Responsável por evitar gols, o goleiro é parte fundamental de um time



Qual foi o melhor goleiro brasileiro campeão da Copa do Mundo?

A história do futebol brasileiro é repleta de grandes jogadores. Nosso país produziu alguns dos melhores talentos de todos os tempos, incluindo goleiros.

Infelizmente, os goleiros brasileiros muitas vezes se veem esquecidos. Com tantos atacantes e meias espetaculares, facilmente esquecemos os grandes goleiros que tivemos. Neste artigo vamos dar a atenção que esses goleiros merecem e mostraremos dois dos maiores goleiros da história do Brasil em copas do mundo.

Gilmar na Copa de 1962/foto: site acervo das copas

Gilmar

Com a camisa do Corinthians, da seleção brasileira e depois do Santos, ele se transformaria em um dos melhores goleiros – para muitos, o melhor – que o país já teve. A história de Gilmar no Corinthians começou acidentada. Considerado culpado por uma derrota de 7 x 3 para a Portuguesa, foi afastado do time pelo técnico Oswaldo Brandão.

Com defesas impossíveis, Gilmar foi um dos heróis da conquista do bicampeonato paulista em 1954, pela equipe do Parque São Jorge – título histórico, no ano do quarto centenário da cidade de São Paulo. Consagrado como o dono absoluto da camisa 1 alvinegra, ele chegou a titular da seleção brasileira que, em 1958, conquistou o seu primeiro título mundial na Suécia.

No Santos, aonde chegou com mais de 30 anos, Gilmar juntou-se a craques como Pelé, Zito, Coutinho e Pepe. Não foi difícil, a partir de então, tornar-se um dos jogadores que colecionou mais títulos na história do futebol brasileiro. Ganhou quase tudo o que disputou: mais uma Copa do Mundo (a do Chile, em 1962); o bi mundial interclubes e da Libertadores (1962/1963); cinco Taças Brasil seguidas (de 1961 a 1965), cinco títulos paulistas (1962, 1964, 1965, 1967 e 1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), precursor do Campeonato Brasileiro.

Terminou a carreira festejada como o melhor goleiro da história do Peixe. Titular absoluto nas duas primeiras conquistas mundiais do Brasil, em 1958 e 1962, ele era símbolo de segurança lá atrás, enquanto gênios como Pelé, Garrincha e Vavá garantiam os gols lá na frente.

Gilmar no Santos/foto: site acervo das copas

Em sua última Copa, dividiu a posição com Manga. E, assim como ele, o Brasil também não era mais absoluto: caiu diante do bom futebol e da violência da seleção de Portugal. Para Gilmar, o prejuízo nem foi tão grande: ele já havia carimbado seu nome na história do futebol brasileira.

Clubes que Gilmar defendeu: Jabaquara (1950); Corinthians (1951 a 1961); Santos (1961 a 1969);

Títulos conquistados por Gilmar: Campeonato Paulista (1951/1952/1954/1961/
1962/1964/1965/1967/
1968); Torneio Rio-São Paulo (1953/1954/1963/1964/
1966); Copa do Mundo (1958/1962); Taça Brasil (1961/1962/1963/1964/
1965); Taça Libertadores da América (1962/1963); Mundial Interclubes (1962/1963); Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968);

Copas do Mundo disputadas por Gilmar: 03 (1958/1962/1966);

Taffarel

Frio, seguro, arrojado nos casos de necessidade, Taffarel sempre teve que trabalhar muito para mostrar o seu valor. Seis meses depois de passar pela peneira do clube, ele era campeão mundial de juniores pela seleção brasileira, em Moscou. O ano era 1985 e, naquele tempo, Taffarel ainda era chamado de Cláudio.

Taffarel na copa de 1990/foto: Agência Getty Images

Mesmo assim, com suas defesas milagrosas, levou o Inter às finais das Copas União (Brasileiro) de 1987 e 1988. Ambas perdidas, para Flamengo e Bahia.

Em 1990, Taffarel tornou-se o primeiro goleiro brasileiro a jogar no futebol italiano, defendendo o Parma e, depois, o Reggiana. Defendeu também o Atlético Mineiro e o Galatasaray, da Turquia.

A verdade é que com a camisa da seleção brasileira Taffarel, que já era bom em clubes, se transformava. Tornou-se um especialista em defender pênaltis, além de contar com muita sorte nas cobranças que batem na trave ou passam longe do gol.

Foi assim que Taffarel acabou sendo peça central na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos. Na final, ele segurou a cobrança do italiano Massaro e viu Roberto Baggio isolar a bola por sobre o travessão. Mas ele ainda era um goleiro muito criticado, capaz de cometer falhas e tomar alguns frangos, o que para muitos era sinal de que ele deveria passar a camisa da seleção para outro.

Mas o técnico Zagallo confiava na sua experiência de duas Copas do Mundo (1990 e 1994) e decidiu mantê-lo na posição para o Mundial da França, em 1998. E contra a Holanda, lá estava Taffarel para colocar o Brasil em mais uma final. Defendeu as cobranças de Cocu e Ronald De Boer, uma espécie de resposta a seus ferozes críticos. Depois do título perdido para a França, Taffarel enfim abandonou a seleção.

Taffarel na copa de 1994/foto: site diario Lance

Clubes que Taffarel defendeu: Internacional (1985 a 1990); Parma-ITA (1990 a 1993); Reggiana-ITA (1993 e 1994); Atlético-MG (1995 e 1998); Galatasaray-TUR (1998 e 2002); Parma-ITA (2002);

Títulos conquistados por Taffarel: Copa América (1989/1997); Recopa Européia (1993); Copa do Mundo (1994); Campeonato Mineiro (1995); Copa Conmebol (1997); Copa do Mundo (1994); Copa da Uefa (2000); Copa da Itália (2002);

Copas do Mundo disputadas por Gilmar: 03 (1990/1994/1998);

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