Técnico na Ucrânia, brasileiro analisa Seleção local finalista do Mundial Sub-20



Foto: Gilmar Tadeu-Arquivo pessoal

Gilmar Tadeu é o primeiro técnico negro a trabalhar na elite do país

A Ucrânia fez história nesta terça-feira. Pela primeira vez, a seleção europeia está na final da Copa do Mundo Sub-20, ao bater a Itália por 1 a 0. Tratando-se de sua primeira grande decisão, o país festejou bastante a vaga.

Vivendo no país do leste europeu desde 2010, quando chegou para trabalhar no Metalurg Zaporizhzhya, o técnico Gilmar Tadeu é oficialmente cidadão ucraniano e falou sobre a inédita classificação da seleção local.

Foto: Gilmar Tadeu-Arquivo pessoal

– A Ucrânia está em festa! Essa vaga na final do Mundial nos permite enxergar um tempo novo  no futebol ucraniano, tanto no Sub-20 quando no time principal. Temos atletas em grandes ligas e jovens em times grandes aqui, disse o comandante.

O técnico destacou alguns dos jogadores presentes na Seleção Sub-20 e que mesmo jovens já recebem holofotes da mídia local e de dirigentes de clubes tradicionais da Europa.

– Esta é uma das melhores safras já vistas na Ucrânia. O goleiro Andriy Lunin tem contrato com o Real Madrid (está emprestado ao Leganés), Vladyslav Supriaha e Serhiy Buletsa são joias do Dynamo de Kiev. Nunca na história tivemos tantos jogadores ucranianos se transferindo como agora.

A Ucrânia conta com jogadores conhecidos do torcedor, como Zinchenko, do Manchester City, Konoplyanka, do Schalke 04, e Yarmolenko, do West Ham. Porém, o maior nome da Seleção na história é Andriy Shevchenko, atual treinador do time principal e ídolo do Milan. E é ele um dos responsáveis pelo atual momento do país no futebol internacional.

– O Shevchenko abriu portas importantes para a Ucrânia no futebol. Não só pelo nível dele enquanto jogador, masa como técnico ele tem participação importante na reformulação da seleção. E aliado a isso o grande trabalho de base feito por Shakhtar e Dinamo de Kiev, completou Gilmar Tadeu.

Dentro de campo, o técnico brasileiro coloca como ponto forte do time o esquema usado pela comissão-técnica e garante que o time não é defensivo.

– Poucas equipes conseguem jogar com tamanha competência no 5-4-1. Pode parecer defensivo, mas a Seleção em muitas oportunidades ataca com no mínimo três jogadores.

Após eliminar a Itália, a Ucrânia enfrenta a  Coréia do Sul. A final será no próximo dia 15, às 13h (Brasília).



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