defensivo precisa de ajustes coletivos e individuais urgentes, notadamente do seu lado esquerdo. O técnico brasileiro não perdeu tempo e já convocou o atacante Gabigol do Santos para o lugar de Neymar e de Felipe (Corinthians) para o lugar de David Luiz.

Enfim, a Seleção Brasileira evoluiu em termos táticos e técnicos ofensivos, se mostrou coletiva, rápida e prolífica do meio para a frente, mas exibiu deficiências defensivas inaceitáveis para enfrentar um ataque adversário composto por Cavani e Suárez.

Do ponto de vista da classificação para o Mundial é sempre importante uma seleção fazer o resultado positivo quando joga como mandante. O empate não coloca a Seleção Brasileira numa posição desesperadora, mas precisará ser compensado em algum momento no futuro.

 

A China, Renato Augusto e o golaço

A ótima atuação de Renato Augusto coloca em questão a quase certeza de tanta gente de que a opção de um jogador se transferir para o futebol chinês o descredencia para a Seleção Brasileira. Renato Augusto foi taticamente brilhante no primeiro tempo e marcou um gol que provou o quanto ele se preparou para a partida.

O instinto que inspirou seu drible de corpo no goleiro Muslera no segundo gol brasileiro merece ser reverenciado como uma obra prima digna de um jogador que veste a camisa 8 da Seleção Brasileira.

Renato Augusto provou que se preparou para a seleção (foto - Lance!)

Renato Augusto provou que se preparou para jogar pela seleção (foto – Lance!)

Renato Augusto demonstrou extremo profissionalismo ao planejar sua chegada ao Brasil com antecedência maior do que a dos outros jogadores para se adaptar mais rapidamente ao fuso horário e ao se apresentar em boa forma física e técnica. Tomara que ele consiga manter estes procedimentos nas futuras convocações por que ele pode contribuir em, pelo menos, 4 funções diferentes na Seleção Brasileira.

 

 

 

 

 

 



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