Batemos um papo com Vitor Gomes – Um craque dentro e fora de campo



FOTO: Vitor Gomes campeão pelo Vasco

‘Eu fiz parte de uma geração vencedora no Vasco. No futebol amador, conquistamos tudo e em todas as categorias…’

Criado nas divisões de base do Vasco, campeão e camisa 10 do time que conquistou a Copa São Paulo de Juniores em 1992, o meia Vítor Gomes sempre foi tratado como uma das grandes promessas do Cruz-Maltino.

Blog – Quem é hoje o ex-jogador Vitor Gomes?

‘Hoje, eu sou empresário. Atuo no ramo imobiliário aqui em Cabo Frio-RJ. Sou dono de uma imobiliária… Desde o encerramento da minha carreira, busquei outra profissão… Estou muito satisfeito em viver em Cabo Frio, um lugar maravilhoso’.

O canhoto fez parte de uma das melhores gerações já surgida base do clube da Colina, entre 1990 e 1994. Com ele, foram revelados outros nomes talentosos, como os laterais Pimentel e Bruno Carvalho; o meia Yan; o atacante Gian; os zagueiros Tinho e Alex Pinho e o artilheiro Valdir “Bigode”. A equipe marcou época, ao conquistar vários títulos, inclusive a Taça São Paulo de Juniores, em 1992, até hoje, feito único na história do Vasco.

Naquele ano, assinou o primeiro contrato como profissional, mas demorou a se firmar, em função da grande concorrência no meio-campo, onde os experientes Bismarck, Willian e Carlos Alberto Dias desfilavam toda a sua categoria.

FOTO: Vitor Gomes campeão estadual pelo Vasco

FOTO: Vitor Gomes campeão estadual pelo Vasco

Blog – Foi com aquele time do Vasco tricampeão carioca que você assinou o seu primeiro contrato de jogador profissional. Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

‘Eu fiz parte de uma geração vencedora no Vasco. No futebol amador, conquistamos “tudo e em todas as categorias”… Para o elenco profissional, subiram uns 12 jogadores em 1992, logo após a Copa SP… Participei da campanha do tricampeonato (92 93 e 94). Foi uma geração vencedora. Esse foi o momento do meu primeiro contrato como profissional’.

Em uma partida contra a Portuguesa, o imponderável: em uma jogada com o lateral Zé Maria e uma pisada em falso em uma vala na beira do gramado resultaram em grave contusão no ligamento cruzado lateral do joelho direito. Em seguida Uma infecção hospitalar contraída após a cirurgia complicou ainda mais o quadro, deixando-o com sequelas e até a ameaça de amputação da perna. Após mais de dois anos de luta e tentativas de recuperação, a difícil decisão de parar.

Blog – Você se viu na obrigação de parar de jogar futebol. Consequência disso, acabar com um sonho. Como foi essa sua luta? E o sentimento para com o Zé Maria?

‘Com relação ao Zé Maria, não existe nenhum sentimento. Foi um lance casual, uma situação normal de jogo. Foi uma contusão séria, torci o joelho. Rompi os ligamentos e a minha cirurgia complicou. Contraí uma infecção hospitalar, que quase perdi a perna. Mas graças a Deus não foi necessário à amputação. Fiquei apenas com algumas sequelas irreversíveis que me impossibilitaram de continuar com a minha carreira… Foi um momento muito dolorido na minha vida’.

Em depressão, mas com uma boa estrutura familiar garantiu o recomeço, com a conclusão da faculdade de Administração e a abertura da imobiliária, há 15 anos.

Blog – Qual foi à importância da sua família nesse período?

‘Eu não me preparei para esse momento. Foi algo casual. Entrei em depressão, passei por momentos difíceis, muita insegurança, muita incerteza do que viria pela frente. E a família foi fundamental. Meus pais me acolheram, minha esposa, meu filho (na época só tinha um filho), eles foram à base de tudo. O que seria de mim sem a minha família? Sou grato a todos de todo o meu coração’.

Blog – O que te faz mais falta do “mundo da bola”?

‘Simplesmente tudo. A rotina de treinamento, ambiente da concentração, o calor da torcida e o reconhecimento. O futebol foi a minha vida desde quando eu nasci. Eu sempre sonhei em ser jogador de futebol e eu cheguei lá e ainda jogar no clube do meu coração. Isso não tem preço’.

MOMENTO FALA TORCEDOR – Pergunta enviada por um vascaíno e leitor do Papo com Boleiro: Samuel Freitas.

Blog – Vitor, qual foi à partida mais emocionante que você disputou?

‘Apesar de a minha carreira ter sido curta, eu joguei uns 30 jogos como profissional do Vasco. A partida mais emocionante da minha vida foi a minha estreia no Maracanã. Um sonho de infância. Eu tinha apenas 16 anos de idade e foi numa preliminar do jogo: Vasco x Botafogo. Nós jogamos contra a seleção carioca de juniores. Djalminha, Nélio, Carlos Germano, Leandro Ávila, Paulo Nunes… Uma verdadeira seleção. Na véspera do jogo, eu não consegui dormir… Com seis minutos de jogo, eu fiz um golaço de fora da área num lindo voleio… Foi também o meu primeiro gol no Maracanã’.

AGORA O PAPO É RETO

Blog – Um craque?

‘Roberto Dinamite’.

Blog – Um treinador?

‘Joel Santana. Deu-me a primeira chance no profissional’.

LANÇAMOS A PERGUNTA BOMBA

Blog – Monte a seleção dos jogadores que atuaram ao seu lado:

‘Carlos Germano, Pimentel, Ricardo Rocha, Alexandre Torres e Cássio; Leandro Ávila, Giovanni e Bismarck; Edmundo, Roberto Dinamite e Valdir Bigode’;

CHEGAMOS AO PAPO FINAL

Blog – Deixe as suas considerações finais:

‘Quero deixar um grande abraço para todos os amigos e leitores da coluna Papo com Boleiro. Dizer também que é muito legal esse tipo de trabalho. Relembrar de algumas pessoas e, o próprio torcedor recordar daqueles jogadores que no passado de alguma forma, proporcionou alegria’.



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