Batemos um papo com Yan – Uma joia da geração de ouro do Vasco



FOTO: Acervo do jogador/Yan no Papo com Boleiro

“Seleção é o ápice na carreira de todos os atletas. Foi uma honra muito grande… Mas foi satisfatório vestir a camisa da seleção brasileira, desde a base até o profissional…”

Ele surgiu em uma geração de ouro no Vasco da Gama. Das quadras de futsal no interior de Santa Catarina, para os gramados do futebol brasileiro e mundial. Batemos um papo com o ex-jogador Yan.

Blog – Quem é hoje, o ex-jogador Yan?

-Após o término da minha carreira, fiz alguns cursos ligados ao sindicato dos treinadores… hoje, faço parte da comissão técnica do Fernando Diniz (treinador). Estou me planejando para fazer o curso da CBF (será obrigatório)… Ainda estou no esporte – futebol -.

Yan teve passagens vitoriosas por: Vasco, Fluminense, Internacional, Flamengo, Grêmio e seleção brasileira. O ex-jogador, marcou história em grandes clubes do Brasil.

Blog – Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

-Comecei no futsal. No Interior de Santa Catarina. Um olheiro do Vasco, que fazia parte de uma outra equipe, falou com os meus pais para eu fazer um teste no Vasco. E, com 13 anos de idade, fiz o teste, passei e acabei ficando em São Januário. Passei por todas as divisões de base do Vasco… e também na seleção brasileira. Conquistando vários títulos pela seleção brasileira. Após o mundial sub-20 na Itália (fomos campeões), me profissionalizei no Vasco. “Subiu uma safra muito boa”. Jean, Jardel, Hernandes, eu e Bruno Carvalho.

Blog – Você conquistou o tricampeonato estadual pelo Vasco. Foi eleito o melhor jogador da competição em 1995. Como foi a sua passagem pelo Vasco da Gama?

-Foi o melhor momento da minha carreira. No início foi muito bom, joguei com grandes atletas. Conquistamos o tricampeonato em 1995, e foi um ano marcante na minha carreira. Logo após o tetra campeonato da seleção brasileira, comecei a ser convocado para a seleção principal (devido as minhas atuações pelo Vasco), até sofrer uma contusão no final do campeonato brasileiro e ficar de fora do pré-olímpico e das olimpíadas.

FOTO: Acervo do jogador/Yan no Vasco

Blog – Em 1997, você teve uma breve passagem pelo Internacional de Porto Alegre. Como foi o Yan jogando pelo time Colorado?

-Esse foi um ano que o Grêmio, esteve muito bem (campeão brasileiro). O Internacional tinha uma boa equipe, mas tecnicamente, o Grêmio era superior ao Inter… Foi um ano de dificuldades, mas com uma boa produção. Talvez tenha sido o momento da minha carreira que eu tenha feito mais gols. Conquistamos apenas a Mercosul… valeu por ter atuado ao lado do zagueiro Gamarra (um dos maiores zagueiros da história).

FOTO: Acervo do jogador/Yan atuou pela dupla Gre/Nal

Blog – Você atuou pelo Fluminense, inclusive ajudando o Tricolor das Laranjeiras a se reerguer. Como foi o seu momento no Fluminense?

-Foram dois momentos distintos. Fizemos uma equipe boa, mas no campeonato brasileiro, a “coisa” não andou. Nada dava certo. Devido ao ano anterior (o Fluminense havia caído para série B, teve o problema com o Vitória e acabou retornando para a série A), mas nós atletas sentimos muito. A reestruturação foi um caminho longo… eu fui para o Coritiba e, já na série C, eu retorno ao Fluminense a pedido do Parreira (treinador na época). Aí era uma situação diferente. O time tinha que subir. No ano seguinte, já na Copa João Havelange, fomos eliminados na semifinal para o São Caetano. No outro ano, fizemos também um ótimo campeonato, saímos na semifinal para o Atlético-PR. E em mais um ano de Fluminense, novamente eliminados na semifinal. Dessa vez para o Corinthians. Mas conquistamos o Campeonato Carioca… mas a reconstrução do Fluminense, foi um passo importante na minha carreira.

FOTO: Acervo do jogador/Yan no Fluminense

Blog – Antes de encerrar a carreira, você voltou ao Sul do Brasil, para atuar pelo Grêmio. Como foi a sua passagem pelo Tricolor Gaúcho?

-Esse ano foi terrível. Não tive uma boa participação. Até fiz bons jogos, mas coletivamente, o Grêmio não estava bem. Foi um dos anos mais difíceis da minha carreira.

