O reinventar de Ganso



Ganso vive fase de artilheiro no São Paulo (Foto: AFP)

Ganso vive fase de artilheiro no São Paulo (Foto: AFP)

Habilidoso, clássico, com ótima visão de jogo, mas de pouca chegada na área, raros gols e, às vezes, pouco participativo. Um jogador inconstante, que oscila entre o genial e o apático. Muitas vezes, principalmente após deixar o Santos, Paulo Henrique Ganso foi definido, analisado, desta maneira. Um atleta de muito potencial, mas que parece não utilizar 100% de sua capacidade de forma regular.

Em 2016, porém, o camisa 10 do São Paulo tem mudado suas características, sendo um dos poucos poupados pela torcida no mau início de ano do clube. Alterações que podem ser facilmente compreendidas através dos números do meia até este momento.

De cérebro do time, Ganso se tornou também um dos principais finalizadores da equipe. Inclusive superando rapidamente a marca de gols obtida em 2015, quando balançou as redes apenas três vezes. Nesta temporada já dobrou, são seis.

E não foi à toa. O que Murici Ramalho tanto lhe cobrou desde os tentos de Santos, finalmente tem acontecido com mais frequência, sob o comando de Bauza: entrar na área. E o mapa de calor do Footstats mostra bem isso. Reparem na imagem abaixo a diferença de posicionamento do atleta em sua última partida no Brasileirão 2015, contra o Goiás, e na rodada do fim de semana pelo Paulistão. Ganso atua do meio pra frente, cai pelos dois lados e joga mais próximo do gol. Vezes fazendo o pivô, em outras arrematando como atacante.

mapa de calor ganso brasileiroNo Brasileirão 2015, Paulo Henrique arriscou 38 finalizações e acertou apenas 16. Uma média de apenas 1,22 tentativas nas 31 partidas em que esteve em campo na competição. Somando Paulistão e Libertadores, em 2016, foram 16 jogos e 36 arremates ao gol, apenas duas a menos que em toda a campanha do time no último nacional. A média do apoiador subiu para 2,25 chutes por confronto, tendo acertado 50% (18). É quase o dobro de participações ofensivas diretas, resultando no triplo de gols marcados – foram apenas dois no BR.

Apesar da mudança, que tem gerado um resultado – ao menos individual – positivo, Ganso não abriu mão de sua principal característica: o passe. Contra o Botafogo de Ribeirão Preto, o meia deu a sua 3ª assistência para gol na temporada. Passes para finalização já foram 25. Em comparação com os números do Brasileiro do ano passado, houve uma queda, mas que pode ser explicada pelo fato da maior participação nas finalizações da equipe. PH não é mais apenas um garçom.

Em números gerais, o camisa 10 tem sido mais participativo neste início de ano do que na último campeonato nacional. Somando gols e passes, são nove em 16 jogos (0,56 de média), contra 13 em 31 rodadas do Brasileiro (0,41).

O bom momento vivido acaba refletindo também na confiança do jogador em campo. O que resulta em belas jogadas e dribles desconsertantes, como aconteceu, por exemplo, no confronto com o River Plate, na Argentina. Nas 16 partidas desta temporada, já acertou 9 dribles, um a mais que nos 31 jogos que atuou no Brasileiro.

GANSO NO BRASILEIRO 2015
– Dados Footstats

31 jogos
2 gols marcados
11 assistências para gols
65 assistências para finalização
16 chutes certos
22 chutes errados

GANSO EM 2016 (PAULISTA + LIBERTADORES)
– Dados Footstats

16 jogos
6 gols marcados
3 assistências para gols
25 assistências para finalização
18 chutes certos
18 chutes errados



  • Quinze de Moscow

    É uma pena que o resto do time é muito fraco.
    Seu desempenho seria melhor ainda se tivesse gente boa do seu lado.

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