#PapocomBoleiro “Das quadras de futsal para os gramados” – Batemos um papo com o ex-jogador Gilberto



“O meu momento na seleção foi muito especial. Vestir a camisa da seleção brasileira é o ponto máximo na carreira do atleta”.

Com o dom de jogar futebol, ele começou no América-RJ, conquistou títulos com os grandes clubes brasileiros, jogou ao lado de Romário e Edmundo. Conquistou o futebol alemão e chegou até a seleção brasileira para disputar uma Copa do Mundo, inclusive marcando um gol. Batemos um papo com o ex-lateral esquerdo Gilberto.

Blog – Quem é hoje o ex-jogador Gilberto?

– Eu parei de jogar em 2012 e, desde 2015, venho me dedicando a parte administrativa de clubes de futebol… Fui diretor executivo do Americano de Campos-RJ, e hoje, eu sou coordenador técnico do América-RJ.

O ex-jogador Gilberto, comenta sobre o começo da sua carreira como atleta profissional, carreira no futebol europeu e sobre as suas conquistas.

Blog – Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

– Comecei a minha carreira de profissional com 17 anos… Eu tive a minha primeira chance no América-RJ, com o treinador Gaúcho… Nessa época, eu acabei jogando contra o meu irmão (Nélio), foi num jogo no Estádio do Caio Martins. Acabamos perdendo por 2 x 0. Foi uma partida que marcou a minha vida, não só pela estreia como atleta profissional, mas também por ter jogado contra o meu irmão. Esse foi o início da minha carreira.

Blog – Em 1995, você chega ao Flamengo e, no início de 1996, já conquista a titularidade na equipe rubro-negra. Como foi a sua passagem pelo Flamengo?

– Eu estava no América-RJ, mas também jogava futsal, e foi através dos empresários Reinaldo Pitta e Alexandre Martins, eu troquei o América-RJ pelo o Flamengo… Cheguei no final de 1995, e já no início de 1996, eu estava integrado aos profissionais… Cheguei como o terceiro reserva, o Flamengo tinha: Lira (titular) e o Alexandre Silva (reserva)… Mas, com o tempo, acabei ganhando a condição de titular. Aproveitei a oportunidade que o técnico Joel Santana havia me dado.

FOTO: Gilberto no Flamengo

FOTO: Gilberto no Flamengo

Blog – Após o Flamengo, você se transfere para o Cruzeiro. Como você descreve a sua temporada no Cruzeiro?

– Foi um ano de muito aprendizado com o técnico Levir Culpi (treinador do Cruzeiro na época). A nossa equipe de cinco competições que estávamos disputando, havíamos chegado a quatro finais. Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Mercosul, Brasileirão… Foi um aprendizado enorme, jogando ao lado de grandes atletas como: Marcelo Ramos, Ricardinho, Dida, Djair, enfim, eu aprendi muito com esses atletas, principalmente com o professor Levir que foi um treinador espetacular.

FOTO: Gilberto no Cruzeiro

FOTO: Gilberto no Cruzeiro

Blog – E em 1999, acontece na sua carreira aquilo que todo atleta de futebol almeja na carreira, um contrato profissional para jogar na Europa. Você assina com a Inter de Milão. O que aconteceu com você nesse período?

– Eu tive essa imensa felicidade, pois eu havia feito um excelente ano com a camisa do Cruzeiro… Mas, eu ainda era muito jovem e inexperiente no âmbito internacional, não consegui me adaptar, não me senti bem… Eu só tinha um foco, voltar para o Brasil. Fiquei por quase oito meses na Itália e, acabei voltando ao Brasil para atuar pelo Vasco.

FOTO: Gilberto na Internazionale de Milão

FOTO: Gilberto na Internazionale de Milão

Blog – No ano seguinte, você regressa ao Brasil e assina contrato com o Vasco, jogando ao lado de Romário, você conquistou títulos pelo Vasco. Como foi o seu momento no Vasco?

– Foram dois anos importantíssimos na minha carreira… Além de jogar ao lado de Romário, também atuei ao lado de: Juninho, Ramon, Mauro Galvão Odvan, Felipe, Pedrinho e outros craques… Foi uma nova chance para eu poder mostrar o meu trabalho. Eu acredito ter tido uma passagem muito vitoriosa no Vasco… Apesar das lesões que tive, consegui participar das competições… Foi um momento muito especial. Eu tenho um carinho enorme pelo clube e por todos que ali trabalharam. Foram dois anos de muita intensidade.

FOTO: Gilberto no Vasco

FOTO: Gilberto no Vasco

Blog – No final de 2001, você acerta a sua transferência para o Grêmio. Não conquistou nenhum título, mas você acredita ter vivido ali o melhor momento da sua carreira?  Como foi a sua passagem pelo Grêmio?

– Eu tenho um carinho enorme pelo Grêmio. Eu aprendi muita coisa… Trabalhando ao lado do Tite, tornou esse momento da minha carreira muito especial. Eu já não vinha atuando como lateral e com o Tite, eu tive a oportunidade de atuar como um ala… Eu estava muito bem fisicamente, com acompanhamento do Paulo Paixão, que na época, era preparador físico da seleção brasileira… Fiz muitos amigos em Porto Alegre.

FOTO: Gilberto no Grêmio

FOTO: Gilberto no Grêmio

Blog – Já em 2004, defendendo o São Caetano, você volta para o futebol europeu. Hertha Berlim na Alemanha. Como foi a sua passagem no futebol alemão?

