Bayern supera Juventus num duelo memorável



Atualizado às 09:57 de 17/03/2015

 

Um jogo emocionante e cheio de reviravoltas reunindo 2 dos melhores times do mundo foi decidido a partir de erros individuais clamorosos e cruciais de jogadores de ambos os times e da própria arbitragem (marcação equivocada de um impedimento inexistente de Morata da Juventus ainda no primeiro tempo). A virada espetacular e emocionante do Bayern de Munique sobre a Juventus por 4 a 2 consagrou, na Allianz Arena, uma partida repleta de emoções e personagens, que definiu o último dos 8 classificados para as quartas de final da Champions League 2015/16.

Por certo, nos primeiros 45 minutos, assistimos o pior Bayern de Pep Guardiola da temporada. Mal escalado, disperso, completamente dominado por uma Juventus compacta, corajosa, fatal nos contra ataques e premiada por um erro primário de Alaba que redundou no gol de Pogba, com apenas 5 minutos de bola rolando.

Assim começou a virada histórica do Bayern (foto - uefa.com)

Assim começou a virada histórica do Bayern (foto – uefa.com)

A partir dali a equipe de Massimiliano Allegri – estruturada num inesperado 5-4-1 – amassou por boa parte do jogo uma equipe pessimamente planejada por Guardiola, desmoralizada por um segundo gol espetacular, talvez um dos mais bonitos de toda a competição, construído pela ação de alta técnica e força física de Morata e concluído com classe e frieza por Cuadrado. Dali até o intervalo a equipe italiana teve tudo para resolver de vez o duelo, mas não o fez. A criativa armação defensiva italiana com cinco zagueiros (Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci, Evra e Alex Sandro) se mostrava sólida e incapaz de ser ameaçada pelo ataque adversário.

O Bayern voltou diferente para a segunda etapa. Guardiola trocou o lento e letárgico zagueiro Benatia por Bernat e redefiniu o papel e a posição de Douglas Costa que se transformou no líder da reação que viria a acontecer. O brasileiro passou a jogar por trás de Muller, Lewandowski e Coman (que substituiu um perdido Xabi Alonso aos 14 minutos do ST), como assistente e mentor de todas as iniciativas ofensivas da equipe. As mudanças provocaram a elevação avassaladora do volume de jogo da equipe bávara, que não foi detida mesmo com as alterações promovidas por Allegri com as entradas de Sturaro (saiu Khedira), Mandzukic (saiu Morata) e Pereyra (saiu Cuadrado).

O Bayern reverteu o destino do jogo em 17 minutos a partir do gol de cabeça de Lewandowski desmarcado na grande área aos 28 minutos do ST e obteve o empate num lance nascido de um erro primário e imperdoável do experiente e, até então, irrepreensível Evra numa saída de bola que desorganizou a defesa italiana e propiciou o gol de empate de Müller aos 45 minutos do ST, concluindo um cruzamento milimétrico de Coman. Com este tento, seu 35º em Champions, Müller se transformou no maior artilheiro alemão da competição.

Douglas Costa foi o maestro na reação bávara (foto - divulgação)

Douglas Costa foi o maestro na reação bávara (foto – divulgação)

Na prorrogação Thiago Alcântara, que entrara minutos antes, se valeu de uma de suas especialidades – a penetração surpreendente pelo meio da defesa adversária – e reverteu placar a favor da equipe alemã. Logo em seguida Coman viu premiada sua participação decisiva na virada de sua equipe com a marcação do quarto gol do Bayern.

O dramático duelo de Munique enseja a reflexão a cerca do endeusamento que, por vezes, promovemos de personagens determinantes do futebol. Pep Guardiola já fez o suficiente no Barcelona e no Bayern para ser considerado um dos técnicos mais revolucionários da história do futebol. Mas é um ser humano e, portanto, também erra.

O Bayern, ontem, esteve longe de ser consistente e organizado, mas revelou um lado também fundamental no esporte para quem busca a glória: foi tenaz e determinado na superação de suas próprias deficiências. Como seus jogadores, Guardiola foi menos brilhante que lutador na caçada sedenta pela vitória.Champions Quartas

 

 

 

 

 

 

 



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