Idas e vindas de jovens na base



Muitos torcedores mandaram e-mails pedindo para que falassemos sobre a saída do Jairo, de 19 anos,  atacante dos juniores do Botafogo que foi para o Inter. A diretoria se pronunciou e a assessoria do atleta também e publicamos notas no LANCENET! com opiniões dos dois lados.

Não se pode julgar a decisão da diretoria na situação do jovem. Capitão do time e vice-artilheiro no título de campeão carioca sub-20, o jogador pertencia ao Madureira e não chegou a um entendimento com o Alvinegro e seguiu para o Internacional.

Como a diretoria não quer contar com um jogador que era capitão e vice-artilheiro de um grupo campeão? Jogadores da base são apostas que podem, ou não, dar certo.

Muitos são recordistas de gols e tratados como jóias nas divisões inferiores. Alguns tem passagens pela Seleção e não vingam. Me recordo do Hugo, meia do Alvinegro que vestiu algumas vezes a amarelinha, e frustou a torcida por não engrenar.

Certo que na época a filosofia era outra. A relação base-profissional era completamente diferente deste casamento de hoje, que parece estar no caminho certo.

É claro que se este garoto arrebentar, a torcida vai ficar com o gostinho amargo na boca. Mas pode ser que ninguém ouça mais falar dele. Escolhas do futebol.



  • Mário Wagner Dias

    O Jairo não pertencia ao Botafogo e sim ao Madureira. Os jovens jogadores hoje, já pertencem a empresários, que ficam de olho nos caras desde as primeiras categorias, pois representam pra eles a galinha dos ovos de ouro. Querer culpar a diretoria sem analisar a fundo o que realmente aconteceu, só serve para desestabilizar o Botafogo, que toda vez que começa a fazer uma campanha boa sofre com essas coisas, principalmente da imprensa “burro-negra”. O Jairo estava na seleção sub-20 que foi campeã agora? Já arrebentou ao menos uma vez no time de cima? Acho que está se fazendo tempestade em copo d’agua. Agora vem um monte de torcedor “Maria-vai-com-as-outras” e se esquece que no time principal tem vários jogadores da base, como o Alex, o Cidinho, o Lucas Zen e outros. Então, meus amigos, a base está sendo valorizada sim, mas parece que alguns de nós estão fazendo curso pra “framenguista”, ou seja, se deixando levar por parte da imprensa que odeia o Botafogo e que só quer desestabilizar o clube e jogar nossa torcida contra, em um momento em que o apoio é fundamental, pois estamos chegando e bem. Pensem nisto e vejam que de Jairos (mesmo sendo um bom jogador) o Brasil está cheio. Estão dando ao menino a importância que ainda não lhe é cabida. Não se esqueçam do Jobson, que eeste sim é muito bom de bola, mas muito ruim da “bola” e que a maioria dos torcedores quase teve um ataque cardíaco pela ida dele para o Bahia e hoje vemos que infelizmente é um caso perdido e que se estivesse no elenco do Botafogo, traria desconforto e desunião em um grupo que parece unido e focado no objetivo de levar o Glorioso Botafogo a lugares mais altos ainda esse ano. Saudações desde Belo Horizonte. PS: não é do nosso feitio subestimar adversários, portanto, respeito ao Galo Mineiro, pois futebol tem muitas surpresas, e não adianta nada termos toda essa superioridade contra eles se nos eliminarem hoje de um torneio que é o caminho mais curto para a Libertadores. Hoje, se Deus quizer, 3 x 0 Fogão.

    • Raphael Bózeo

      Sem dúvida, é uma coisa pequena perto do que o Botafogo está vivendo!

    • Pedro Carbone Da-lhe fogão

      NO TOCANTE A MIDIA MULAMBENTA QUERER POR UMA PILHA PARA ATRAPALHAR OS TRABALHOS DO FOGÃO TI DOU TODA A RAZÃO AMIGO MARIO,ELES SEMPRE INVENTAM ALGUMA COISA PARA TENTAR TUMULTUAR O AMBIENTE,MA AQUELE BOM LATERAL ESQUERDO GUILHERME TAMBÉM FOI EMBORA E JA TINHA ENTRADO ATÉ BEM EM ALGUMAS OPORTUNIDADES. ACREDITO QUE O QUE DEIXA A TORCIDA NA BRONCA É POR EXEMPLO CONTRATAR ESSE ATACANTE AFILHADO DO CAIO Jr. QUE NÃO JOGA NADA ALEX OLIVEIRA E DEIXAR O JAIRO IR EMBORA,É MANTER UM ALESSANDRO E DEIXAR O GUILHERME IR EMBORA.