– Essa passagem de seis meses no São Caetano, foi muito especial. Conquistamos o campeonato paulista (o único na história do clube) e, aprendi muito com a humildade desse clube. Na época, todos consideravam o São Caetano uma equipe pequena, mas havia uma organização de time grande… Já na Alemanha, a história foi outra. Crescimento profissional, um país diferente, uma economia diferente e, eu consegui chegar e conquistar o meu espaço. Fui muito feliz nas quatro temporadas vestindo a camisa do Hertha… Um fato marcante foi na temporada de 2004/2005, o primeiro gol da competição foi meu.

FOTO: Gilberto no Herthar Berlin

FOTO: Gilberto no Hertha Berlim

Com passagens pela seleção brasileira, o ex-jogador Gilberto comenta sobre a sua participação na Copa do Mundo, sobre o técnico Parreira e o gol marcado na Copa da Alemanha em 2006.

Blog – Em 2006, você é foi pelo Parreira para a disputa da Copa do Mundo, mas sem conquistar a titularidade. O que dizer sobre o seu momento na seleção brasileira durante a Copa? Você acredita que poderia ter contribuído mais?

– O meu momento na seleção foi muito especial. Vestir a camisa da seleção brasileira é o ponto máximo na carreira do atleta… Consegui chegar à seleção com muito trabalho. Fui campeão da Copa América, Copa das Confederações… Aproveitei bem a oportunidade que tive… Na Copa do Mundo de 2006, foi um momento mágico. Disputar uma competição como essa, é o sonho de todos os atletas, e comigo não foi diferente… O Parreira tinha as suas próprias convicções e também a confiança em alguns atletas, mas o momento em que eu tive a oportunidade de jogar, não “compliquei”, entrei, joguei e fiz gol.

FOTO: Gilberto com a camisa da seleção brasileira

FOTO: Gilberto com a camisa da seleção brasileira

Blog – Como foi o encerramento da sua carreira?

– Olha foi muito tranquilo, eu já vinha me preparando para isso… Parei vestindo a camisa do América Mineiro, muito satisfeito com a minha carreira, com os clubes por onde passei, parei sem ressentimento e sem remorso algum… Foram quase 20 anos como atleta profissional.

O ex-jogador Gilberto comenta sobre algumas curiosidades durante toda a sua carreira.

Blog – Um fato inusitado na sua carreira?

– Foi na Alemanha. Eu estava tendo aulas de alemão todos os dias, mas ainda não me sentia muito seguro em sair sozinho pelas ruas e não ser bem interpretado devido ao idioma… Uma certa vez eu conversando com o nosso interprete (Alcir) ele havia me dito que eu poderia sair sozinho, pois eu já estava dominando bem o idioma… Saí para comprar algo (não lembro exatamente o que era), mas entrei na loja e eu falava para vendedora o que eu queria e ela não entendia (isso umas três vezes). Desisti e fui embora frustrado… Fui estudar mais e logo em seguida até entrevista eu estava concedendo em alemão.

Blog – Uma partida inesquecível?

– Sem dúvida alguma foi o jogo contra o Japão na Copa do Mundo. Foi o jogo inesquecível da minha carreira.

Agora o papo é reto com o ex-jogador Gilberto, que destacou a importância dos treinadores em sua carreira, o momento marcante em sua carreira e o mais difícil. Destacou também, a camisa do Cruzeiro.

Blog – Uma camisa?

– Todas as que eu já vesti caíram muito bem, com a exceção da camisa do Tottenham que profissionalmente não foi nada bom para mim. Mas se tiver que escolher uma, escolho a camisa do Cruzeiro.

Blog – O atacante mais difícil que você teve que marcar?

– Durante a minha carreira, foram vários atacantes, mas o mais difícil foi o Alex Alves… Toda vez que eu jogava contra ele, sempre dava aquele “frio na barriga”… Um atleta que tinha muita velocidade e muita força física.

Blog – Um treinador?

– Levir Culpi, Tite, Paulo Autuori, Abel Braga e Adilson Baptista, foram os técnicos que estão marcados na minha carreira para sempre.

Blog – Um momento importante na sua carreira?

– Jogar ao lado do meu irmão e ter sido campeão invicto pelo Flamengo em 1996, foi um momento que realmente está emoldurado na minha casa. Eu até tenho um quadro com uma foto onde estou abraçado com o meu irmão.

FOTO: Gilberto com o seu irmão Nélio atuando pelo Flamengo

FOTO: Gilberto com o seu irmão Nélio atuando pelo Flamengo

Lançamos a pergunta bomba para o nosso convidado e, mesmo tendo jogado ao lado de grandes craques do futebol brasileiro, Gilberto conseguiu separar 10 jogadores e incluí-los em sua seleção.

Blog – De todos os jogadores que atuaram ao seu lado, monte a sua seleção:

– Dida, Cafu, Mauro Galvão, Júnior Baiano e Eu; Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Nélio (meu irmão); Romário, Edmundo e Sávio;

Chegamos ao final do nosso papo com boleiro e o nosso convidado, comenta sobre o nosso trabalho e o quão é importante a coluna Papo com Boleiro.

Blog – Deixe as suas considerações finais sobre a nossa coluna:

– Acho muito importante esse tipo de entrevista. Muito descontraído, esse contato é muito importante. O caminho é esse, as informações para que os novos leitores conheçam mais do dia a dia dos ex-jogadores. Agradeço a lembrança.

Por: Luiz Otávio Oliveira

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