Flamengo tenta não perder combatividade no meio-campo para 2019



Cuéllar foi o líder de desarmes do Brasileirão (Foto: Fernando Soutello/AGIF)

A abertura da janela de transferência é uma faca de dois gumes para os clubes brasileiros. Se por um lado gera a expectativa nos torcedores por novas contratações, aumenta-se também o risco de saída dos atletas que se destacaram na temporada. No caso do Flamengo, Lucas Paquetá já se despediu dos companheiros e rumou para a Itália, onde defenderá o Milan. Agora, surge a possibilidade de saída de Cuellar.

Caso o clube realmente perca o colombiano, Abel Braga terá que reinventar o meio-campo do Rubro-Negro para 2019. Isso porque uma das características da equipe em 2018 era a rápida recuperação de posse em seu meio, muito em razão da combatividade da dupla.

Cuellar foi o líder de desarmes do Brasileirão, segundo o Footstats, com 115 acertos. Com 70 roubos de bola, Paquetá foi o 20º no ranking geral da competição e o 4º entre os meias, ficando atrás apenas de Patrick, do Internacional, com 102, Luan, do Atlético Mineiro, com 91, e Zé Rafael, do Bahia, com 74. Até agosto, quando vinha sendo um dos principais destaques do time e chegou até a Seleção, Lucas era o 9º maior ladrão de bolas do campeonato, mas acabou caindo de rendimento nos últimos meses.

Somada, a dupla realizou 185 dos 714 desarmes do Flamengo, que terminou o Brasileiro como líder do fundamento. Os dois foram responsáveis por 26% do total.

O alvo para repôr essa possível saída parece ser Felipe Melo, revelado na Gávea e que se sagrou campeão brasileiro com o Palmeiras no último ano. O Alviverde foi o segundo time que mais roubou bolas no campeonato, ficando atrás exatamente do Flamengo. Felipe, por sua vez, não figura entre os líderes do quesito em números gerais. Porém, até por ter atuado os 90 minutos em apenas 16 jogos da competição, teve uma boa média de desarmes por tempo em campo: um a cada 33 minutos. Paquetá terminou com um rendimento no fundamento de um desarme a cada 39 minutos.

No Flamengo, no entanto, outros jogadores da posição tiveram um desempenho superior ao do possível reforço. Willian Arão e Piris da Motta, reservas na maior parte do Brasileiro, fecharam a disputa com uma média uma recuperação de posse a cada 29 minutos em campo.

Sem Paquetá, que já selou o seu destino para a próxima temporada, o Flamengo terá que procurar no mercado um meia tão participativo sem a bola quanto o jovem jogador, caso queira manter a característica. Se perder também Cuellar, a busca será ainda maior. Na média, o colombiano também obteve o melhor desempenho no elenco, roubando uma bola a cada 20 minutos em campo. Números que dificilmente serão supridos apenas com a possível chegada de Felipe Melo.

MÉDIA DE DESARMES NO BRASILEIRÃO 2018
– Dados do Footstats

Cuellar – 1 desarme a cada 20 minutos
Pires da Motta – 1 desarme a cada 29 minutos
Willian Arão – 1 desarme a cada 29 minutos
Felipe Melo – 1 desarme a cada 33 minutos
Jean Lucas – 1 desarme a cada 37 minutos
Lucas Paquetá – 1 desarme a da 39 minutos



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