Especialista analisa posturas de Flamengo e Palmeiras no mercado de contratações e diz: “um deles tende a inflacionar o mercado”



Flamengo e Palmeiras não economizaram na hora de reforçar suas respectivas equipes e começar a temporada com força total.

Pelo lado rubro-negro, Gabriel, Bruno Henrique, De Arrascaeta e Rodrigo Caio chegaram, enquanto Ricardo Goulart desembarcou em solo alviverde com status de craque.

Foto: montagem Fox Sports

Para o especialista Pedro Trajano, sócio-diretor da Redoma Capital, os investimentos dos dois clubes são diferentes, mas um deles tende a inflacionar o mercado.

Foto: Pedro Trajano / Divulgação

– Os dois clubes adotam medidas diferentes para um mesmo objetivo, que é ter um time vitorioso, só que eles utilizam formas diferentes de concretizar isso. O Palmeiras, hoje em dia, tem a maior parte de sua receita oriunda do estádio, que garante muito dinheiro durante todo ano, além de possuir um patrocinador muito forte – analisou.

– O Flamengo é um pouco mais heterogêneo, pois tem receita de venda de ingresso e atletas e também de cotas de televisão. E aí que eu vejo a diferença, porque o Palmeiras é um comprador e não um vendedor de atletas como o Fla. A estratégia similar que os dois clubes adotam é não gastar mais do que arrecadam. Essa é fórmula para o sucesso. Antigamente, os clubes contratavam muito e não tinham receitas, então ficavam acumulando dívidas atrás de dívidas – completou.

Segundo Trajano, o Palmeiras pode causar a supervalorização de jogadores, uma vez que conta com grandes investimentos da parceira Crefisa. Nesta semana, inclusive, o Verdão e empresa anunciaram a renovação contratual que pode gerar R$ 400 milhões até o fim de 2021.

– O Palmeiras acaba inflacionando o mercado mais que o Flamengo, que tem as suas próximas receitas. Eu entendo que o clube paulista provoca isso a partir do momento em que o dinheiro não é dele e que há interesses da pessoa por trás de quem comanda a Crefisa. O Palmeiras pagando salários de R$ 1 milhão, R$ 800 mil para cada jogador, muda todo o cenário do Brasil. Por exemplo, o Fluminense, com a Unimed, conseguia pagar salários astronômicos e hoje o teto salarial é de R$ 150 mil. Se a parceria com a Crefisa um dia acabar, qual é o legado que o patrocinador deixa para o Palmeiras? – indagou.

Palmeiras e Flamengo gastaram juntos R$ 147,5 milhões em 2019. O Fla já desembolsou cerca de R$ 85 milhões em reforços, contra R$ 62,5 milhões do rival.

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