Nelinho X Éder Aleixo – Quem tinha o chute mais poderoso?



Nelinho x Éder Aleixo – Em uma disputa com um único chute de bola parada, se você leitor, tivesse que apostar todas as suas fichas em um desses jogadores, qual seria a sua aposta?

NELINHO

Nascido no Rio de Janeiro em 26 de julho de 1950, foi revelado pelo Olaria, mas assinou seu primeiro contrato como jogador profissional com o Bonsucesso, no final dos anos 60.

Em pouco tempo como profissional foi contratado pelo América-RJ, e depois teve rápidas passagens pelo Setubal, de Portugal, pelo Anzoategui, da Venezuela, e pelo Remo, de Belém do Pará. Em 1973, foi para o Cruzeiro onde finalmente “explodiu” para o futebol.

A chegada do futuro ídolo à Raposa foi curiosa. Os dirigentes do clube celeste tentaram a contratação do lateral-direito Aranha, destaque do Remo.

Entretanto, o Atlético-MG levou a melhor e fechou a aquisição do atleta. Para não voltar a Belo Horizonte com as mãos vazias, os cartolas estrelados resolveram apostar no reserva da posição, Nelinho. Deu no que deu.

Ele permaneceu na Toca da Raposa até 1980 e seus principais títulos no clube celeste foram os campeonatos mineiros de 1972/73/74 e 77 e a Libertadores da América de 1976.

Nelinho fez parte de uma das maiores formações do Cruzeiro em todos os tempos. Nos anos 70, o time azul, além do lateral-direito, contava com Raul, Dirceu Lopes, Palhinha, Eduardo, Joãozinho, Roberto Batata, Jairzinho e companhia.

Em 1978, Nelinho foi convocado para defender a seleção brasileira na Copa da Argentina. O Brasil ficou com o título moral, mas Nelinho destacou-se. O lateral deixou sua marca registrada, o chute forte, em jogo contra a Itália na disputa do 3º lugar.

O lateral-direito, que em 1979 conseguiu chutar uma bola para fora do estádio do Mineirão, também brilhou no arquirrival do Cruzeiro, o Atlético.
Pelo Galo Mineiro, Nelinho foi quatro vezes campeão estadual: 1981, 1982, 1983 e 1985.

ÉDER ALEIXO

Nascido no dia 25 de maio de 1957, mineiro de Vespasiano, Éder começou a se destacar verdadeiramente no futebol no Tricolor Gaúcho, então comandado por Telê Santana. O time gremista vivia um jejum de títulos, já que naquela época o Internacional, de Falcão e companhia, era o dono do Rio Grande do Sul.

O jogador do Atlético-MG, foi uma das estrelas da Seleção Brasileira de 1982, eliminada pela Itália. Ele, que era conhecido como “O Bomba da Vila Olímpica”, começou a carreira no América (MG) e jogou também na Inter de Limeira, Santos, Sport, Botafogo (RJ), Cerro Porteño/Paraguai, Fenerbahçe-TUR, União São João (SP), Montes Claros (MG), Atlético (PR) e Cruzeiro, onde foi campeão da Copa do Brasil de 93.

Um dos gols mais marcantes feitos por Éder aconteceu na semifinal do Campenato Paulista de 1986. Então ponta-esquerda do Palmeiras, Éder marcou um gol olímpico contra o Corinthians, do goleiro Carlos, e ajudou a conduzir o time alviverde à final daquele estadual.

Na seleção, o gol do ex-ponta na União Soviética, do goleiro Dasaev, dificilmente sairá da memória dos brasileiros. A “bomba”, indefensável, deixou o mundo da bola boquiaberto durante a Copa de 1982.



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