Batemos um papo com o ex-jogador Beto – O capitão do tri-carioca pelo Flamengo



Beto no Papo com Boleiro

Beto no Papo com Boleiro

‘Jogar no Flamengo foi à realização de um sonho de criança… Em três anos de Flamengo conquistei oito títulos, sendo o tricampeonato o mais importante de todos’

Ele sempre foi conhecido pela vitalidade em campo. Hoje o ex-jogador de 41 anos, que já foi apelidado, segundo ele pelos vascaínos de “Beto Cachaça”, vive no Rio de Janeiro e é muito feliz ao lado da esposa e dos filhos. Batemos um papo com o ex-jogador Beto.

Blog – Quem é hoje o ex-jogador Beto?

‘Hoje, estou aposentado e trabalho com uma empresa de gestão de negócios. Continuo lutando para manter a minha família feliz, que agora ganhámos mais um herdeiro, nasceu mais um filhinho. ’

Beto teve passagens vitoriosas pelos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. Além de Grêmio, Napoli-ITA, seleção brasileira e futebol japonês.

Blog – Você começou a sua carreira no Botafogo? Como foi o início da sua carreira?

‘Eu vim para o Rio de Janeiro disputar um campeonato junto com o time de Cuiabá, me destaquei na competição e o olheiro Toninho (que também era treinador), me fez o convite para jogar pelo Botafogo. Aceitei na hora… O Botafogo me abriu as portas do futebol e eu aproveitei e, por isso sou grato ao Botafogo e ao professor Toninho por tudo que eu conquistei dentro do futebol. ’

FOTO: Beto no Botafogo

FOTO: Beto no Botafogo

Blog – Sua boa atuação pelo Botafogo acabou despertando o interesse de vários clubes europeus. Você assina contrato com o Napoli-ITA. Como foi o Beto no futebol italiano?

‘Embora a minha passagem pelo Napoli-ITA tenha sido rápida, foi um momento marcante na minha carreira… Eu assinei contrato por três anos. Com seis meses de contrato eu renovei por mais três anos… Disputei a final da Copa Itália, eu consegui me destacar nessa competição… Mas recebi uma proposta de voltar para o Brasil e defender o Grêmio. ’

FOTO: Beto no time da Napole-ITA

FOTO: Beto no time da Napole-ITA

Blog – De volta ao Brasil, você teve uma passagem rápida pelo Grêmio e logo aterrissou na Gávea. Pelo Rubro-negro, você conseguiu se firmar entre os titulares e participou ativamente do tricampeonato estadual, em 1999, 2000 e 2001, conquistados diante do rival Vasco da Gama.

‘Jogar no Flamengo foi à realização de um sonho de criança… Quando eu estava no Grêmio, recebi uma proposta do Flamengo, mas os clubes não se acertaram. Sendo assim, eu não esperei os clubes se acertarem, peguei um voo e voltei sozinho para o Rio de Janeiro e acertei com o Flamengo… Na época eu cheguei a reduzir o meu salário em mais de 50% e não me arrependo, porque estava realizando um sonho… Em três anos de Flamengo conquistei oito títulos, sendo o tricampeonato o mais importante de todos.’

FOTO: Beto no time do Flamengo

FOTO: Beto no time do Flamengo

Blog – Em 2002, você trocou o Flamengo pelo Fluminense, defendendo o terceiro clube carioca em sua carreira, como foi o Beto no Fluminense?

‘Mesmo pouco tempo, acredito ter tido uma boa passagem pelo Fluminense. Chegamos a semifinal do campeonato brasileiro e só não ganhamos por “roubo” mesmo (risos)… Mas como eu havia recebido uma proposta do Japão, não renovei o contrato e fui para o futebol japonês. ’

FOTO: Beto no time do Fluminense

FOTO: Beto no time do Fluminense

Blog – Para completar o seu clico no futebol carioca, você foi defender o Vasco da Gama. No Cruzmaltino, você conquistou mais um campeonato estadual. Como foi a sua passagem pelo Vasco.

‘Apesar em sempre declarar ser flamenguista, a minha passagem pelo Vasco foi muito boa. Fui muito feliz no Vasco. Dentro de campo, eu sempre honrei a camisa do Vasco e, talvez por isso a torcida do Vasco tenha sempre me respeitado muito… Trabalhei com o Eurico Miranda, uma pessoa que eu admiro muito. Sempre tratou todos os jogadores muito bem… Conquistei títulos e fiz gols pelo Vasco. Eu realmente ‘vesti’ a camisa. Sempre dei o meu melhor e só tenho a agradecer ao Vasco pela oportunidade. ’

FOTO: Beto no time do Vasco

FOTO: Beto no time do Vasco

Blog – Beto, como foi o encerramento da sua carreira?