      • Mário Wagner Dias

        Concordo com vc. Só não podemos generalizar e começar a malhar o clube e achar que por causa de um jogador, a base não está meçhorando. Este ano fomos campeões carioca de júniores, o que havia bastante tempo que não acontecia. Quanto ao Guilherme, ao Welington Junior, também acho que deveriam estar no Botafogo, pois mostraram ter categoria, principalmente o Welington Junior. Mas tomemos como exemplo, o São Paulo, que sempre perde também jogadores da base, e eles tem uma estrutura melhor do que a nossa (por enquanto). Isso acontece. O que não pode é fazer deste episódio uma forma de baixar a moral e a auto-estima do Botafog, pois estamos bem no campeonato. Parece que a torcida está querendo dar um voto maior de confiança e não acho que por causa de uma promessa dos juniors dea-se desviar o foco deste apoi, pois senão estaremos fazendo justamente o que a maioria quer, ou seja, jogando contra o patromonio, pois o Botafogo sempre incomodará muita gente, que não consegue engolir as glórias do clube, mesmo que em tempos distantes. Escrever e formar a glória do futuro, depende também de nós.

    • MERLIN

      Parabéns pelo seu comentário.

      Saudações alvinegras de cinco pontas.

      Merlin
      A bordo do Botafogo desde 1534

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    • Eu não gosto de falar nas coisa que fez o Pelé fora dos campos porque me dão sempre a sensação de tre visto um elefante passeando entre finas louças e delicadas porcelanas… O que ele fez a todos os clubes com a Lei que tem o seu nome foi um dos seus absurdos mais extraordinários, depois de ter oferecido o seu milésimo gol às criancinhas brasileiras! Ter criado as figuras abomináveis dos tais empresários e procuradores em detrimento dos clubes, foi o mesmo que decretar a falência das divisões de bases desses clubes! Quem de são consciência iria formar jogadores para apenas ver beneficiados na hora da venda os seus procuradores e empresários? A Lei Pelé transformou os clubes em meros depósitórios dos interesses daqueles! Para virem a ter sucesso e lucro com suas bases os clubes precisariam transformarem-se em internatos/escolas formadoras de jogadores de futebol, contanto que os brindassem, de todos os modos possíveis, contras as tais pragas que o Pelé legou ao futebol! Eu só não entendo, amigo, é a razão porque os nossos clubes mesmo enxergando o mal que a lei Pelé lhes fazem, nada façam por mudá-la! Até parece que, de alguma forma, os nossos dirigentes se beneficiam disto, né mesmo?!

  • Fogo Amigo

    …mas preferir ficar com aquela ameba do Alexandre Oliveira, não é escolha é burrice!

  • Pedro Carbone Da-lhe fogão

    TUDO BEM QUE O GAROTO PODERIA OU NÃO VINGAR,MAS O QUE FALAR DO GUILHERME OUTRO GAROTO QUE TAMBÉM FOI EMBORA E TINHA JOGADO ALGUMAS VEZES NA LATERAL ESQUERDA E FOI MUITO MELHOR QUE O MARCIO AZEVEDO. E A CONTRATAÇÃO DESSE ATACANTE HORRIVEL AFILHA DO DO CAIO Jr. ALEX OLIVEIRA, O PROPRIO FELIPE MENEZES QUE A MIDIA ESTA TENTANDO LEVANTAR,PORQUE DESDE QUE CHEGOU SÓ ATUOU BEM NESSE JOGO CONTRA O ATLETICO. E OUTRA COISA,PARA QUE FAZER CT DE PRIMEIRO MUNDO PARA A BASE,SE VAMOS FORMAR JOGADORES PARA DEPOIS NÃO APOSTAR NELES. COISAS QUE SÓ ACONTECEM NO BOTAFOG!!!

    • Pior foi o que fizeram ao lateral esquerdo Gabriel que até gols no time principal fez! Em razão da política de se priorizar os jogadores contratados aos tais investidores, os nossos jogadores da base sempre são colocados de lado! O Gabriel, depois de algumas boas partidas no time principal, foi posto a treinar em separado, como se fora um pária no clube! Chateado com isso, ele não teve outra alternativa senão rescindir o contrato que tinha com o Botafogo, e que iria até 2014. Os nossos avaliadores, quiçá, os mesmo que avaliaram ao Jairo e o consideraram inapto para o clube, fizeram o mesmo a ele! Resultado, o moleque que não serviria para o Botafogo acabaou assinando com o Corinthians Paulista! Não é engraçado que eles sirvam aos demais clubes e não ao Botafogo? Enquanto o Anderson Barros estiver a apontar o que nos serve ou não, só nos servirão os reservas dos tais times que estão levando os nossos garotos! Desconfio que nesse fácil liberar promovido pelo Anderson Barros esteja correndo algum por debaixo dos panos! Só isto justificaria ele se passar por bobo deste jeito!

      • MERLIN

        Prezado Paulo Wilson,
        Grande Botafoguense.

