Um zagueiro com a marca da liderança – Batemos um papo com o ex-jogador Regis Amarante



O mundo da bola realmente dá muitas voltas. Ontem, ele foi treinado, mas hoje, ele é treinador.

Foto: O ex-zagueiro Regis é o nosso convidado de hoje no Papo com Boleiro

Foto: O ex-zagueiro Regis é o nosso convidado de hoje no Papo com Boleiro

Batemos um papo hoje, com Regis Amarante, um ex-zagueiro que por todas as equipes que passou, exerceu a liderança exigida para um zagueiro.

A BIOGRAFIA DO EX BOLEIRO

Régis Amarante de Lima Quadros, nascido em Porto Alegre, dia 03 de junho de 1976. Foi zagueiro e começou sua carreira em sua terra natal, defendendo as cores do Internacional em 1996.

Iniciou sua carreira como técnico de futebol no clube Rio-pardense, e em 2013, assume a liderança do Brasil de Farroupilha. Assumiu o comando técnico do Avenida de Santa Cruz em 2014.

PAPO – Quem foi o boleiro Regis? E quem é hoje o ex boleiro Regis?

BOLEIRO – Nasci em Porto Alegre-RS, hoje, sou um ex-atleta… Comecei a minha carreira no Grêmio aos nove anos, fiz toda a minha base no Grêmio até os 16 anos… Após os 16 anos fui mandado embora do Grêmio e fui parar no Internacional (juvenil), onde também fui mandado embora… Em uma coincidência, o meu pai conhecia o preparador físico Vasquez (preparador físico do Inter na época). Meu pai comentou com ele sobre a minha saída e lhe pediu uma nova oportunidade… Nisso, eu volto a treinar no Internacional e me condicionei muito na parte física… Hoje, sou treinador de futebol. Comando o time do Boavista-Rj.

O EX BOLEIRO REGIS CONTA UM POUCO SOBRE A SUA CARREIRA

PAPO – Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

BOLEIRO – O início da minha carreira foi um pouco complicado, o processo de transição da base para o profissional foi muito difícil… Teve momentos que eu treinava a semana toda entre os profissionais, olhava a convocação e o nome estava na lista. De repente o nome não está mais na lista (era desanimador)… Num certo momento eu tive vontade de parar, estava muito desiludido, cheguei ir para casa, muito chateado… Mas, a minha mãe nunca me deixou desanimar, sempre me animava e me dava uma “injeção de ânimo”.

PAPO – Como foi a sua passagem pelo Internacional nos anos de 1996 à 1999?

Foto: Regis no começo da carreira no Internacional

Foto: Regis no começo da carreira no Internacional

BOLEIRO – Eu chego aos profissionais com 16 anos, disputei o brasileiro de 1996, joguei alguns jogos e em 1997 me firmei como titular, quando conquistamos o gauchão de 1997, e assim nós começamos bem o brasileirão (chegamos ao quadrangular). Fomos eliminados pelo Palmeiras… Em 1998, com uma campanha razoável, ficamos no meio da tabela (não conseguimos a classificação)… Já em 1999, eu fiz a minha pior campanha dentro do brasileirão (brigávamos contra o rebaixamento).

PAPO – De 2000 até 2002, você compõe a zaga do Fluminense. Como foi para você atuar pelo Fluminense. Você considera uma passagem positiva?

Foto: Regis como capitão do Fluminense

Foto: Regis como capitão do Fluminense

BOLEIRO – Eu considero uma passagem muito positiva… O Fluminense havia subido da série C para a série B… A diretoria do Fluminense estava montando um grupo. Quando eu cheguei ao Fluminense já estavam por lá; Roger, Roberto Brum, Magno Alves, o outro Roger e depois o Fluminense contratou mais alguns atletas experientes: Fabinho, Jorginho, Fernando Diniz, Murilo, Luciano e Agnaldo, assim formaram uma equipe muito forte… No campeonato carioca, nós não fomos tão bem, mas na copa João Havelange, fizemos uma bela campanha. Infelizmente fomos eliminados para o São Caetano nas oitavas de final… Eu estava emprestado pelo Fluminense e acabei sendo comprado… Em 2001, o time fez uma boa campanha, chegando à semifinal do Rio/SP, perdemos a final da Taça Guanabara nos pênaltis. Mas, fizemos uma ótima campanha no brasileirão… Em 2002, no ano do centenário do Fluminense, conseguimos levantar a taça de campeão carioca.

PAPO – No mesmo ano (2002), você chega ao São Paulo. O que você fala sobre a sua passagem pelo tricolor carioca?

BOLEIRO – Em julho, o Oswaldo de Oliveira assume o São Paulo e nisso eu me transfiro para o tricolor paulista. Era uma equipe além de jovem, era muito forte também. Kaká, Júlio Baptista, Reinaldo, Fábio Simplício, Gustavo Neri, Luís Fabiano, Ricardinho… Fizemos uma campanha muito boa, mas infelizmente encontramos o Santos no “meio do caminho” e não conseguimos fechar o ano com chave de ouro. Fomos eliminados do campeonato brasileiro.

PAPO – Logo após a passagem pelo tricolor paulista, começa a sua carreira internacional. Você acerta a sua transferência para o Satur-RUS e lá permanece de 2003 até 2004. Como foi a sua passagem pelo futebol russo?

