Batemos um papo com Douglão, zagueiro do Anorthosis do Chipre: “Fui convidado pelo Rogério Ceni, para jogar no São Paulo”



Um zagueiro que fez sucesso no Brasil, enfrentou o “Mito” Rogério Ceni e foi premidado com o convite para defender o tricolor paulista. Hoje, no Chipre, Douglão, no melhor estilo “Made in Brazil”, é uma das esperanças da equipe do Anorthosis, para a temporada 2018/2019.

Papo com Boleiro – Como foi o início da sua carreira como atleta profissional?

“Comecei a jogar com nove anos nas categorias de base do Santos, atuei por quatro anos no campo e futsal do clube. Foi uma experiência sensacional onde dei meus primeiros passos. Aos treze anos cheguei ao Coritiba, onde fiz toda minha base até chegar ao profissional com dezessete anos. O Cuca, atual técnico do Santos me proporcionou a primeira oportunidade como profissional.”

Foto: Divulgação do Anorthosis

Papo com Boleiro – Como foi a sua temporada atuando pelo Internacional-RS?

“A passagem pelo Inter foi de muito aprendizado, o time estava super badalado após vencer o mundial contra o melhor time do mundo na época, o Barcelona, foi algo incrível. Aprendi muito com Fernandão, Pato, Iarley, Alex, Índio e etc. Ter participado daquele vestiário foi muito gratificante. Retornei de empréstimo para o Coritiba e aceitei o desafio de jogar o Campeonato Paulista pelo Rio Claro-SP, onde pude jogar bastante e mostrar meu potencial. Após isso fui vendido parra o Nantes da França.”

Papo com Boleiro – Como foi a sua chegada ao futebol europeu. Mas precisamente ao futebol francês. Teve alguma dificuldade de adaptação?

“É até engraçado ao pensar em tudo que passei no meu primeiro ano na França. Foi muito difícil o início, aconteceu tudo muito rápido, nova cultura, língua, costumes e as comidas diferentes. Os franceses são rigorosos na questão tática e eu tinha dificuldades com o idioma, foi uma experiência difícil pra mim.”

Papo com Boleiro – Em seguida, você vai jogar no futebol grego, português e no mundo árabe. Fale um pouquinho sobre as suas temporadas nesses países:

“Após me adaptar bem a França fui vendido para jogar no futebol grego, estava aprendendo o Inglês e me adaptei rapidamente ao estilo de jogo. Lá tive o prazer de fazer grandes amizades como Diogo Rincon, Denílson, e nessa época eu tinha apenas 22 anos, aprendi muito com eles. O campeonato tinha times fortes com excelentes jogadores como Cisse, Gilberto Silva, Raul Garcia e Ivic. Foi muito bom pra mim e após três anos fui para o Sporting Braga onde me realizei ao jogar uma Liga Europa e uma Champions League. Foi tudo muito positivo por lá. Porém após a ótima temporada, rompi o tendão e fiquei muito tempo parado, estava negociando com Sevilla e Valencia e isso interrompeu as negociações. Após retornar, no primeiro treino rompi novamente o tendão, isso me prejudicou muito.”

“Passei pelo Qatar, experiência maravilhosa, um país muito rico. Na Turquia tive o prazer de trabalhar com Roberto Carlos e pude mais uma vez ter muito aprendizado com essa grande pessoa.”

Papo com Boleiro – Hoje, você atua no futebol do Chipre. Um histórico futebolístico bem diferente dos tradicionais. Qual é a sua expectativa para essa temporada?

“O Chipre é um país muito acolhedor, uma ilha com um milhão de habitantes, lindas praias, ótimo lugar para viver e ter uma vida boa com a família. Apesar de não ser conhecido, o futebol daqui tem um bom nível, temos duas equipes na Liga Europa.”

“Conseguimos o acesso para a Liga, mas fomos eliminados. Agora estamos focados e em busca de títulos, esse é o objetivo, se Deus quiser iremos conseguir.”

Foto: Divulgação do Anorthosis

Papo com Boleiro – Conte-nos um fato inusitado que aconteceu na sua carreira de atleta profissional:

“Um fato curioso foi após enfrentar o São Paulo e ser derrotado por 4 a 1, fui parabenizado pelo Rogério Ceni que com toda sua humildade me perguntou se eu queria jogar no São Paulo. Foi na época que fui pra França e acabou não acontecendo. Mas foi um momento inesquecível.”

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