        Quando foi o caso do Gabriel fui o primeiro a gritar em todas as rodas esportivas, em toda a imprensa e em todos os blogs especializados, inclusive no Ninguém Cala.
        Voce deve estar lembrado.
        Mas, o Gabriel era nosso (entranhas alvinegras) e foi vendido.
        Já o Jairo nunca foi nosso e o Botafogo apenas resolveu que não o iria comprar pelo preço pedido.
        Ele era do Madureira.
        Não era nosso.
        O Botafogo não vendeu o Jairo, apenas deixou de comprar (desembolsar).
        Ninguém perde o que nunca possuiu.
        Você, como grande Botafoguense que sempre reconheço como o sendo, neste caso, deve reexaminar e ponderar.
        Abaixo traço algumas linhas sobre o assunto.
        Sempre é um prazer ler suas opiniões.

        Saudações alvinegras de cinco pontas.

        Merlin
        A bordo do Botafogo desde 1534

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        Responder

        • O estranho neste caso, caro Merlin, foi o clube ter posto o garoto na vitrine, lhe dando inclusive o posto de capitão; viu-lhe ser artilheiro por onde passou e, quando, se esperava que ao menos ele viesse a se tornar em uma boa moeda de troca, vê-se as negociações que o envolviam dar nisto? Por que ele não serve ao Botafogo mas serve ao Internacional? Por que não impuseram ao Inter uma troca que envolvesse o tal irmão do Everton? Não dar para entender é que o Botafogo tenha apostado tanto na peça (e o brilho que ele alcançou mostra que o clube estava certo), venha, de repente, dizer que ele não mais interessa… Sei não! Tem algo que não bate nos argumento do tal Anderson Barros! Eu nunca achei que esse notório flamenguista fosse bom para o Botafogo! Não me será surpresa, se amanhã ou depois, os tais jogadores, que andam nos escapando entre os dedos, não apareçam no Flamengo! Duvido que de alguma forma o Anderson Barros não esteja a lucrar com isto! Ninguém joga aos porcos as suas pérolas se não tiver certeza de que estes sabem o seu valor…

          • Paulo e Merlin, esse Anderson Barros tem que ser responsabilizado pelas atitudes que toma. Como torcedores, temos que deixar bem claro que não concordamos com certas invencionices de não dar apoio à prata da casa e deixar sair pelos vãos dos dedos pedras que podem em um futuro próximo se tornar bem preciosas depois de lapidadas. Baseado em que o Anderson Barros toma essas decisões? Será que isso tem o aval de toda a diretoria?

  • Ulisses

    E qual é a versão da diretoria?

  • Rodrigo Glorioso

    O fato é: Se ele vingar vai ser lembrado, se não… Quem foi Jairo ?

  • Machado

    Existem duas formas de enfocar esse assunto. A primeira, no âmbito puramente esportivo, traz uma grande interrogação: se o garoto era artilheiro, capitão e um dos destaques de uma equipe campeã, como pode, subitamente, não interessar mais? Diante da alegação de que temos outros jogadores melhores (e foi exatamente isso que o Anderson Barros disse), porquê não deixá-lo mais um ano na base para ganhar mais experiência? Ele tem idade pra isso.
    O segundo enfoque, puramente financeiro, é o que carece de maiores explicações. O passe do jogador pertence ao Madureira, certo? Então qual o sentido de trazê-lo para o Botafogo, dar maior visibilidade e depois deixá-lo sair de graça? Os 100 mil de multa que dizem que teriam que ser pagas ao Madureira valiam o risco. Eu já o vi jogando e, mesmo concordando que há alguns jairos por aí, acho que valeria a pena esperar um pouco mais antes de descartá-lo. Está faltando alguma peça nesse quebra-cabeça, algo que os simples mortais não sabem. Mas suspeitam…

    • Os homens que negociam os acordos entre as partes por debaixo dos panos simplesmente não dever ter conseguido se acordarem, caro Machado! Só isto explicaria o fato de o Botafogo ter lhe liberado depois de ter sido capitão e artilheiro da equipe de juniores! O Madureira já deveria ter alguma oferta do Internacional e por isso deve ter feito de tudo para que o final fosse esse! Como aceitar pagar o que pedia por ele se no final o clube não deteria o controle dos seus direitos? Quero crer que a mídiaflapress está a se aproveitar da questão para tentar entornar o nosso bom momento, com essa discussão inócua, nada transparente nem oportuna!

  • Rodrigo Macaé

    Ele entrou em alguns jogos.

    Não gostei não.

  • É DIFICIL SABER O FUTURO DO JAIRO.NUM PASSADO Ñ MUITO DISTANTE, O TIME DO BOTAFOGO TREINADO PELO DÉ, CAMPEÃO VARIOS ANOS SEGUIDOS E Ñ VINGOU NENHUM. EM DESTAGUE DOIS JOGADORES DANIEL CENTRO AVANTE (COMO FEZ GOL NOJUNIORES) E UM CABEÇA DE AREA QUE O DÉ DIZIA SER O NOVO DUNGA. JOGOU ALGUMAS VEZES PELO O PROFISSIONAL E SÓ DAVA PORRADA.
    E TEVE OUTRO TAMBEM, O JUNINHO, CHEGOU A JOGAR NO AMERICA, ONDE ANDA? PODERIA CITAR VARIOS OUTROS, O FILHO DO JOSIMAR QUE SE MANDOU PARA O PALMEIRAS, ESSE QUE AGORA JOGA NO VASCO SE MANDOU PARA ESPANHA E MUITOS OUTROS . O UNICO QUE O BOTAFOGO DISPENSOU E ARREBENTOU FOI O EDMUNDO ANIMAL.