Blog – Você também atuou pelo Flamengo. Como foi atuar pelo maior rival do clube que te projetou para o futebol mundial?

-Nesse ano, o Felipe estava vivendo um momento fantástico no Flamengo, mas estava machucado. O Oswaldo de Oliveira havia pedido a minha contratação (havíamos jogados juntos no Fluminense). Fiz bons jogos. O Felipe vinha jogando bem, mas devido às contusões, eu alternava jogos com ele. Mas o time fez um bom campeonato brasileiro.

FOTO: Acervo do jogador/Yan no Flamengo

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APOSENTADORIA

Blog – Como foi o encerramento da sua carreira?

-Esse momento não me impactou muito. Eu já vinha sofrendo com as seguidas lesões… duas cirurgias de joelhos, e na terceira cirurgia, eu fiz para tentar voltar jogar, mas fisicamente meu corpo não aguentava mais. A meu ver, se não fossem as lesões, eu poderia ter tido uma carreira bem melhor e mais longeva. Parei de jogar com 33/34 anos de idade. Às vezes batia uma tristeza, quando eu acordava e não tinha que me preparar para os treinos. Mas sem dúvidas, esse é um momento difícil.

SELEÇÃO BRASILEIRA

FOTO: Acervo do jogador/Yan na seleção brasileira

Blog – Em 1993, você foi campeão mundial pela seleção brasileira sub-20. Como você descreve o seu momento na seleção brasileira?

-Seleção é o ápice na carreira de todos os atletas. Foi uma honra muito grande, porque a seleção vivia um momento especial. A seleção havia acabado de conquistar o tetracampeonato mundial. Muitos bons jogadores, a concorrência era grande. Mas foi satisfatório, até chagada das minhas lesões. Desse momento em diante, fui ficando de fora das convocações. Mas foi satisfatório vestir a camisa da seleção brasileira, desde a base até o profissional.

FUTURO

Blog – E o Yan treinador?

-Por enquanto estou como auxiliar, mas é natural que no futuro isso aconteça.

FOTO: Acervo do jogador/Yan como auxiliar técnico

PAPO DE TORCEDOR – Perguntas enviadas pelo leitor e torcedor vascaíno Sandro Marinho.

Blog – Em 2016, você foi auxiliar-técnico do Fernando Diniz. Muito se comenta que ele deveria ter uma oportunidade de treinar um time de mais expressão. Qual é a sua opinião sobre o Fernando Diniz?

-Eu tenho certeza que ele “caberia” em uma equipe grande. Acho que ainda falta um pouco de coragem dos grandes times em comprar a ideia… o Diniz está preparado para uma equipe grande. Uma das grandes características do Diniz é o comprometimento com a sua palavra. Ele (Diniz) havia se comprometido com o presidente do Audax que permaneceria até o fim do contratado e, assim o fez.

Blog – Yan, Gian e Bruno Carvalho, um trio de uma geração de ouro. O que dizer?

-Nós ficamos marcados pela conquista do mundial de juniores. E, o amador do Vasco antigamente, era muito acompanhado pela torcida. Nós fazíamos as preliminares. E essa geração do Vasco, ganhou todos os campeonatos que disputou. A torcida sabia o nome de todos os atletas, inclusive os reservas. Mas quando subimos, jogamos poucas vezes juntos, porque eram tantos jogadores bons, que a concorrência era muito difícil.

FOTO: Acervo do jogador/Um trio de respeito

AGORA O PAPO É RETO

Blog – Uma partida e uma conquista inesquecível?

-A final contra o Fluminense, onde conquistamos o tricampeonato pelo Vasco. Minha melhor partida pelo Vasco (ainda perdi um pênalti com um minuto de jogo), e a minha maior conquista.

Blog – O gol marcante da sua carreira?

-Na final do Mundial de Juniores na Austrália. Esse foi o gol do empate e o Jean fez o gol do título. E na minha estreia no profissional pelo Vasco contra o Flamengo no Maracanã. Um gol de pênalti.

Blog – O zagueiro mais difícil que você enfrentou?

-Gamarra;

LANÇAMOS A PERGUNTA BOMBA

Blog – De todos os craques que você atuou monte agora a nossa seleção:

-Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, Djalminha, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho; Romário e Ronaldo;

FIM DE PAPO

Blog – Deixe as suas considerações finais sobre a nossa coluna:

-Dou os parabéns para essa coluna pela grande iniciativa. Obrigado pelo convite em fazer parte da coluna Papo com Boleiro.



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