Fluminense traz Fernando Diniz mas perde seus maiores passadores



Richard fez um bom Brasileiro (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

Posse de bola, movimentação constante, toques curtos, proteção, aproximação e zero chutão. Estas são algumas das principais características dos trabalhos recentes desenvolvidos pelo técnico Fernando Diniz, contratado pelo Fluminense para comandar a equipe em 2019. Uma aposta ousada do clube, uma postura muito diferente do time de Marcelo Oliveira, e que requer tempo, paciência e material humano para encaixar.

Diniz não tem um simples apreço pela posse de bola, o que seus times apresentam é uma verdadeira compulsão por ela. E isso muitas vezes é um risco. Não é raro ver suas equipes sofrendo para recompor ou recuperar a bola em eventuais perdas próximas à área. O Athlético Paranaense, por exemplo, que foi comandado pelo treinador em 12 partidas no último Brasileirão, terminou a competição como a equipe que menos desarmou, com 403 roubos de bola. Uma média de 10,6 por rodada. Com Diniz, o rendimento foi ainda mais baixo: 10,0 por jogo. O Flamengo, líder do fundamento, recuperou quase o dobro: 714 – 18,8 por duelo.

A segurança que Fernando procura está em permanecer o maior tempo possível com a bola. Pra isso, porém, é preciso ter jogadores dinâmicos e de bom passe. O Flu, no entanto, já perdeu nessa janela alguns de seus principais passadores do último Brasileiro: Richard, para o Corinthians, Ayrton Lucas, vendido ao Spartak Moscou, e Léo, que retorna ao Flamengo. E outros ainda podem sair, como o lateral-direito Gilberto, que pertence à Fiorentina, e o zagueiro Digão, do Cruzeiro. Os dois ainda não confirmaram se permanecem para a próxima temporada.

O volante vinha sendo o termômetro do time, terminando o Brasileirão como o jogador do Tricolor com a maior média de passes certos por partida – 46,3/rodada -, a 32ª melhor marca do campeonato, e também o que mais acertou inversões de jogo (22) no time, o 7º na competição. Nas viradas, destaque também para outro que defenderá o Timão em 2019: Sornoza. O equatoriano fico em 11º no ranking do Footstats, com 20 acertos.

Em números gerais, Richard foi o 7º que mais completou passes, com 1573 acertos. Entre os volantes, apenas Maicon (1665), do Grêmio, e Gregore (1638), do Bahia, tiveram um volume maior. O lateral Renê, do Flamengo, 1929, foi o líder.

Digão, com 41,8 passes certos por jogo, Gilberto, com 40,6, Ayrton, com 37,3, e Léo, com 33,7, completam o top 5 das maiores médias do Flu no Brasileiro. Um quinteto que não estará à disposição de Fernando Diniz em 2019 – assim como Sornoza.

Richard e Ayrton ainda foram os dois maiores ladrões de bola do clube das Laranjeiras no Brasileiro, com 82 e 56 recuperações de posse, respectivamente. Uma outra lacuna que terá que ser preenchida pelo treinador.

Com mais saídas do que chegadas até o momento, Diniz terá que recriar o Fluminense a partir de seus conceitos sem ao menos uma base. O técnico chega ao clube já desfalcado dos principais nomes que carregam características interessantes para o seu estilo de jogo. Fernando recebe uma tela quase em branco para tentar, mais uma vez, implantar os seus conceitos de jogo com sucesso. Resta saber quais ‘cores’ terá à sua disposição.

MAIORES MÉDIAS DE PASSES CERTOS DO FLUMINENSE NO BRASILEIRO
– Dados Footstats

1º – Richard – 46,3 por jogo
2º – Digão – 41,8 por jogo
3º – Gilberto – 40,6 por jogo
4º – Ayrton Lucas – 37,3 por jogo
5º  Léo – 33,7 por jogo
Jadson – 33,7 por jogo



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