  • João Mendes

    O problema é que já perdemos ótimos jogadores por causa dessa mentalidade da diretoria de não fazer apostas. Pode não dar certo? Sim! Claro que pode não dar em nada. Mas e se virar um grande jogador? Aí é só lamentar não é?
    Isso não aconteceu só com o Jairo. Cadê o Wellington Jr.? Ele deu certo mas sumiu igual fumaça!
    E se a diretoria não apostasse no Elkeson e deixasse ele ir para o Fluminense?
    Tem que apostar mesmo! Se der errado vai ser ruim mas se der certo vai ser ótimo!

  • Eu fiquei tão estarrecido quanto todos os demais quando tomei conhecimento do caso Jairo! Confesso que não sei os meandros que conduziram a situação até este ponto. No entanto, se levarmos em consideração o que ocorreu durante a administração Bebeto, houve uma situação, no clube, em que se constatou que, todos os jogadores daquele time que houvera sido campeão da categoria, na ocasião, pertenciam a empresários e procudores outros que não o Botafogo! Foi também quando se descobriu que os filhos do Zagallo seriam dois desses procuradores! Por conta disto, o clube teve que abrir mão de todos eles, posto que, seus direitos, estavam com os tais procuradores! Desde a Lei Pelé que os clubes, para terem algum lucro com a venda de jogadores, além de lhe emprestar o nome e a vitrine, deve se sujeitar a percentuais mínimo! A verdade é que as divisões de bases, tais como são hoje, só interessam aos empresários e procuradores! Os clubes investem e nada lucram! A solução seria que, cada clube, tivesse uma espécie de internato, onde aos seus alunos/atletas fossem impostas algumas regras e obrigações! Sem isso, os atletas ficarão sempre tentados aos cantos de sereias que lhes fazem os tais lobos travestidos de empresários! Enquanto a Lei Pelé não for mudada quanto a este aspecto, os clubes falarão de divisões de bases, em tese! Ou como simples objeto do seu marketing político! Até lá teremos os oriundos das divisões dos empresários e procuradores! Só não vou dar crédito a essa conversa de que os nossos meninos não servem para o Botafogo! Como servem então ao Corinthians, ao Internacional, ao São Paulo?! Será que ao Botafogo só servem os reservas que esses mesmos times nos enviam em troca dos nossos meninos?

    • MERLIN

      Prezado Paulo Wilson,
      Grande Botafoguense.

      Você, entre poucos, conhece com profundidade, e com detalhamento, as formas operacionais que envolvem estes “empréstimos” de times pequenos para times grandes.
      Abaixo traço algumas linhas sobre assunto que conheces tão bem.
      Mesmo que venhas a não concordar com minhas colocações abaixo, sempre é com prazer que leio seus comentários experientes da vida alvinegra e futebolística.

      Saudações alvinegras de cinco pontas.

      Merlin
      A bordo do Botafogo desde 1534

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      Merlin também no Orkut

      • Merlin, li o seu artigo e lhe faço algumas considerações que espero ver respondidas! O amigo sabe que a recíproca é verdadeira! Para mim é um ganho diário ler e degustar dos seus comentários!

  • MERLIN

    Meus amigos,

    Como alguns sabem (e se não sabem também não importa), acompanho o meu Botafogo em todas as áreas em que atua.
    Vejo os meninos chegando para a primeira “peneira” pela qual terão de passar, entre outras, no seu transcurso para chegar à profissional.
    Fiquei chateado com o caso do Gabriel, lateral esquerdo, e me manifestei nesse Ninguém Cala, quando o atleta foi vendido inopinadamente para o Corinthians.
    Mas, no caso do Jairo a Diretoria agiu de forma correta e visando o melhor para o Clube.
    É evidente que nossa torcida é temperamental.
    E temperamental não costuma fazer uso da razão e vai logo “atirando” ou gritando “lincha”.
    Depois descobre que lincharam o babaca que apenas estava passando por perto.
    E muito “corno colérico” já matou Ricardo Tricolor pensando que era o “Ricardão Flamenguista”.

    A torcida confunde atleta oriundo “da base” com atleta que vem de outro time, por empréstimo com opção de compra, e joga algumas partidas e/ou campeonato nas equipes oriundas “da base”.

    Vão fazer confusão em outra torcida, vão lá para o “Grito da Nação”.

