Ele foi o ‘Chuchu’ da Gávea – Batemos um papo com o ex-jogador Iranildo



“Daí o Romário e o Joel Santana começaram a me chamar de Chuchu pra cá, Chuchu pra lá e, aí pegou o apelido.”

Habilidade não lhe faltou para vencer como jogador de futebol profissional. Uma carreira vitoriosa, conquistas, idolatria e comparação com um dos maiores jogadores do mundo. Batemos um papo com o ex-jogador Iranildo.

Blog – Quem é hoje o ex-jogador Iranildo?

“Hoje, eu estou curtindo a minha família… Encerrei minha carreira há três anos… Depois de muitas viagens, agora é o momento de curtir meus filhos… Meu filho treina no Fluminense. Eu tenho esse compromisso em levá-lo para os treinos todos os dias.”

IRANILDO FALA SOBRE A SUA CARREIRA

Começou a carreira no subúrbio carioca, conquistou um título inédito pelo Botafogo. Chegou até à Gávea e vestiu a camisa de seu maior ídolo. Iranildo conquistou a Capital do Brasil com o seu talento.

Blog – Você iniciou sua carreira como atleta profissional em 1994, atuando pelo Madureira do RJ. Como foi o início da sua carreira?

“Comecei muito bem no Madureira. Em 1995, nós fizemos um ótimo campeonato carioca… Jogar no Madureira, foi um privilégio. O que eu fui e sou dentro do futebol, eu agradeço muito ao Madureira… Até hoje, eu tenho contato com o Sr. Elias Duba – presidente do Madureira.”

FOTO: acervo da Internet

FOTO: Iranildo relembra os tempos de Madureira

Blog – Com um futebol vistoso e, se destacando no campeonato carioca, você acerta a sua transferência para o Botafogo. Como foi a sua carreira dentro do Botafogo?

“Jogar no Botafogo foi uma satisfação imensa. Eu era um jogador jovem, saindo do Madureira para ser campeão brasileiro, jogar ao lado do Túlio Maravilha, um elenco maravilhoso, tudo isso, foi fantástico… Eu tenho um carinho imenso pelo Botafogo, pois se não fosse pelo Botafogo, eu não teria chegado à seleção brasileira.”

FOTO: Iranildo campeão brasileiro de 1995

FOTO: Iranildo campeão brasileiro de 1995

Blog – Por ter se mostrado um jogador de muita qualidade no Botafogo, você acabou despertando o interesse do rival Flamengo e, assim, você assina contrato com o time da Gávea. Como foi a sua passagem pelo Flamengo?

“Sempre fui ídolo do Zico… O Flamengo é o meu time de coração… Vestir a camisa 10, foi à realização de um sonho, passei praticamente seis anos da minha vida jogando pelo Flamengo… Conquistamos quatro campeonatos cariocas, uma Copa Mercosul, conquistamos uma Copa Bandeirantes… Vivi momentos especiais no Flamengo, joguei ao lado do Romário. Privilégio para poucos.”

FOTO: Iranildo no Flamengo

FOTO: Iranildo no Flamengo

Blog – Em 2000, você deixa o Flamengo e, seguiu com a sua carreira, inclusive fora do Brasil. Até chegar ao Brasiliense em 2003. Onde encerrou a sua carreira. Como foi o encerramento da sua carreira?

“Eu tenho um carinho imenso pelo Brasiliense. Dediquei quase dez anos da minha vida a esse clube… Eu programei o encerramento da minha carreira. Chega um momento em que é melhor você parar, do que você ser parado (risos)… Disputei o último campeonato Distrital pelo Brasiliense, eu já sentia muitas dores e já não estava mais rendendo como deveria, então achei por bem parar… Parei feliz e não me arrependo de nada.”

FOTO: Iranildo no Brasiliense

FOTO: Iranildo no Brasiliense

ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE A CARREIRA DE IRANILDO

Brasília amarela, Mamonas Assassinas e mágoa com a seleção brasileira, são temas que fizeram parte da carreira do ex-jogador.

Blog – Conte-nos um fato inusitado na sua carreira?

“Foi com o carro Brasília Amarela (ninguém esperava)… Em 1995, o Montenegro (presidente do Botafogo), levou uma Brasília amarela para o treino e, todos sabiam que eu naquela época, era fã do grupo Mamonas Assassinas… O presidente levou o carro para o gramado e disse-me para dirigir o carro… Mas eu não sabia dirigir, quando passei a marcha, saí atropelando bastante gente – no bom sentido -. Isso foi um fato inusitado.

Blog – Por que você ganhou o apelido de “Chuchu” quando jogava no Flamengo?

“Eu gostava do grupo Mamonas Assassinas (eu até cantava as músicas no banheiro – risos) e, existia uma parte de uma música que dizia: ‘Meu chuchuzinho’. Daí o Romário e o Joel Santana começaram a me chamar de Chuchu pra cá, Chuchu pra lá e, aí pegou o apelido.”

Blog – Você carrega alguma mágoa por não ter tido uma oportunidade na seleção brasileira?

“De forma alguma. Aquela época em que o Zagalo me convocou pela primeira vez em 1995, e para a Copa Ouro em 1996, tinham muitos craques… Modesta parte, eu também joguei bem pela seleção brasileira. Mas não tenho magoa alguma.”

PAPO DE TORCEDOR – Perguntas enviadas pelo nosso leitor e torcedor do Flamengo: Marcelo Matos

Blog – Na época de Flamengo, pela sua qualidade em cobranças de faltas, alguns saudosistas diziam que você era o sucessor do Zico. Isso teve algum peso para você?

“Não. Eu fico feliz com essa situação e pela lembrança de todos os torcedores. Eu acredito ter feito a minha parte no Flamengo. O Zico é único.”

Blog – Candidato do partido PMDB, você concorreu nas eleições de 2014 a Deputado Distrital do Distrito Federal. Obtendo apenas 478 votos e, por isso não conseguiu se eleger. Isso de alguma forma te deixou frustrado?

“Foi uma experiência. Mas política é algo muito complicado… Saí nessa aventura em 2104, pensando ter o apoio dos torcedores… Mas agora isso é passado, serviu-me de experiência e não penso mais em política e sim no futebol.”

Blog – Qual é o seu time de coração?

– Sou Flamengo.

AGORA O PAPO É RETO

O confronto entre Flamengo e Corinthians em 1998, a conquista da Copa dos Campeões em 1997, contra o São Paulo e Ronaldinho Gaúcho. Iranildo não foge do papo reto.

Blog – Uma partida inesquecível?

“Campeonato brasileiro de 1998, Flamengo e Corinthians no Maracanã. Inesquecível.”

Blog – Aquele gol que você nunca esquece?

“Foi em 1997, na Copa dos Campeões, Flamengo e São Paulo, em Brasília e eu fiz o gol do título.”

Blog – Um craque?

“Ronaldinho Gaúcho.”

LANÇAMOS A PERGUNTA BOMBA

Blog – Se você fosse o treinador da nossa seleção brasileira e pudesse convocar e escalar todos os jogadores que atuaram ao seu lado, qual seria a seleção do Iranildo?

“Clemer; Fabio Baiano, Jr. Baiano, Ricardo Rocha e Athirson; Jamir, Jorginho, Eu e Beto; Romário e Sávio; Banco de reservas: Bebeto e Túlio; Técnico: Paulo Autuori;”

Blog – Agora, deixe as suas considerações finais sobre a nossa coluna:

“Parabéns pelo trabalho. A memória do brasileiro é curta, então nada melhor do que essa coluna para resgatar e eternizar os momentos vividos pelos ex-jogadores. Parabéns.”



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