Batemos um papo com o ex-jogador Marquinhos



FOTO: o ex-jogador Marquinhos está no Papo com Boleiro

FOTO: o ex-jogador Marquinhos está no Papo com Boleiro

“Ele fez parte de uma geração vencedora do Flamengo”

Marcos Corrêa dos Santos, conhecido como Marquinhos, nasceu no dia 2 de outubro de 1971, Rio de Janeiro. Atualmente joga na equipe FlaMaster, do Flamengo.

FOTO: o ex-jogador Marquinhos está no Papo com Boleiro

FOTO: o ex-jogador Marquinhos está no Papo com Boleiro

PB – Quem é hoje o ex-atleta de futebol Marquinhos?

“Eu tive a felicidade de iniciar a minha carreira no Flamengo nos aos 90. Conquistei pelo Flamengo: a Copa do Brasil, Copa São Paulo, Campeão Brasileiro, Campeão Carioca, enfim, hoje eu me orgulho de todas essas conquistas. Hoje, eu me dedico para jogar no MasterFla, junto com os meus ídolos, Rondinelli, Júlio César Uri Geller, Adílio. E ainda outros jogadores da minha época: Piá, Nélio e outros mais.”

PB – Em 1988, você foi revelado nas categorias de base do Flamengo e, alcançou a titularidade no inicio dos anos 90, atuando no meio-de-campo ao lado de craques como: Uidemar, Júnior e Zinho. Como foi a sua passagem pelo Flamengo?

“Desde os doze anos, a minha passagem pelo Flamengo foi muito vitoriosa. No primeiro ano de profissional conquistei Copa do Brasil em seguida o Campeonato Carioca e o Campeonato Brasileiro. No profissional foram praticamente seis anos com ótimas temporadas. Com isso em 1993, cheguei à seleção brasileira (um sonho). Até hoje, sou reconhecido como Marquinhos do Flamengo, por isso sou muito feliz.”

FOTO: Marquinhos no começo da sua carreira no Flamengo

FOTO: Marquinhos no começo da sua carreira no Flamengo

PB – Com boas atuações, pelo Flamengo, você foi convocado para a disputa da Copa América de 1993, estreando contra a Argentina. Como você descreve a emoção de ter vestido a “amarelinha”:

“Foi a realização de um sonho desde criança. Quando comecei a jogar na escolinha do Flamengo, sempre pensava nesse sonho. Quando eu fui convocado pela primeira vez, foi um choque, não acreditei quando saiu o meu nome na lista de convocados. Eu estava certo de ter realizado o sonho de criança.”

PB – Em 1996, você acerta a sua transferência para o Palmeiras. O que te levou a deixar o Flamengo?

“Na realidade, eu fui pego de surpresa nessa negociação. Quando obtive a informação, a negociação já havia sido acertada entre os clubes e que eu teria que acertar com o Palmeiras as questões salariais. Fui trocado pelo Mancuso.”

PB – Como foi a sua passagem pelo Palmeiras?

“Foi um momento vitorioso na minha carreira. Cheguei ao Palmeiras e já conquistei o Campeonato Paulista, fui vice-campeão brasileiro em 1997. Posso dizer que foi uma experiência muito boa. Eu precisava respirar novos ares.”

PB – Marquinhos no futebol chileno?

“Incrível. Um país maravilhoso, um clube de massa, popular – o Colo-Colo do Chile. Foi a minha primeira vez que saí do país para jogar em outro clube. Fiquei apenas um ano, eu gostaria de ter ficado mais tempo, mas o clube não vivia um momento bom financeiramente. Então não renovaram o meu contrato. Quando eu cheguei ao país, a torcida me recebeu muito bem. No meu último jogo, no estádio lotado, a torcida gritava o meu nome pedindo para eu ficar.

PB – Em 2006, você e outros veteranos como Odvan e Djair, levaram o Madureira, a conquistar a sua primeira Taça Rio na história. Em seguida, sagrou-se vice-campeão do Campeonato Carioca de 2006, após derrota para o Botafogo. Como foi esse momento para você?