    O atleta oriundo da base, aos quais eu costumo me referenciar como vindos das entranhas alvinegras, chegam ao clube a partir dos 11 anos de idade (muitos começam até antes dos 11 no futsal do Botafogo).
    Alguns chegam aos 15 ou até aos 16 anos.
    Depois dos 15 ou 16 anos não é mais da base.
    Não veio das entranhas alvinegras.
    O Jairo não era e nunca foi atleta “da base”, das entranhas alvinegras.
    Pelo contrário, era oriundo da base do Madureira.
    Pertencia e sempre pertenceu ao Madureira.
    É um grande jogador, mas, como disse, nunca pertenceu ao Botafogo.

    Vamos raciocinar como a coisa funciona (raciocinar não é difícil para a torcida do meu Botafogo – a mais intelectualizada do futebol brasileiro):
    No Madureira era um grande jogador.
    Porém, enquanto fosse jogador apenas do Madureira jamais seria valorizado ($$$).
    O Madureira e o próprio Jairo sabiam que enquanto ele jogasse no Madureira seria apenas mais um jogador do Madureira e não alcançaria qualquer projeção nacional.
    Tanto o Madureira quanto o Jairo queriam, e sempre querem, “dindin”, “grana”, “tutu”, “bufunfa”.
    O que fazer ?
    Neste caso, o time pequeno “empresta” a possível promessa a um time grande, que tenha projeção nacional, com objetivo deste clube grande ser uma espécie de “vitrine” para o atleta que ninguém conhece.
    Ora, no momento em que o atleta deixa de vestir a camisa do time pequeno e passa a vestir a camisa do time grande, seus direitos econômicos já são, imediatamente, multiplicados por 200 ou 500.
    E quem lucra ?
    O time pequeno e o próprio atleta.
    O time grande não lucra nadinha em termos de money.
    E qual é a contrapartida que interessa ao time grande ?
    Que o jogador jogue um ou dois campeonatos pelo time e tenha opção quanto à compra definitiva dos direitos econômicos e federativos do atleta, ou “apenas” os direitos federativos.
    Ao final do “empréstimo” o time grande decide se fica ou não com o atleta (no caso concreto – o Botafogo).
    Mas, como é lógico, se o atleta não pertence ao time grande e sim ao time pequeno, o time grande terá de comprar os direitos federativos que pertencem ao time pequeno.
    Neste momento quem ganharia dinheiro ?
    Apenas o Madureira e o Jairo (além do empresário do Jairo, é claro).
    E quem desembolsaria dinheiro ?
    O Botafogo.

    O empréstimo terminou em julho.
    O Botafogo examinou a questão e resolveu que não era vantajoso pagar o valor que o Madureira queria pelos direitos federativos do Jairo.

    É evidente que o Jairo ficou enfurecido (e o empresário dele mais ainda).
    Tinha como certeza que, depois de ser campeão Carioca Sub-20 e artilheiro, o Botafogo compraria seus direitos federativos.
    Contava com o dinheiro tido como certo e, talvez, já tivesse até gastando por conta do que pensava que iria receber.
    E, provavelmente, uma Pajero na garagem.

    O Botafogo concluiu que tinha melhor destino para o dinheiro que o Madureira desejava pelos direitos federativos e que o próprio Jairo desejava para assinar o contrato e respectivos salários mensais (duração do contrato: um ano, dois anos, três anos ?).

    Entretanto é de se indagar ?
    Como o Botafogo pode perder alguma coisa da qual nunca teve a propriedade e/ou a posse ?
    Se o Jairo nunca pertenceu ao Botafogo como é que o Botafogo poderia perdê-lo ?
    Então, vamos para com essa história de que o Botafogo perdeu.

    Quem mais lucrou com o empréstimo ?
    Os maiores beneficiados com o empréstimo ao Botafogo foram o Madureira e o próprio Jairo.
    Caso ele não tivesse vestido a camisa do Botafogo seria campeão Sub-20 ?
    Caso ele não tivesse vestido a camisa do Botafogo seria artilheiro do Carioca Sub-20 ?
    É claro que não.
    Nenhum jogador ganha campeonato sozinho (só se for campeonato de paciência).
    Nenhum jogador é artilheiro de campeonato se o time não for potência.
    Quem propiciou a valorização do Jairo foi a estrutura que as equipes “da base” do Botafogo possuem, graças ao Botafogo como grande clube, independente da Diretoria que estiver no comando.
    Se ele tivesse permanecido no Madureira seria campeão Sub-20 ?
    Se ele tivesse permanecido no Madureira seria artilheiro do Carioca Sub-20 ?
    Dificilmente.
    A bola não chegaria aos seus pés para que ele convertesse em gols.

    E se ele tivesse permanecido no Madureira seria, atualmente, conhecido ?
    Não.
    E se ele tivesse permanecido no Madureira despertaria interesse no Internacional ?
    Não.

    Na realidade atleta é jovem, mas teve a cabeça emprenhada que iria ganhar um bom dinheiro com a transação entre o Botafogo e o Madureira e, depois, iria fechar um contrato com salários próximos ao do Jefferson.

