Guardião da meta vascaína nos anos 90 – Batemos um papo com o ex-goleiro Caetano



Ele defendeu a seleção brasileira juvenil em 1989 e a Pré-Olímpica em 1994, foi titular da meta vascaína na campanha vitoriosa na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1992 pelo Vasco da Gama.

Foto: ex-goleiro Caetano no Papo com Boleiro

Foto: ex-goleiro Caetano no Papo com Boleiro

Hoje o nosso Papo com Boleiro trás o ex-goleiro José Caetano Mendes, ou apenas Caetano. Nascido em Porto Alegre.

O ex-goleiro vascaíno fala sobre o começo da sua carreira e toda a sua trajetória:

Papo – Quem foi o boleiro Caetano?

Boleiro – Fui formado nas divisões de base do Vasco da Gama, nascido em Porto Alegre-RS. Hoje sou muito grato a Deus pela minha vida e carreira que tive. Sou um servo de Deus e vivo para a minha família. Atualmente sou preparador de goleiros.

Papo – Nos anos 90, a grande sensação nas categorias de base era a disputa da Taça São Paulo de Juniores. E naquela época o Vasco havia conseguido montar uma grande base, conseguindo a conquista do título da competição. Como para você essa conquista?

Boleiro – Naquele momento, tínhamos um entrosamento fenomenal. Éramos uma equipe muito forte, que se projetaria no cenário nacional… Agradeço ao professor Gaúcho e o professor Jaílson (comissão técnica do Vasco na época) por terem acreditado no meu potencial… Jamais esqueceremos à final mágica entre Vasco e São Paulo em um Morumbi lotado.

Papo – Em 1993, você se profissionalizou. Apesar disso, em 1992, você já treinava com parte do elenco profissional. Sendo assim, você participou da conquista do tricampeonato carioca conquistado pelo Vasco em 92, 93 e 94. Como foi fazer parte dessa conquista?

Boleiro – Foi um momento único na minha carreira… Meu primeiro título como profissional… Atuar ao lado de grandes nomes como: Carlos Germano, Wiliam e Bismark foi maravilhoso… Fui muito bem recebido pelo Paulo César Gusmão (na época preparador de goleiros) e por todos do grupo.

Papo – Em 1997, o Vasco monta uma grande equipe e conta com a sua presença. O Vasco se sagra campeão brasileiro de 1997 e em 1998 é campeão da Libertadores. Como para você, as conquistas destes títulos?

Foto: Caetano campeão pelo Vasco em 1998

Foto: Caetano campeão pelo Vasco em 1998

Boleiro – Em 1997, tive a felicidade de estrear como titular da equipe contra o Corinthians, mas tive uma falha individual… Eu só tenho a agradecer ao professor Antônio Lopes pela oportunidade… Em 1998, foi um presente de Deus para a coroação da minha carreira. Com a convocação de Germano para a Copa América, pude atuar contra o Grêmio em São Januário. Conseguimos a vitória por 1 x 0 e ainda fui eleito o melhor jogador da partida.

Papo – Chegamos em 1999, e chega ao fim o ciclo do goleiro Caetano no Vasco. Você acerta a sua transferência para o América-MG. Você percebeu que no América-MG poderia ter a oportunidade de mostrar melhor o seu trabalho, conquistando a titularidade? Como foi essa mudança?

Boleiro – O Vasco havia me emprestado devido a um ato de indisciplina de minha parte, mas serviu de experiência para que eu pudesse dar a volta por cima na minha carreira.

Papo – Caetano, você começa a respirar novos ares, desta vez, na carreira internacional. Em 2008, vai atuar no futebol Árabe. Como foi essa experiência?

Foto: Caetano no futebol Árabe

Foto: Caetano no futebol Árabe

Boleiro – Para mim, foi uma ótima experiência… Sair do seu país sem dominar o idioma local, foi um grande desafio… Mas, permaneci durante cinco anos até me tornar preparador de goleiros.