“Foi uma experiência sensacional. Os veteranos tiveram uma responsabilidade muito grande, no nosso elenco tinha uma garotada que havia acabado de subir para os profissionais: André Lima, Muriqui e Michael eram alguns deles. A mescla deu muito certo e a equipe ‘encaixou’. Começamos a ganhar e conseguimos entrar para a história do clube. Foi a primeira vez que o clube conquistou um título importante. Saí do Madureira com a sensação de dever cumprido.”

PB – Logo após essa conquista, depois de defender outras cores do futebol nacional, você encerra a sua carreira. Como foi o encerramento da sua carreira?

“O encerramento é sempre muito triste. Quando paramos de jogar, morremos um pouquinho. Mas, a vida nos proporciona esse tipo de situação. Parei bem, com muita saúde. O que mata a saudade de jogar futebol, no meu caso é fazer parte do Flamaster.”

PB – Em 2009, você voltou a vestir a camisa do Flamengo, mas não para disputar partidas pelo time de futebol, e sim pelo scratch de Showbol. Ao lado dos ex-companheiros de outrora, como Júnior Baiano, Djalminha e Fábio Baiano, conquistando o título de Campeão Brasileiro da modalidade. O que dizer desse retorno?

“É um futebol diferente, a bola é muito rápida, quem pratica o showbol, tem que estar sempre preparado. E pelo fato de poder jogar ao lado dos meus grandes amigos também ajudou bastante. Mas, infelizmente o showbol acabou, mas torço para que um dia volte.”

FOTO: Marquinhos do showboll do Flamengo

FOTO: Marquinhos do showbol do Flamengo

PB – Flamaster:

“Todo mês nós temos jogos. Jogo ao lado dos meus ídolos, Adílio, Andrade, Júlio César Uri Geller, Rondinelli. O máster do Flamengo é formado por gerações vencedoras: a geração de 80, de 90 e uma geração bem recente. Sempre fazemos eventos para os sócios torcedores e sempre levamos o nome do Flamengo nos quatro cantos do Brasil. Inclusive no próximo dia 17 de dezembro, estaremos no Estádio do Mané Garrincha em Brasília-DF.”

FOTO: Marquinhos no FlaMasters do Flamengo

FOTO: Marquinhos no FlaMasters do Flamengo

AGORA O PAPO É RETO

PB – Qual foi o seu maior título conquistado?

“O campeonato brasileiro de 1992.”

PB – Uma partida inesquecível?

“Foi Flamengo x São Paulo em 1993, na final da Supercopa. Eu fiz dois gols no Maracanã.”

PB – Um ídolo?

“Zico.”

PB – Flamengo?

“Foi o início de tudo. Agradeço a instituição até hoje pelo que tem feito por mim.”

LANÇAMOS A PERGUNTA BOMBA

PB – De todos os atletas que você jogou, escale a seleção do Marquinhos:

“Marcos, Cafu, Júnior Baiano, Leandro e Piá; Eu, Júnior, Djalminha e Zico; Romário e Sávio;”

AS CONSIDERAÇÕES FINAIS:

“Eu quero dizer que foi um prazer imenso participar desta entrevista, estou feliz por ter contribuído para, através desta coluna, deixar guardado na memória do torcedor, um pouco mais sobre a minha história dentro do futebol. Obrigado de coração.”

Por: Luiz Otávio Oliveira

Facebook: @papocomboleirolance

E-mail: papocomboleiro@gmail.com



MaisRecentes

Das “peladas” de São Paulo aos gramados europeus – Batemos um papo com o ex-jogador Marcelo Silva



Continue Lendo

Batemos um papo com Túlio Maravilha – O artilheiro do Brasil



Continue Lendo

Batemos um papo com o ex-jogador Beto – O capitão do tri-carioca pelo Flamengo



Continue Lendo