    Por isso saiu dando tiro para todos os lados.

    O “dindin” que contava não entrou.

    E, me desculpem aqueles que pensam de forma diferente, mas o jogador “cuspiu no prato que comeu”.
    Está começando mal a carreira.

    E quem seria, hoje em dia, Jairo se não fosse o Botafogo ?

    Um chutador da base do Madureira procurando a “visibilidade” que poderia um dia chegar ou não.

    Se for para investir dinheiro que seja nas “entranhas alvinegras” e não num mal-agradecido.

    E Senhores Botafoguenses.
    Vamos parar com essa mania de que nossos filhos são feios.

    Vamos parar de achar que os filhos do vizinho são mais bonitos e virtuosos dos que os nossos próprios filhos.

    Nossos filhos são maravilhosos e serão à base das próximas seleções brasileiras “hepta” e “octa” campeãs mundiais, com a vasta predominância alvinegra entre os atletas (oito jogadores no “hepta” e nove jogadores no “octa”).

    Saudações alvinegras de cinco pontas.

    Merlin
    A bordo do Botafogo desde 1534

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    Merlin também no Orkut

    • O amigo Merlin se fosse chamado a integrar os ingredientes de uma panela, certamente, escolheria ser um escorregadio e saboroso quiabo, com certeza! Classe para deslizar nas palavras e nos levar como uma sereia em seu cantar, ele, sem dúvida, tem demais! Parabenizo-o por isto! Mas, o Merlin não explica a razão porque o menino, não servindo para nós, serve ao Internacional? Também não explica porque corremos atrás de jogadores reservas nos times que estão a nos levar os nossos garotos, não importa se das bases ou não! O Merlin afirma que o Gabriel foi vendido ao Corinthians, e ele não foi vendido! O moleque se viu cansado do ostracismo que lhe relegaram no clube, onde treinava em separado, mesmo depois de ter servido ao time profissional, fazendo gols inclusive! Vendo que a ele não seria dada qualquer oportunidade (em razão da política do clube em priorizar os jogadores dos empresários), ele em comum acordo com o clube, rescindiu o contrato que o mantinha preso ao Botafogo até 2014! O Botafogo nada ganhou nisto a não ser o não pagar-lhe a multa rescisória que lhe impuseram em contrato para salvaguardar os interesses do clube! Tou mentindo, amigo, Merlin?

      • MERLIN

        Prezado Paulo Wilson,

        Se eu seria um bom ingrediente como quiabo não sei.
        Também não procuro entonar canto de sereia.
        Primeiro, porque na torcida do Botafogo não tem nenhum marinheiro de primeira viagem para ser hipnotizado por cantos de sereia.
        Nunca disse que o Jairo não nos serviria.
        Disse, inclusive, que é um grande jogador.
        Só que não era nosso.
        Nunca foi nosso.
        E se não era nosso não o perdemos.
        Apenas deixamos de comprá-lo, o que é bem diferente de tê-lo perdido.
        Provavelmente o Internacional fez um bom negócio.
        Entretanto, as bases contratuais (Madureira X Jairo X Internacional) não foram reveladas.
        Se um dia eu descobri lhe contarei.
        Apenas por experiência da idade, experiência a qual você também detém – porém por prática e não por idade, considerando que o Jairo “saiu atirando” contra o Botafogo, é de se concluir que a negociação fechada com o Internacional deve ter sido significativamente menor do que a que ele esperava com relação ao Botafogo.
        Se a negociação com o Internacional fosse “igual” ou “melhor” do que a que foi proposta para o Botafogo, razão não existiria para o atleta sair cuspindo larvas incandescentes.
        Não conheço a hipótese de alguém sair reclamando por ganhar mais, muito mais.
        A questão econômica não se resumia na parcela de R$ 100.000,00 a ser paga pelo Botafogo ao Madureira por 50% dos direitos.
        Além dos 50% dos direitos surgiu a questão do salário mensal pretendido, prazo contratual e multa contratual.
        Resumindo, o Botafogo não teve interesse em comprar os direitos do Jairo.
        Quanto à saída de jogadores, dependendo das posições em que jogam, o clube tem vendê-los mesmo.
        A compra e venda de atletas faz parte da receita de um clube.
        Existe uma entrevista muito significativa do Montenegro sobre esse assunto.
        Qualquer clube, não apenas o Botafogo, só tem condições de manter, no plantel profissional, uma média de 30 a 32 jogadores.
        Ocorre que, por semestre, se apresentam para as peneiras cerca de 200 candidatos.
        Destes uns 30 têm condições de vingar no futuro.
        Portanto, já se tem uma média anual de 60 jovens promessas por ano.
        Se o clube, qualquer clube, ficar com 60 jovens promessas por ano, entre os 11 aos 18 anos, o resultado seria um plantel de aproximadamente 420 jovens promessas treinando, com despesas de lavanderia, de rouparia, de alimentação, assistência médica e dentaria, utilização de equipamentos diversos etc, etc, etc … além de muitos serem percevejos (dormem nos alojamentos do clube e/ou em apartamentos comunitários).
        Simplesmente impossível.
        Por esta razão o clube começa a dispensar o excedente, mesmo que sejam boas promessas.
        Alguns são negociados (20%).
        Outros são apenas dispensados, vão procurar outros clubes e passarem por novas peneiras.
        O clube procura ficar com os muito bons em cada posição e, ainda, com os razoavelmente bons em determinadas posições que são reconhecidamente problemáticas (v.g. laterais esquerdos, meias armadores que chutem com os dois pés ou que chutem com os pés esquerdos, jogadores bons em desarmes).
        Estes, mesmo que não excepcionais, têm chance de vingar num clube.
        Entretanto, quando se abre uma peneira, a grande maioria se apresenta como atacantes, como volantes ou como goleiros.
        Todo clube tem promessa de futuros atacantes de sobra para queimar.
        Quanto ao Gabriel a negociação não foi revelada, nem a oficial e nem a oficiosa.
        E você sabe que em toda transferência existe o percentual que é pago as federações.
        E o percentual é calculado sobre um valor da negociação.
        Por isso todos os clubes não registram o verdadeiro valor da negociação.
        Afinal, X% sobre zero ainda é igual a zero.

