A estrela dele brilhou no Botafogo – Batemos um papo com o ex-goleiro Wagner



“A questão de ser ‘amigo do amigo’ não era legal, e logo percebi que não daria certo como treinador.”

Ele foi um dos responsáveis pela conquista inédita do Campeonato Brasileiro pelo Botafogo. Batemos um papo com o ex-goleiro Wagner.

FOTO: Wagner hoje é um comerciante

FOTO:  O ex-goleiro Wagner é o nosso convidado de hoje

Blog – Quem é hoje o ex-goleiro Wagner?

– “Hoje, eu sou um simples comerciante. Depois que o jogador encerra a carreira, tem que aprender a fazer alguma coisa… Eu fui muito feliz jogando futebol, mas agora sigo a minha vida no meu comércio.”

Wagner se profissionalizou no time da zona oeste carioca, em seguida assinou contrato com o Botafogo, para compor o elenco na Copa Conmebol e acabou sendo titular na conquista do Campeonato Brasileiro de 1995.

Blog – No início dos anos 90, você começa a aparecer para o mundo da bola, defendendo o Bangu FC. Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

– “Me tornei um atleta profissional no Bangu em 1990. Mas, fui emprestado para o Bonsucesso por três meses (para adquirir experiência)… Voltei para o Bangu, onde permaneci por mais três anos. Em seguida, fui contratado pelo Botafogo em 1993.”

Blog – Em 1993, você chega ao Botafogo. Pelo alvinegro você fez 412 jogos, sofrendo apenas 503 gols. Conquistando ainda vários títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro de 1995. Qual é a sua história com o Botafogo?

FOTO: Wagner nos tempos de Botafogo

FOTO: Wagner nos tempos de Botafogo

– “Cheguei ao Botafogo já na fase final da Copa Conmebol. A contusão do Carlão (operou o joelho) foi o motivo que levou o Botafogo a me contratar… O titular era o Wiliam Bacana (que fez uma Copa excepcional)… Em 1994, foi um ano muito difícil – com alguns altos e baixos – Alguns treinadores (sem citar nomes) me viam de uma forma diferente do que eu era!… Em 1995, assumi a titularidade já no segundo turno do Campeonato Estadual. Esse mesmo ano foi maravilhoso. Um ano excepcional. A conquista do Campeonato Brasileiro foi muito marcante na minha vida e para minha carreira… Em 2001, devido às minhas contusões, vieram as oscilações…

FOTO: Wagner na inédita conquista do brasileirão de 95 pelo Botafogo

FOTO: Wagner na inédita conquista do brasileirão de 95 pelo Botafogo

De todos os títulos que eu disputei pelo Botafogo, só faltou conquistar a Copa do Brasil… Na minha passagem pelo Botafogo, foram mais alegrias do que tristezas.”

Blog – Depois do Botafogo, você ainda defendeu alguns clubes antes de encerrar a sua carreira. Como foi o encerramento da sua carreira?

– “Chega um momento na carreira que o atleta começa a pensar em ter que parar de jogar. E, comigo não foi diferente… O meu corpo já não mais respondia bem. A partir dos 31 anos de idade, eu já entendia que os meus reflexos não eram mais os mesmos… O meu psicológico já estava sendo trabalhado para esse momento… Depois de disputar o Rio/SP, em 2002, no Botafogo, existiam muitas dificuldades – estrutural e financeira – a torcida cobrava muito o meu desempenho. Decidi então fazer um acordo com o clube (mas o clube não cumpriu e a justiça decidiu), e achei necessário sair… Passei por alguns outros clubes, mas era apenas uma transição para o encerramento da minha carreira… Então em 2004, com 34 anos de idade, tomei a decisão correta. Encerrei a carreira.”

Blog – Você tentou a carreira de treinador. Por que não deu seqüência?

– “O momento em que o futebol vivia me motivou a não dar seqüência na carreira de treinador… A questão de ser ‘amigo do amigo’ não era legal, e logo percebi que não daria certo como treinador.”

CURIOSIDADES DA CARREIRA DO EX-GOLEIRO WAGNER

Wagner se surpreendeu com o carinho da torcida na conquista do maior título do Botafogo e, ainda revelou que não possuía um ponto fraco. Mas, ainda existe uma certa mágoa por não ter tido uma oportunidade na nossa seleção brasileira.

