Não, Mancini, não falta vontade ao Botafogo



É compreensível que o recém-chegado Vagner Mancini tenha acreditado que o problema do Botafogo contra o São Paulo foi psicológico ou falta de entrega.  Embora a eliminação na Libertadores e o atraso salarial causem um certo desequilíbrio nos jogadores, quem acompanha o time desde o início do ano sabe que as causas para um desempenho tão ruim são outras. A principal delas é a baixa qualidade técnica do elenco.

O time considerado titular, que vinha atuando até então, foi muito mal concebido. Com exceção ao goleiro e à linha de defesa, do meio de campo para a frente a situação é crítica. Marcelo Mattos e Gabriel são volantes que conseguem realizar uma boa marcação, porém, sofrem quando estão com a bola.

Mais à frente, os meias Jorge Wagner e Lodeiro são lentos, pouco criam e raramente entram na área adversária. Tanto que o uruguaio – que já mostrou que não é o que muitos imaginavam – não marcou um gol sequer em 2014, enquanto o camisa 10 fez três: dois de pênalti e um de falta. Todos no Estadual.

E o que dizer do ataque? Wallyson e Ferreira chegaram ao Botafogo após amargarem a reserva na maior parte da temporada passada por suas equipes: Bahia e Olimpia (PAR), respectivamente. Com todo o respeito, no ano em que disputaria a Libertadores, essa não poderia ser a dupla de frente da equipe.

Logo, é urgente que Vagner Mancini mexa na equipe. Hoje, há peças para isso, como Bolatti, Emerson e Zeballos. Há três jogos esse time não faz um gol. Desde que o ano começou,  não rende. Quem assistiu às partidas na Libertadores, viu que faltou muita coisa ao Botafogo, menos apoio da torcida e entrega.



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