        Resumindo:
        O Botafogo não perdeu o que não possuía.
        Vender o excedente de jogadores faz parte das rendas dos clubes.
        Se o Gabriel saiu de graça (e eu sei que não saiu – e nem o pessoal das federações acredita que ele tenha saído de graça), não vamos descobrir e se descobrirmos seremos desafiados a comprovar.

        Saudações alvinegras de cinco pontas.

        Merlin
        A bordo do Botafogo desde 1534

        twitter.com/#!/Merlin1534

        • Merlin, veja o que disse o Lance a respeito do Gabriel! – O lateral-esquerdo Gabriel, recém-contratado pelo Corinthians do Botafogo, participou do treinamento realizado na manhã desta sexta-feira no CT Joaquim Grava. Sua participação chama atenção, já que a ideia inicial era de que ele fizesse parte apenas da equipe sub-23 do Timão, que disputará o Brasileiro da categoria. Com poucas chances na equipe carioca, o jogador rescindiu há cerca de duas semanas e assinou contrato com o Corinthians por um ano e meio. Aos 22 anos, Gabriel era visto como uma promessa em General Severiano, e poderá ser uma opção para o técnico Tite.

        • Merlin, eis a versão não oficiosa do caso Gabriel: – Com poucas chances no Botafogo, o lateral-esquerdo Gabriel rescindiu com o clube na última sexta-feira e assinou contrato com o Corinthians por um ano e meio. O jogador de 22 anos, vinha treinando em separado no Glorioso e acertou com o Timão para reforçar o time sub-23 da equipe, na disputa do Campeonato Brasileiro da categoria. O jogador, que era visto como uma promessa em General Severiano, poderá ser uma opção para o técnico Tite, que hoje conta com Fábio Santos como titular e Ramon, ex-Vasco, no banco de reservas. O empresário do jogador, Mauro Azevedo, confirmou o acerto com o Timão e comemorou a nova fase que o jogador irá iniciar. – O Gabriel vinha treinando separado do grupo principal, sendo assim, mesmo tendo contrato com o Botafogo até 2014, optamos por rescindi-lo, abrindo mão de um valor razoável. Ele, agora, com seus 22 anos, vai para o Corinthians iniciar um novo ciclo, dando continuidade a sua carreira – afirmou. Inicialmente, o Botafogo não queria liberar o jogador, mas o empresário do atleta chegou a um acordo com a cúpula de futebol e Gabriel ficou livre para assinar com o Corinthians. No Glorioso, o lateral se destacou no clássico contra o Vasco, pelas semifinais da Taça Rio de 2009, quando marcou um dos gols na goleada por 4 a 0. Além disso, no mesmo, o jogador foi promovido aos profissionais pelo então técnico Ney Franco e logo em seu primeiro jogo, diante do Tigres, marcou um bonito gol. O lateral teve uma breve passagem pelo Ceará e pelo Duque de Caxias, antes de retornar ao Alvinegro, no início deste ano.
          FICHA TÉCNICA: Nome: Gabriel Henrique Silva
          Data e local de nascimento: 04/03/1989, Rio de Janeiro (RJ)
          Altura e peso: 1,83m e 71kg
          Clubes: Botafogo, Ceará, Duque de Caxias e Botafogo

          • Luiz Frederico Teixeira

            Prezados amigos alvinegros,

            confesso ter ficado extasiado com uma discussão em alto nível como essa! É muito bom
            saber que existem torcedores bem informados e repletos de opiniões coerentes e inteligentes. Eu, particularmente, não convivo com o dia-a-dia do futebol e , na ignorância de um simples torcedor, me dou o direito de compartilhar idéias com vocês aqui. Aliás, inclusive, fiquei curioso em saber: onde mais os torcedores botafoguenses podem expressar suas opiniões a respeito de nosso glorioso clube? Existe algum canal direto com a diretoria?

