Barcelona se impõe sobre o Arsenal. Bayern vacila e Juve renasce.



Foi uma jornada e tanto da Champions League 2015/16, reunindo 4 dos 10 clubes mais endinheirados do mundo. Os resultados foram lógicos, mas com consequências diferentes para o futuro da competição.

Em Londres, o Barcelona se impôs sobre um corajoso e bem planejado Arsenal, mas foi fatal e decisivo para arrancar um 2 a 0 praticamente irreversível na partida de volta no Camp Nou. A senha para a vitória do time catalão foi antecipada com clareza e sabedoria premonitória pelo técnico Arsène Wenger antes da própria partida. Seu Arsenal precisava ser perfeito, 100% focado contra uma equipe “quase perfeita”, segundo suas próprias palavras.

Messi concluiu a jogada coletiva mais perfeita da temporada (foto - Adrian Dennis/AFP)

Messi concluiu a jogada coletiva mais perfeita da temporada (foto – Adrian Dennis/AFP)

Pois, seu time tentou. Foi organizado, ambicioso, equilibrou a partida em muitos momentos, mas se deixou trair pelo entusiasmo de uma possibilidade ofensiva fortuita e deu espaço para um contra ataque de almanaque do Barcelona abrir o placar no Emirates Stadium.

A jogada que antecedeu o primeiro gol de Lionel Messi aos 71 minutos do jogo é antológica, milimetricamente impecável, executada magistralmente pela equipe mais espetacular do futebol contemporâneo em decisivos e inexoráveis 14 segundos. Piqué, dentro da grande área do Barcelona, rebateu de cabeça um cruzamento do time inglês. A bola foi na direção de Iniesta que, num lance acrobático e de apenas um toque sutil, a fez chegar a Neymar. Este criou tempo e espaço, ainda que cercado por 3 jogadores do Arsenal, para dominá-la e passá-la para Suárez exatamente na linha do meio campo. Neymar seguiu a jogada e se ofereceu ao passe de Suárez naquele que já era um contra ataque fulminante clássico. Neymar foi metódico, cirúrgico e cerebral cadenciando sua arrancada de modo a que Lionel Messi chegasse soberano no ponto exato da grande área inglesa a ponto de receber a bola e fazer aquilo que sua intuição e categoria indicassem para finalmente e, pela primeira vez na história, assinalar um gol no extraordinário goleiro Peter Cech.

Wenger acertou desde antes do jogo: qualquer erro seria fatal (foto - Adrian Dennis/AFP)

Wenger acertou desde antes do jogo: qualquer erro seria fatal (foto – Adrian Dennis/AFP)

 

A partir dali a partida e, provavelmente a classificação do Barcelona, estava encaminhada.

Já, em Turim, a história foi diferente. Depois de impressionantes 63 minutos de domínio completo do Bayern de Munique e 2 gols de vantagem aberta pelos tentos de Thomas Muller e Arjen Robben, numa falha do zagueiro improvisado Kimmich, a Juventus descobriu o caminho de uma retomada espetacular e heroica que a levou ao empate em 12 minutos, graças aos gols de Dybala e Sturaro. Vale registrar a participação decisiva e altruística em ambos os gols de um incansável Mandzukic.

Dybala assinalou seu primeiro gol em Champions. (foto - Giuseppe Cacace/AFP)

Dybala assinalou seu primeiro gol em Champions. (foto – Giuseppe Cacace/AFP)

Se, em Barcelona, o Arsenal cumprirá tabela, como o próprio técnico Arsène Wenger sentenciou após a derrota, em Munique a coisa deverá ser diferente. A Juventus se recolocou na disputa, exibiu a fragilidade defensiva da equipe de Pep Guardiola e criou motivos para sonhar com a classificação para a próxima fase.

Barcelona e Bayern de Munique bebem da mesma fonte inspiradora, adoram o futebol dominador da posse de bola, mas são equipes em estágios distintos de amadurecimento e consistência. O Barcelona de Luis Enrique é a equipe mais competitiva e eficiente da história do futebol, com Busquets, Iniesta e o MSN num estágio acima de qualquer outro grupo de jogadores no planeta.

La Gazzetta dello Sport: "Quem pode parar os fenômenos de Luis Enrique (foto - Adrian Dennis/AFP)

La Gazzetta dello Sport: “Quem pode parar os fenômenos de Luis Enrique?” (foto – Adrian Dennis/AFP)

O Bayern é um timaço, mas algo desconcentrado pela ação talvez excessivamente egocêntrica, nos últimos tempos, de seu genial treinador. E, está aí, a chance de superação da Juventus tática, solidária e guerreira de Maximiniano Allegri.

 



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