Batemos um papo com o ex-jogador Maciel – Integrante da “Máquina de Aço” de 2005



FOTO: Maciel no Vasco (foto acervo do ex-jogador)

FOTO: Maciel no Vasco (foto acervo do ex-jogador)

“Sempre fui predestinado, mas agradeço a todos os meus companheiros dos clubes que defendi, pois aprendi com cada um deles há ser uma pessoa humilde e, ter conseguido todas as minhas conquistas”

FOTO: ex-jogador Maciel junto com o preparador físico do Volta Redonda

FOTO: ex-jogador Maciel junto com o preparador físico do Volta Redonda (foto acervo do ex-jogador)

O nosso bate papo de hoje, será com o ex-jogador Márcio da Silva Maciel, mais conhecido como Maciel. Nascido na cidade Maravilhosa em 06 de abril de 1974, Maciel atuava com o lateral-esquerdo.

Maciel foi formado nas categorias de base do Vasco e se profissionalizou no Barra Futebol Clube, da segunda divisão do futebol carioca.

PB – Quem é hoje, o ex-atleta Maciel?

– “Hoje sou uma pessoa totalmente realizada na vida ao lado da minha família. Sou taxista há dois anos com muito orgulho. Fiquei fora do futebol por várias injustiças que acontecem do mundo da bola”.

PB – Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

“Eu comecei a minha carreira no futsal do Maran Tênis Clube, fui reprovado na peneira do Botafogo. Em 1992, fiz a peneira do Vasco, e tive a felicidade de ser aprovado, começando uma amizade que eu guardo até hoje com o treinador Gaúcho. Profissionalizei-me no Barra, clube da segunda divisão do futebol carioca”.

PB – Como foi para você, fazer parte daquele elenco vascaíno campeão brasileiro em 1997?

“Infelizmente não tive a chance certa, na época, fui pessimamente orientado pelo meu antigo empresário. Eu estava no grupo com muito prazer, ter sido reserva do Felipe naquela época, foi de uma alegria imensa”.

FOTO: Maciel no Vasco (foto acervo do ex-jogador)

FOTO: Maciel no Vasco (foto acervo do ex-jogador)

PB – Você conquistou vários títulos pelos clubes que defendeu. Campeão brasileiro pelo Vasco em 1997, campeão gaúcho pelo Juventude em 1998 e campeão da Copa Rio pelo Fluminense.  Você foi um jogador predestinado?

“Sempre fui predestinado, mas agradeço a todos os meus companheiros dos clubes que defendi, pois aprendi com cada um deles há ser uma pessoa humilde e, ter conseguido todas as minhas conquistas”.

FOTO: Maciel no showbol do Fluminense (foto acervo do ex-jogador)

FOTO: Maciel no showbol do Fluminense (foto acervo do ex-jogador)

PB – Em 2005, surgiu a “Máquina de Aço”, conquistando a Copa Finta Internacional, a Taça Guanabara e o vice-campeonato estadual. Como foi fazer parte deste elenco?

“Foi maravilhoso, me sinto honrado e vou carregar este momento para o resto da minha vida. Mas, com todo o respeito que eu tenho pelo Volta Redonda, acredito que a instituição nunca mais conseguirá formar um elenco como o de 2005”.

FOTO: Maciel no Volta Redonda (foto acervo do ex-jogador)

FOTO: Maciel no Volta Redonda (foto acervo do ex-jogador)

PB – Qual foi o maior clássico que você já disputou?

“Paraná x Coritiba, Paraná x Atlético-PR, Ceará x Fortaleza”.

PB – O que você acha da concentração?

“Na época eu adorava as concentrações. Achava que estava em um paraíso. Só não gostava quando os meus companheiros faziam muito barulho jogando vídeo game”.

PB – Em toda a sua carreira, qual foi o seu treinador paizão?

“Eu treinei com bons técnicos, mas foram quatro nomes que marcaram a minha carreira: Tita, Gaúcho, Ricardo Barreto e Dário Lourenço”.

PB – Um fato inusitado na sua carreira?

“Quando fui transferido para o Juventude, peguei o avião. Na hora da decolagem deu um pequeno problema na turbina, e eu estava com um copo de café nas mãos, de tanto eu tremer, derramei café no colo do passageiro que estava ao meu lado. Fechei os olhos e pedi a Deus para me ajudar, e disse: Deus logo agora que vou voltar a jogar, não me deixa morrer aqui neste avião”.

PB – Qual foi a sua maior conquista durante a sua carreira?

– “Os títulos conquistados pelo Volta Redonda”.

PB – Qual foi a maior frustração da sua carreira?

“Quando jogava pelo América em 2006, não ter conseguido ser campeão com o técnico Jorginho”.

PB – Se você pudesse mudar algo na seleção brasileira, o que você faria?

“Mudaria a forma de preparar os atletas. Hoje, o que tem que prevalecer é a parte coletiva e não a parte individual. Não podemos depender apenas do Neymar e sim do coletivo, ou seja, de toda a equipe”.

PB – Na sua carreira, você foi realizado profissionalmente?

“Sim, consegui conquistar alguns títulos de expressão e consegui conquistar muitos amigos. Sinto-me realizado até hoje”.

PB – O que te emocionava em uma partida de futebol?

“A torcida gritando o meu nome, a competitividade e o estádio lotado. Vivi tudo isso no Volta Redonda em 2005”.

PB – Qual foi o jogo mais emblemático da sua carreira?

“A final entre América-RJ e Botafogo”.

PB – Quais são as suas considerações finais sobre a nossa coluna?

“Quero agradecer a oportunidade e parabenizar o trabalho apresentando nessa coluna. Do fundo do coração, o Papo com Boleiro, está fazendo um ótimo trabalho, trazendo toda a nossa história. Que continue assim”.

Por: Luiz Otávio Oliveira

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E-mail: papocomboleiro@gmail.com

 



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