Em nosso Papo com o Boleiro Caetano, além de falar sobre a sua carreira, conta também aos nossos leitores sobre as suas maiores conquistas na carreira, fala sobre um fato marcante, seleção brasileira, família, os seus projetos sociais e muito mais. Acompanhem:

Papo – Qual foi a sua maior conquista na carreira? E um momento marcante?

Boleiro – A maior conquista e o fato marcante, estão unidos… A conquista da Libertadores. Eu vinha de um campeonato brasileiro que, para mim não foi muito bom… Eu já estava há um ano sem atuar, e precisava dar uma resposta positiva para o clube, no caso o Vasco da Gama.

Papo – Qual foi o treinador que foi o verdadeiro paizão para você?

Boleiro – Na verdade foram três treinadores que hoje digo que marcaram a minha carreira: Claudio Dam Bross, Jair Bragança e o Gaúcho.

Papo – Um jogador que pode citar como exemplo?

Boleiro – Carlos Germano.

Papo – O Caetano é vascaíno?

Boleiro – Sim, dede os 15 anos de idade. Toda a minha família é vascaína. Eu sou muito feliz em ter trabalhado pelo Vasco.

Papo – Como está o projeto social do boleiro Caetano?

Boleiro – É uma bela escola de goleiros que administro junto com um grande amigo Marcelo Pires… Assim, podemos passar todas as nossas experiências para aqueles que querem ingressar na carreira de goleiro… O nosso trabalho, além de preparatório, estamos voltados também para o lado personal… E atendemos a todas as idades.

Papo – Como você lidou com o final da carreira de atleta?

Boleiro – Na época eu estava no Irã, onde havia sido proibido atuar qualquer goleiro de fora do país. Com a alegação de que queriam formar goleiros próprios… Mas, o presidente do clube me convidou para ser preparador de goleiros da equipe sub-23… E até hoje, vivo assim. Tanto no Vasco quanto na minha escolinha”.

Papo – Qual a sua análise sobre a seleção brasileira? Você acha que conseguiremos a classificação para a copa da Rússia?

Boleiro – A reformulação prometida, não aconteceu na época, as trocas de jogadores, não seriam interessantes, pois hoje temos os melhores. A troca de uma geração vencedora para esta atual é que não foi bem assimilada por todos os envolvidos. Precisamos ter sequência de jogos para conseguirmos o conjunto ideal. E assim conseguirmos a classificação para a Copa da Rússia.

Papo – Qual o goleiro ideal para a seleção brasileira, na opinião do ex-goleiro Caetano?

Boleiro – Jefferson.

Papo – Um supercraque?

Boleiro – Edmundo.

Papo – Qual foi o fato inusitado da sua carreira?

Boleiro – A grande final da Copa Rio / São Paulo. Ganhamos por 4 x 0 do Mogi Mirim em nossa casa e no jogo de volta, perdemos por 0 x 4… Decisão nos pênaltis, perdemos dois pênaltis e eu defendo dois pênaltis e no final da sequência, tenho a responsabilidade de converter o último pênalti e tenho êxito na cobrança. Vasco campeão.

Papo – O que é família para você?

Boleiro – Família é tudo… Hoje vivo pela minha família, e faço tudo por eles… Serei eternamente grato à Deus por ter me concedido esta família.

PERGUNTA BOMBA:

Papo – Qual o time dos sonhos, com o Caetano e mais 10?

Boleiro – Caetano, Pimentel, Alex Pinho, Tinho e Josenílson. Viana, Leandro Ávila, Vitor Gomes e Denílson. Hernandes e Valdir. Técnico Gaúcho.

Papo – Quais são as suas considerações finais sobre a nossa coluna e o nosso trabalho?

Boleiro – Agradeço muito à Deus por esta oportunidade… Magnífico o trabalho desta coluna que está trazendo para os leitores e para os novos torcedores, todas as nossas histórias.

Por: Luiz Otávio Oliveira

Facebook: @papocomboleirolance

E-mail: papocomboleiro@gmail.com

 



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