Blog – Conte-nos um fato inusitado que ocorreu durante a sua carreira:

– “Um fato inusitado na minha carreira foi a recepção que tivemos na conquista do Campeonato Brasileiro de 1995. O carinho da torcida com todos os jogadores do Botafogo, foi algo indescritível… Praticamente ‘fechou’ o Rio de Janeiro… Torcedores te idolatrando, gritando os nomes de todos os jogadores, foi muita alegria e algo inusitado também.”

Blog – O goleiro Wagner tinha um ponto fraco? Qual era?

– “Eu sempre trabalhei muito todas as funções de um goleiro. Mas, às vezes devido à qualidade do adversário, eu era vencido… Mas, eu não posso te dizer que o meu ponto fraco eram as bolas paradas (há quem diga que eu levei muitos gols de bolas paradas). Acho que o goleiro não pode ter nenhum ponto fraco.”

Blog – Seleção Brasileira. Em algum momento, você se achou injustiçado por não ter tido uma oportunidade na seleção?

– “Isso realmente me incomodou bastante… Eu sempre respeitei as decisões de quem fazia as convocações, mas se você fizer uma análise entre os anos de 1996 a 1999, tudo bem, eu não era o melhor da posição, mas tinha toda a capacidade de ter tido uma oportunidade… Fica sim, uma pontinha de frustração.”

O PAPO É RETO

No “Papo Reto”, Wagner fala qual é a sua paixão, lembra qual foi a defesa mais difícil que ele fez. Conta sobre a partida mais inesquecível que disputou e o goleiro que foi a sua referência no gol.

Blog – Botafogo:

– “A paixão da minha vida. Gratidão para sempre.”

Blog – Qual foi a sua defesa mais difícil?

– “Essa defesa foi feita nos últimos minutos do jogo contra o Santos, onde conquistamos o Campeonato Brasileiro. Um chute certeiro do Giovane.”

Blog – Uma partida inesquecível?

– “No dia 17 de dezembro de 1995. No estádio do Pacaembu-SP. Botafogo e Santos. Decisão do Campeonato Brasileiro.”

Blog – Uma referência no gol?

– “Taffarel.”

FOTO: o ex-goleiro Taffarel foi a sua referência no gol

FOTO: o ex-goleiro Taffarel foi a sua referência no gol

PAPO DE TORCEDOR

Selecionamos três perguntas enviadas pelo nosso leitor e torcedor Leonardo Machado

Blog – Wagner, se você fosse o técnico Jair Ventura hoje, quem seria o seu titular no gol?

– “É melhor não entrar nessa polêmica (risos)… Os dois goleiros vivem momentos maravilhosos. O Jeferson é o grande ídolo da torcida, mas o Gattito nos ajudou muito nos últimos meses… Joga a camisa para o alto e, quem pegar será o titular (risos).”

Blog – Sabendo das dificuldades da Libertadores e da Copa do Brasil, até onde esse Botafogo pode chegar?

– “O Botafogo tem que pensar no próximo jogo (contra o Nacional-URU). A torcida está apoiando, a diretoria está indo junto com o time… O ‘Patinho Feio’ está chegando! Ninguém esperava um Botafogo tão homogêneo nesse ano, ou até mesmo na Libertadores.”

Blog – Com essa boa safra de goleiros da atualidade, quais seriam os seus três nomes para a seleção brasileira?

– “O Jeferson é o meu nome favorito. Obvio, tem que ter oportunidade para dar seqüência ao trabalho… O Wanderlei do Santos FC., vem fazendo um ótimo campeonato, já merecendo uma oportunidade… E o Vitor do Atlético-MG, também tem uma grande qualidade para ajudar a nossa seleção.”

LANÇAMOS A PERGUNTA BOMBA

Blog – Se você pudesse escalar a seleção dos seus sonhos, qual seria?

– “Seria a seleção que me fez gostar de futebol. A seleção de 1982, não ganhou a Copa, mas deixou um futebol muito vistoso.”

FOTO: seleção brasileira de 1982 foi a sua seleção preferida

FOTO: seleção brasileira de 1982 foi a sua seleção preferida

Blog – Deixe as suas considerações finais sobre a nossa coluna:

– “Deixo aqui o meu agradecimento em poder participar desta coluna. Falar um pouco sobre os nossos momentos vividos dentro do futebol é magnífico. Vocês estão fazendo um trabalho muito legal de resgatar a memória do ex-jogador. Dá uma importância muito grande para quem passou e, espero que vocês continuem com este trabalho.” Finalizou o ex-goleiro Wagner.



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