Batemos um papo com Luiz Cláudio o “artilheiro do segundo tempo”



luizclaudio

Um centroavante “NATO”, um goleador, um matador. Com fome de gols e faro de decisão, Luiz Cláudio ficou conhecido como o “artilheiro do segundo tempo”. Assim Luís Cláudio ganhou o apelido na década de 90 ao passar pelo Vasco, vindo do Treze-PB.

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Luís Cláudio Soares de Barros, atacante, nascido em 19/05/1978, Rio de Janeiro-RJ.

Em 1997, Luiz Cláudio logo após estrear pelo Vasco, virou uma espécie de amuleto do técnico Antônio Lopes, por entrar sempre no decorrer da partida e marcar gols importantes. Acompanhem em nosso blog o bate papo que tivemos com o ex-boleiro Luís Cláudio.

PB – Quem foi o atleta Luís Cláudio no passado? E quem é o ex-atleta Luís Cláudio hoje?

– “Comecei a minha carreira no Bangu, com 13 anos de idade. Com os mesmos 13 anos, fui para o México, logo após retornei ao Bangu, onde disputei algumas partidas pelo campeonato carioca (ainda juvenil), quando fui comprado pelo Vasco da Gama… Foi aí, que a minha carreira começou… Hoje sou empresário de atletas de futebol”.

O EX-ATLETA LUÍS CLÁUDIO AGORA FALA SOBRE A SUA CARREIRA

PB – Você chega ao Vasco, vindo do Bangu. Como foi a sua passagem pelo Vasco?

– “Eu fui muito feliz no Vasco… Conquistei um campeonato carioca, campeão da Libertadores e da Mercosul… Não posso esquecer o campeonato brasileiro de 1997”.

PB – No segundo semestre de 1999, você foi emprestado ao Bahia, mas retorna ao Vasco em 2000. Como foi a sua passagem pelo Bahia?

– “É… Posso dizer que a minha passagem pelo Bahia não foi à das melhores (risos)… Fui contrato com o peso de destaque (para resolver o problema no ataque), mas, infelizmente eu me machuquei e fiquei um bom tempo parado. Por isso, digo que não tive uma passagem muito boa”.

PB – Em 2000, quando você regressa ao Vasco, você encontra no elenco: Romário, Edmundo, Viola e Donizete, como atuantes na sua posição. E novamente você é emprestado, desta vez ao Palmeiras. Como foi a sua passagem pelo Palmeiras?

– “A minha passagem pelo Palmeiras foi muito boa… Eu disputei uma Libertadores (inclusive usei a camisa 2 do Arce que havia deixado a equipe naquela época)… Acredito ter feito bons jogos. Cheguei a ser o vice artilheiro da Libertadores.  O treinador Felipão, gostava muito do meu trabalho, me utilizava bastante nos jogos… Ele falava que faria de mim um “novo Jardel” (é um treinador que eu tenho uma admiração muito grande)”.

luiz claudio - palmeiras

PB – Após a sua passagem pelo Palmeiras, você regressa ao Vasco novamente e desta vez é vendido ao Internacional de Porto Alegre. Como foi a sua passagem pelo time Colorado?

– “No Internacional, foi uma passagem muito boa… Eu posso dizer que foi o clube que consegui fazer mais gols (consegui brigar até pela artilharia no campeonato brasileiro), eu era o artilheiro do time. Consegui fazer 32 gols, fui artilheiro do Sul, o treinador Parreira apostou em mim. Consegui ter uma boa sequência de jogos, marquei um gol importante contra o Fluminense no Maracanã. Ou seja, fiz alguns gols decisivos (até gol de letra contra o Santos eu fiz), então, tive uma passagem muito boa pelo Internacional”.

PB – Ainda no Internacional, você passou por problemas. Além de perder um pênalti na sua estreia contra o Cruzeiro e ser expulso na partida contra o Joinville, você fez uma declaração à Rádio Tupi dizendo que gostaria de regressar ao Vasco, mas que estaria sendo forçado a permanecer no Inter. O que realmente aconteceu Luís Cláudio?

– “A verdade foi a seguinte: Eu fui vendido para o Internacional de Porto Alegre. E nessas situações, nós temos que ser honestos. Não podemos tratar esses assuntos como criança… Eu não tive uma boa estreia pelo Internacional, perdi pênalti, fui expulso, mas, depois eu comecei a dar a volta por cima e cair ‘nas graças da torcida colorada’… O Vasco havia entrado com uma liminar alegando que eu estava irregular no Internacional e que eu não poderia jogar. E que eu pertencia ao Vasco… Lhe pergunto, ‘se eu fui comprado e sabia de tudo, eu poderia mentir alegando que não estava sabendo da venda?’ Enfim, devo muitas coisas ao Vasco, mas, se alguém compra alguma coisa, esse alguém tem o direito de ficar com o que comprou. E nesse caso o Internacional havia me comprado então o mesmo teria o direito de contar com os meus serviços! Eu fui por vontade própria e quis permanecer no Internacional… No Vasco eu fui projetado para o futebol mundial, conquistei títulos importantes no clube, mas eu não era aproveitado no time titular, já no Internacional eu consegui esse reconhecimento”.