BOLEIRO – Foi um pouco difícil, devido à lesão que tive (no adutor), fiquei sem jogar por algum tempo. O time até fazia uma boa temporada, mas eu estava sem ritmo de jogo. Nem mesmo o frio me atrapalhou, mas a falta de continuidade nos jogos me atrapalhou bastante… Hoje, estou como treinador e vejo o quanto faz falta o ritmo de jogo… Aprendi muita coisa, cultura, as pessoas são “frias”, aprendi a dar valor a preparação física.

PAPO – Em 2004, você regressa ao Brasil para defender o Cruzeiro. Permanecendo até 2005. Como foi a sua passagem pelo Cruzeiro?

BOLEIRO – Chego ao Cruzeiro por empréstimo… O treinador era o Marco Aurélio. A equipe não estava bem na competição. Mas, eu estava chegando num momento de transição… O Cruzeiro vinha de uma fase que havia ganhado “tudo”. Nisso havia saído; Alex, David e Luisão. Logo em 2005, chega o Levir Culpi e sou afastado, treinei separado, amarguei essa experiência pela primeira vez, mas serviu para o meu crescimento.

PAPO – A partir de 2005, você passa por clubes como: Brasiliense, Ponte Preta, Viborg-DIN, Juventude e em 2009, no Figueirense. Como você resume essas passagens e em 2009, você já pensava em encerrar a sua carreira?

Foto: Regis como capitão na Ponte Preta

Foto: Regis como capitão na Ponte Preta

BOLEIRO – Realmente, as passagens por esses clubes foram bem breves… No Figueirense eu avistei uma boa oportunidade de ingressar novamente com a minha carreira, eu já estava com 32 anos…

Foto: Regis chega ao Figueirense

Foto: Regis chega ao Figueirense

Mas, me lesionei e por não estar em alto nível, um atleta da minha posição não consegue ter um bom desempenho dentro de campo… Daí comecei a pensar se valeria a pena continuar tentando jogar e se lesionar ou encerrar a carreira?

REGIS FALA SOBRE ALGUMAS CURIOSIDADES DA SUA CARREIRA

PAPO – Você se inspirou em alguém para continuar a sua carreira?

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Foto: Regis fazendo estágio com o treinador Dunga

BOLEIRO – Eu sempre gostei de alguns atletas que jogavam como zagueiros. Eu acompanho futebol desde pequeno, na minha família tem um ex-atleta de futebol – Luís Eduardo – jogou no Fluminense na década de 90. Meu tio era zagueiro do Grêmio… O Gamarra (jogamos juntos no Internacional) me espelhei muito nele. Mauro Galvão e Júnior Baiano também foram zagueiros que eu aprendi muito.

PAPO – O que significa a figura da família para você?

BOLEIRO – A minha família foi importante para a minha carreira dentro do futebol… Meu pai e minha mãe sempre me apoiaram e isso é muito importante, porque você precisa ter uma base familiar.

PAPO – Hoje, você é treinador. Como surgiu o interesse por comandar as equipes? E aonde você pretende chegar como treinador?

BOLEIRO – Eu parei de jogar em 2010 e queria continuar no mundo do futebol… Um empresário de futebol me sinalizou de forma positiva que eu teria um bom futuro como treinador… Aperfeiçoei-me, fiz o curso do sindicato dos técnicos, me aperfeiçoei bastante e hoje não caí de paraquedas como treinador… O meu objetivo é dirigir equipes maiores, já estou lutando a cinco anos e acredito que todos os treinadores têm os mesmos objetivos, treinar uma equipe grande.

PAPO – Um fato inusitado?

BOLEIRO – Foi justamente onde tudo começou… Em Porto Alegre conseguir uma vaga em uma peneira é muito difícil. No Sul, temos apenas o Grêmio e o Internacional e fazer uma peneira com muitos “guris” e ser aprovado realmente foi um fato inusitado… Se fosse num grande centro (RJ e SP) seria mais fácil, porém em Porto Alegre é sempre mais difícil.

PAPO – Qual foi a melhor dupla de zaga que você formou?

BOLEIRO – Com Gamarra, César e André Luiz eu formei as melhores duplas de toda a minha carreira.

AGORA O PAPO É RETOR

PAPO – Qual foi o atacante que te deu mais trabalho?

BOLEIRO – Foram três: França do São Paulo, Edmundo e Romário no Vasco.

PAPO – Uma partida ou uma final inesquecível?

BOLEIRO – Quando eu defendia o Fluminense nós ganhamos do Atlético Mineiro no Maracanã onde eu fiz o terceiro gol… E uma final inesquecível eu posso dizer que foram duas: pelo Inter em 1997 no campeonato gaúcho e o campeonato carioca de 2002 pelo Fluminense (ano do centenário).

PAPO – Um craque para você?

Foto: Regis com o seu ídolo e craque Kaká

Foto: Regis com o seu ídolo e craque Kaká

BOLEIRO – Kaká, exemplo de profissional.

PAPO – Uma camisa que vestiu?

BOLEIRO – Fluminense

LANÇAMOS A PERGUNTA BOMBA

PAPO – Regis, de todos os boleiros que você jogou, escala uma seleção. Sendo você e mais dez:

BOLEIRO – Rogério Ceni; Jorginho, Gamarra Eu (Régis), e Gustavo Neri; Dunga, Fábio Simplício, Kaká e Roger; Luís Fabiano e Reinaldo;

POR: Luiz Otávio Oliveira

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