‘Eu não estava preparado – ainda – para encerrar a carreira. Mas devido a alguns problemas que tive com alguns membros da comissão técnicas do Vasco, pedi a Deus direção e encerrei a minha carreira. Não me arrependo e, continuo trabalhando até hoje. Só fiquei triste com a forma que tive que parar de jogar. ’

Carreira curta no Japão e o sonho de jogar pela seleção brasileira. Beto responde algumas perguntas curiosas sobre a sua carreira

Blog – Por que a sua carreira não deu certo no Japão?

‘Na minha primeira passagem pelo futebol japonês fiquei pouco tempo porque o clube não cumpriu com o contrato. E por isso, na minha primeira ida ao Japão, não permaneci por muito tempo. ’

Blog – Seleção brasileira. Como foi o Beto na seleção brasileira?

‘Marcou muito a minha carreira. Quando fui convocado, fiquei muito feliz… Disputei a Copa América, a Copa Ouro e a Copa das Confederações. Jogar pela seleção brasileira é o sonho de qualquer jogador. ’

FOTO: Beto na seleção brasileira

FOTO: Beto na seleção brasileira

PAPO DE TORCEDOR – Perguntas enviadas pelo leitor e torcedor Wellington Cardoso

Blog – É notório que você teve uma identificação maior com o Flamengo, por isso você tem o respaldo nessa resposta. Como você vê o atual momento em que o Flamengo vive? Com contratações caríssimas e dentro de campo não está dando certo.

‘O momento em que o Flamengo vive é muito delicado. Muita vaidade. O Flamengo contratou muitos jogadores para a mesma posição: Conca e Diego, Everton Ribeiro e Geuvânio.  Por que não podem jogar juntos? No Barcelona grandes jogadores ficam no banco de reservas. Se os jogadores continuarem com essa vaidade, o Flamengo não conseguirá ganhar nada nesta temporada. ’

Blog – Em 2000, na conquista do bicampeonato carioca, pelo Flamengo, você entra em uma polêmica ao fazer embaixadinhas na final contra o Vasco. O que aconteceu nesse episódio?

‘Aconteceu isso tudo porque quando perdemos o primeiro turno, o Pedrinho havia feito ‘aquela embaixadinha’, nós fomos humilhados a semana toda… Eu havia dito aos companheiros que, caso ganhássemos o segundo turno, faria a mesma coisa. Não deu outra. Fomos campeões cariocas com direito a embaixadinha. A nossa festa foi melhor. ’

Blog – Em 2001, o Flamengo era comandado por Zagalo e era nítido que o elenco estava rachado em três. A turma do Juan, do Petkovic e a do Edílson, por isso que a conquista do bicampeonato ganhou ainda mais destaque?

‘Eu não via o Juan envolvido em polêmicas… Eu não me envolvia em assuntos extracampo dos outros jogadores… Eu era o capitão da equipe, mas cobrava muito dos jogadores dentro de campo. Por isso, tivemos êxitos… Houve sim um problema entre a diretoria e o Petkovic, que disse que não jogaria, mas chegaram num bom senso. Todos os envolvidos sabiam da importância daquele título e conseguimos conquistar… No final, todos nós, nos abraçávamos e ficamos felizes com a conquista… Quase que a vaidade, atrapalhou a nossa conquista. ’

Agora no Papo Reto – Beto fala sobre o seu time de coração, um jogo inesquecível e uma conquista e o treinador que marcou a sua carreira.

Blog – Uma camisa?

Flamengo.

Blog – Uma partida e uma conquista inesquecível?

– A partida em que nos tornamos campeões Brasileiros pelo Botafogo.

Blog – Um treinador?

Zagalo.

Na PERGUNTA BOMBA, Beto escala a seleção dos seus sonhos.

Blog – De todos os jogadores com quem você, monte a seleção do Beto:

‘Júlio César, Pimentel, Wilson Gotardo, Gamarra e Athirson; Dunga, Eu, Petkovic; Romário, Gaúcho; ‘

Fim de papo

Blog – Deixe as suas considerações finais sobre a nossa coluna:

‘Agradeço por participar desse momento. Agradeço pelo convite. Continuem com essa qualidade de trabalho, essa qualidade de perguntas envolventes, perguntas que fazem o entrevistado lembrar-se do legado deixado no futebol. Obrigado mais uma vez. ’

 

 



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