PB – Logo após a sua passagem pelo Internacional, você não parou. Deu continuidade na sua carreira passando por alguns outros clubes. Quais foram e resumindo, como foram essas passagens?

– “Depois que eu saí do Internacional, comecei a ter experiência… Passei pelo Sporte Recife, marquei alguns gols importantes. Depois fui para Portugal – Eu fui a contratação mais alta feita pelo clube nos últimos anos. Só que lá havia uma ‘mandinga’. Quem vestisse a camisa 9 não conseguiria jogar: cheguei no clube, peguei a camisa 9, fui na igreja e coloquei Jesus na frente (risos). Graças a Deus eu consegui jogar e nada disso aconteceu…

luiz-claudio-vasco

Passei pelo Vila Nova de Goiás, passei pelo Itumbiara, fui jogar no Líbano (mais risos), – eu olhava do meu prédio e só avistava tanques de guerra e soldados armados… Voltei para o Brasil, depois fui para a Síria (fui na intenção do contrato ser maravilhoso), cheguei lá fiquei com muito medo pois havia toque de recolher. Chorei muito querendo a minha família (risos)”.

luis claudio angra

PB – Assim como todos os atletas, você também encerra a sua carreira. Como foi para você o encerramento da sua carreira?

– “É… Eu ainda acho que posso jogar, estou em forma (risos). Mas, infelizmente eu não consigo mais jogar futebol devido ao meu joelho. Operei três vezes o menisco, fiz raspagem de cartilagem. Para não ficar sofrendo, achei melhor parar e encerrar a carreira… Claro que eu não aceitei essa situação, a vida muda… Eu tinha muitos amigos, a casa vivia cheia de gente e hoje praticamente a casa fica ‘vazia’… Os falsos amigos se foram, só conto agora com os verdadeiros amigos que ficaram. A verdade é uma só, poucos amigos ficam ao seu lado. Eu posso contar nos dedos agora: Rocha e Fábio Souza e os outros sumiram. Mas, agradeço a Deus pela minha carreira, passei por 14 clubes, o futebol me deu muitas alegrias, sou alegre, as pessoas me reconhecem nas ruas, sou muito querido aqui em Campo Grande… Devo muito ao, e ao meu pai (seu Adolfo), que sem ele seria pouco provável eu dar continuidade na minha carreira de jogador é um homem de caráter… E agora, incentivo outros jovens a seguir na carreira de jogador, principalmente estudando. Quero conduzir o meu filho que hoje tem 15 anos de idade, na carreira de jogador de futebol”.

SEM DEIXAR PASSAR NADA, LUÍS CLÁUDIO FALA SOBRE ALGUMAS CURIOSIDADES DA SUA CARREIRA

PB – Sobre a sua estreia pelo Vasco. Foi na Supercopa da Libertadores. Contra o Peñarol (URU), dia 20/06/1997, em São Januário. O Vasco ganha por 3 x 1. Você ainda se lembra?

– “Rapaz, a minha carreira não foi só construída de coisas boas (risos)… A minha estreia foi muito ruim para mim. Foi nessa estreia que eu fraturei o malar. Eu tive afundamento da face. Eu subi para a disputa da bola junto com o zagueiro (mas ele não teve maldade). Eu ainda garoto, com a confiança do professor Antônio Lopes”.

PB – Sobre o seu primeiro gol pelo Vasco. Dia 24/08/1997, partida válida pelo Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, o Vasco perde por 3 x 1. Você ainda se lembra?

– “Lembro sim… Eu entrei no segundo tempo e fiz o gol. Num escanteio, eu me antecipei em diagonal no “segundo pau”, no jogo contra o Santos, na Vila Belmiro (risos)… O primeiro gol é bem igual a quando o bebê começa a andar, é uma alegria só… Em casa, com os amigos, as pessoas começam a acreditar em você… Por isso, que eu amo o futebol”.

PB – Em quem você se inspirou para ser um jogador profissional?

– “Eu me inspirei nos meus irmãos… Eu sempre ia aos campos de peladas para vê-los jogando. Fui pegando o gosto e minha família me inspirou muito. Fora os craques que vi jogando, Edmundo, Romário e até mesmo o Donizete Pantera”.

PB – Um fato inusitado?

– “Voltei para o Brasil, depois fui para a Síria (fui com a intenção de o contrato ser maravilhoso), cheguei lá fiquei com muito medo pois havia toque de recolher. Chorei muito querendo a minha família (risos)”.

AGORA O PAPO É RETO

PB – Seu time de coração?

– “Sou Vasco da Gama”.

PB – Um treinador?

– “Antônio Lopes”.

PB – Um craque da sua época e um craque da atualidade?

– “Romário e Edmundo. E os dois atuais, Messi e Cristiano Ronaldo”.

LANÇAMOS AGORA A PERGUNTA BOMBA

PB – Você agora é o dono do time e hoje você pode decidir quem vai vestir a camisa da sua equipe. O seu time é: Luís Cláudio e mais dez. quem está escalado no seu time?

Jefferson, Mauro Galvão, Odvan, Felipe e Fábio Souza;

Rocha, Válber e Juninho Pernambuco;

Edmundo, Romário e Luís Cláudio;

 

Por: Luiz Otávio Oliveira

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E-mail: papocomboleiro@gmail.com



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