Batemos um papo com o técnico Gilmar Tadeu: Há nove anos na Ucrânia, analisou o Shakhtar para disputa da Liga dos Campões



Há nove anos na Ucrânia, técnico brasileiro analisa Shakhtar para disputa da Liga dos Campões

A Liga dos Campeões da UEFA é talvez o torneio que reúne o maior número de clubes com potencial de chegar ao título, como Atlético de Madrid, Borussia Dortmund, Inter de Milão, Barcelona, Liverpool, PSG, Bayern de Munique, Manchester City, Real Madrid, Manchester United e Juventus. Além destes, há fortes equipes que correm por fora em busca do principal troféu de cubes do mundo, como o caso de Mônaco, Tottenham, Napoli, Roma, Valência e Shakhtar.

O clube ucraniano está no Grupo F ao lado de Hoffenheim, Manchester City e Lyon. Contando com uma legião de brasileiros, a equipe do técnico português Paulo Fonseca tem tudo para surpreender na atual edição da UCL.

Foto: Divulgação da assessoria

“O Shakhtar conta com um ótimo treinador e uma equipe técnica e veloz. O elenco é realmente forte e já mostrou que pode fazer frente aos gigantes do continente. A base da temporada passada foi mantida, então devemos destacar que esse time já venceu o próprio Manchester City”, analisou o técnico Gilmar Tadeu, que vive na Ucrânia há mais de nove anos e comenta os jogos dos times ucranianos na Liga dos Campeões em uma grande emissora local.

Na temporada 2017-2018, o time laranja e preto dividiu o Grupo F com o Manchester City e venceu um dos duelos por 2 a 1, gols de Bernard e Ismaily. Sergio Aguero marcou para os ingleses.

Para a atual temporada, o Shakhtar perdeu três jogadores importantes: Srna, Fred e Bernard. Apesar da saída dos atletas o entrosamento da equipe não foi afetado.

“O principal destaque desse time é a harmonia entre os jogadores. Eles se conhecem muito bem e só pelo olhar sabem o que precisam fazer. O toque de bola e as movimentações são fáceis para eles. E em uma competição de nível tão alto, esse entrosamento pode fazer a diferença. O Júnior Moraes é um atleta que sabe fazer gols e será uma arma bastante acionada”, disse Gilmar.

Já se tornou tradição o Shakhtar contar com vários brasileiros. Atualmente, o clube tem dez jogadores tupiniquins. São eles: Ismaily, Taison, Dentinho, Alan Patrick, Maycon, Marlos, Wellington Nem, Júnior Moraes, Marquinhos Cipriano e Fernando.

“A diretoria sabe montar equipes competitivas e vê nos brasileiros um ponto importante do projeto por conta do talento. O sucesso da iniciativa de trazer jogadores do Brasil lá atrás fez com que a adaptação hoje seja mais fácil para os novos contratados. Foi assim com o Mircea Lucescu e agora com o Paulo Fonseca”, completou o treinador.

Conheça um pouco da história de Gilmar Tadeu

Nascido na cidade de São Paulo, Gilmar foi um atacante que passou por equipes modestas, com destaque para a Portuguesa. Após encerrar a carreira dentro dos campos, a transição para a carreira de treinador foi rápida. Em 2008 trabalhou no Iraklis, da Grécia, como scout, e dois anos depois foi contratado como treinador da base do Metalurh Zaporizhya, onde depois foi auxiliar do time principal. Gilmar voltou ao Brasil e passou por União Mogi e Osvaldo Cruz.

De volta ao exterior, comandou o Al-Mujazzal Club, da Arábia Saudita, e o Chao Pak Kei, de Macau. Em 2018, foi o primeiro negro a comandar um time na elite da Ucrânia pelo FC Lviv. Tem a licença UEFA A e está concluindo o curso para ter a licença UEFA PRO de treinador. Comenta os jogos internacionais dos times ucranianos no canal Football 1.

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