Das “peladas” de São Paulo aos gramados europeus – Batemos um papo com o ex-jogador Marcelo Silva



FOTO: Marcelo Silva no Santos

O futebol brasileiro tem a facilidade de revelar grandes craques em cada canto desse país. Revelado pelo Juventus-SP e integrante do time do Santos – que ficou conhecido pelos “Garotos da Vila” – batemos um papo com o ex-jogador Marcelo Silva.

Blog – Quem é hoje, o ex-jogador Marcelo Silva?

– ‘Hoje, eu sou empresário de futebol. Fundei também uma escolinha de futebol. São mais de 100 alunos… Pelo fato de eu ter passado quatro anos no futebol europeu, eu gosto de modas e, montei algumas lojas de grifes’.

Um início promissor. Das peladas de São Paulo, para os gramados no futebol europeu. Assim foi a trajetória de Marcelo Silva no futebol mundial.

Blog – Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

– ‘Eu iniciei a minha carreira no Juventus-SP com 16/17 anos de idade. Fui descoberto pelo Basílio (ex-jogador), me viu jogar algumas peladas em São Paulo, que me convidou para fazer uns testes no Juventus-SP, e lá comecei a me destacar. Em 1998, fui destaque do campeonato paulista, em seguida fui vendido para o Santos’.

Blog – No segundo semestre de 1999, você assina com o Santos. Como foi a sua passagem pelo time da Baixada Santista?

‘Eu tenho uma identificação muito forte com o time do Santos. Cheguei lá em 1999, junto com o Dodô. No começo eu ficava um pouco deslumbrado com aqueles jogadores profissionais do Santos. Eu ainda era muito jovem! Zetti, Muller, Viola, Narciso e outros, eu só via pela TV… Aos poucos conquistei o meu espaço e permaneci por mais quatro anos… Em 2002, no campeonato RJ/SP, eu tive a honra de ser o capitão da equipe… Na metade do campeonato brasileiro, eu recebi uma proposta irrecusável do futebol russo’.

FOTO: Marcelo Silva no Santos

FOTO: Marcelo Silva no Santos

Blog – Em 2002, você deixa o Santos e vai atuar do futebol russo, o Spartak Moscou. Como foi a sua passagem no futebol russo? Houve alguma dificuldade na adaptação?

‘A princípio, financeiramente a proposta foi irrecusável e o sonho de disputar uma Liga dos Campeões (o Spartak era o atual campeão nacional)… No início a adaptação foi muito difícil, no inverno era muito complicado. Os jogadores tinham que concentrar dois dias antes dos jogos e isso também era muito difícil. Como eu havia levado a minha noiva, foi muito mais difícil para ela do que para mim… Mas superamos juntos, pois sabíamos que ali teríamos a nossa independência financeira’.

Blog – Um fato inusitado na sua carreira:

‘Na verdade esse foi um fato negativo. Aconteceu em 2001, na semifinal do campeonato paulista: Corinthians x Santos. Jogávamos por dois empates. O primeiro jogo havia sido 1 x 1 e, fomos para o segundo jogo precisando apenas de mais um empate para chegarmos na final do Paulistão… Numa infelicidade do André (que escorregou), aos 48 do segundo tempo, o Ricardinho faz o gol da vitória. Isso não sai da minha memória até hoje…!’

PAPO DE TORCEDOR – Wilson Guimarães leitor e torcedor do Santos, enviou as perguntas:

Blog – Marcelo, você ainda se recorda do seu jogo de estreia pelo Santos? Foi em 18/08/1999. Santos x Gama-DF no estádio Mané Garrincha. Pelo Campeonato Brasileiro.

‘Sim é verdade. O treinador era o Emerson Leão. O treinador me chamou para conversar dizendo não me conhecer bem e, quem havia me indicado para o Santos tinha sido o Luxemburgo (foi assumir para o Corinthians), mas eu teria que mostrar o meu futebol para conseguir meu espaço… Muito bem, com dois coletivos mostrei o meu valor e fui para o time titular’.

Blog – O seu primeiro gol como atleta profissional, você lembra?

‘Sim. Esse também foi um fato inusitado e um clássico também. Foi em 1997, campeonato paulista, o jogo foi na Rua Javari. Juventus x Portuguesa. Vencemos por 3 x 2. A Portuguesa tinha um ótimo time’.

Blog – E o seu último jogo na carreira? Dia 14/04/2002, contra o Bangu-RJ, em Moça Bonita pelo Torneio Rio/SP.

‘Foi um pouco frustrante esse jogo. Esse time do Santos acabou sendo o campeão brasileiro nesse ano. Foi frustrante porque precisávamos de uma vitória para chegar a final e não conseguimos. Eu era o capitão da equipe e o técnico era o Celso Roth’.

Agora o papo é reto

Blog – Uma camisa?

‘A camisa do Santos’.

Blog – Um treinador?

‘Carlos Alberto Parreira’.

Lançamos a pergunta bomba

Blog – De todos os atletas que atuaram ao seu lado, monte a seleção do Marcelo Silva:

‘Veloso, Cicinho, Alex, André Dias e Léo; Eu, Renato, Diego e Elano; Robinho e Alex Mineiro’.

Chegamos ao papo final

Blog – Deixe as suas considerações finais sobre a nossa coluna:

‘Vocês estão de parabéns pelo trabalho, parabéns ao jornal Lance pela iniciativa de contar e relembrar as histórias dos ex-jogadores. Fiquei muito feliz por ter sido lembrado’.

 



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