Muita produtividade, pouca eficiência: o 2018 de Sornoza



Sornoza teve uma temporada irregular (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

Camisa 10 do Fluminense nas duas últimas temporadas, Sornoza está bem próximo de acertar sua transferência para o Corinthians. O equatoriano pode ser o sexto reforço do clube paulista para 2019.

Contratado pelo Tricolor em 2017, o meia chegou às Laranjeiras com status de artilheiro e garçom. Pelo Independiente Del Valle, na Libertadores 2016, marcou seis gols e deu dois passes para seus companheiros em 16 partidas disputadas. De quebra, foi o líder em assistências para finalização no campeonato, criando 36 oportunidades de gol. No ano, foram 16 bolas na rede em 43 partidas.

Em seus primeiros meses no Rio, manteve o bom rendimento nos passes. No Carioca, mais uma vez liderou o ranking de assistências para finalização, com 30, dando ainda seis para gol. Apesar de marcar apenas uma vez, se mostrou um camisa 10 clássico, responsável quase sempre pelo último passe, com eficiência.

No Brasileirão 2017, atrapalhado por uma lesão no início da competição, começou a ver o seu rendimento cair. Disputou apenas 15 partidas no campeonato, marcando dois gols e não dando nenhuma assistência, o que vinha sendo uma de suas principais características.

Recuperado do problema físico, Sornoza começou 2018 com números bem mais discretos. Autor de seis passes para gol no Carioca do ano anterior, o equatoriano fechou o campeonato seguinte com apenas três assistências em 11 jogos.

No Brasileirão 2018, no entanto, a queda de rendimento ficou ainda mais acentuada.

O apoiador terminou a competição nacional sem ter dado um único passe para gol em 29 partidas disputadas. E não foi por falta de tentativa. Sornoza foi o 6º jogador que mais deu assistências para finalização no campeonato, com 54, porém, o único entre os 30 primeiros da lista que não teve nenhum passe seu terminado nas redes. Curiosamente, o 31º é Ramiro, que pode ser seu companheiro de meio-campo em 2019. O ex-gremista, já confirmado pelo Corinthians, também não deu nenhum passe para gol, mas serviu seus companheiros em 35 oportunidades.

Um dado, claro, que mostra a fragilidade ofensiva coletiva do Flu, terceiro pior ataque do Brasileiro com somente 32 gols marcados – apenas Paraná (30) e América Mineiro (18) fizeram menos. No entanto, vale ressaltar que a equipe carioca contou por grande parte da temporada com o centroavante Pedro, que terminou como o 6º maior artilheiro do Brasil no ano. Com menos jogos que o equatoriano e reserva em muitas partidas, Everaldo, por exemplo, terminou a competição com seis passes para gol. Até mesmo os zagueiros Gum e Renato Chaves – que fez apenas 10 partidas – contribuíram com ao menos uma assistência.

O histórico e os números mostram um Sornoza sempre produtivo e participativo, mas nem sempre eficiente, como foi em outras oportunidades. Resta saber como, e com qual camisa, será o 2019 de Sornoza: impressionante, como em 2016, ou com altos e baixos, como parte de 2017 e quase todo 2018?

A qualidade existe, é preciso saber se será o suficiente para voltar a se destacar.

SORNOZA NOS ÚLTIMOS ANOS

2016 – 43 jogos – 16 gols – 2 assistências na Libertadores*
2017 – 42 jogos – 6 gols – 8 assistências
2018 – 54 jogos – 4 gols – 8 assistências

* Não há informações sobre o número de passes para gol dados no Campeonato Equatoriano 2016

** Com dados de OGol e Footstats



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