            Eu já escrevi aqui algumas vezes neste blog, e sempre reparei os excelentes comentários do Machado, do Paulo Barreto e do Merlin, então dessa vez, resolvi expor minha humilde opinião sobre o assunto “JAIRO”.

            Eu acho que trabalhar com jovens é sempre uma aposta, quer seja o estagiário do banco, quer seja um atleta. E se nós pegarmos um universo de 1000 atletas jovens, talvez nem 100 virem profissionais e, destes, consigamos apenas 10 profissionais medianos e quem sabe 1 atleta de alto nível. Daí, na minha opinião, a importância de trabalharmos com o maior número de jovens possível, visando aumentar a chance de acharmos um jogador talentoso.

            Ou seja, se jogarmos 2 vezes na loteria, temos o dobro de chances, embora estas continuem muito reduzidas. É lógico, porém, que ao fazermos 2 jogos ao invés de apenas 1, estaremos gastando o dobro. É claro também que gostaríamos que todos os meninos entre 10 e 15 anos nascidos na cidade do Rio de Janeiro fizessem parte das escolinhas do Botafogo, mas é impossível. Por isso, existe esta solução de compromisso, sobre até onde podemos investir….ao trazermos um jovem de 10 anos, teremos os gastos com ele até os 20 anos….por outro lado, se ele chegar ao clube aos 18, não tivemos gastos com ele antes disso, todavia, possivelmente teremos que ressarcir o clube que o formou de alguma maneira, afinal, não existe almoço grátis.

            Da mesma sorte, na minha opinião, quanto mais “velho” o atleta vai ficando, mais fácil perceber o potencial dele e fazer uma projeção futura. Em outras palavras, o menino que é o Pelé aos 10 anos, pode virar um Toró aos 22 (Com todo respeito ao atleta, sabemos que ele é um bom volante, mas era tido no futsal do Fluminense como o novo Ronaldo Fenômeno. Cabe ressaltar ainda, que na minha teoria proporcional, até o classificaria como um atleta de alto nível entre mil que não chegaram lá). Porém se o jovem é visto como Pelé aos 20 anos, há uma maior chance dele se destacar ao 22, no meu modo de ver.

            Com relação as categorias de base do Botafogo, estou sempre comentando a respeito aqui…sou totalmente favorável que o plantel profissional seja repleto de jogadores revelados pelo clube para compor elenco. Na minha opinião, é melhor apostar num menino da base de 21 anos do que em um veterano desconhecido de 33, se forem apenas para serem reservas e complementar o elenco. Nunca me esqueço de uma reportagem da revista Placar alguns anos atrás sobre como seriam as equipes no campeonato brasileiro caso só pudessem atuar com jogadores profissionais formados no próprio clube: nesta oportunidade, a revista considerou que o Botafogo seria a única equipe que não disputaria o campeonato, pois não existiriam muitos jogadores no mercado oriundos das nossas divisões de base. Isto resultou em um e-mail muito mal-criado que enviei para a Editora com a escalação de um time, porém a verdade é que não temos tido esta tradição nos últimos anos. Concordo que deixamos de aproveitar ou aproveitamos muito mal nos profissionais várias promessas da base, como por exemplo: os goleiros Lopes, Júlio César, Lázaro; os laterais Gabriel, Guilherme, Wellington Jr; os meias Felipe Bastos, Rodrigo Dantas, Magno; os atacantes Júnior e Jorge Luiz. Se voltarmos mais no tempo, lembraremos das gerações de Felipe Tigrão, Léozinho, Geraldo, Daniel, Almir, Rafael Marques, Thiago Xavier, Leandro Carvalho etc. Não estou dizendo que sejam craques, não é isso. Mas se o zagueiro Rafael Marques é titular do Grêmio, será que ele não seria um bom reservado do Fogão, onde ele começou com 11 anos de idade?E o goleiro Julio Cesar, que foi titular do Benfica e agora joga o campeonato espanhol pelo Granada?E o atacante Almir, destaque na Coréia do Sul, não serviria nem pra reserva do Herrera?Alguém duvida que o lateral Gabriel poderia ter barrado o Márcio Azevedo no último estadual??E por aí vai…

            Dito isto, entrando no mérito do caso Jairo especificamente, eu concordo que não o perdemos (pois nunca foi nosso), mas creio que o Botafogo deixou de ganhar. Pode até ser que ele não vingue e seja mais um jogador sem destaque; porém, pode ser que ele vingue sim e seja realmente um bom jogador no futuro. Acho que um atleta que foi capitão do time e um dos artilheiros teria feito por onde, no mínimo, continuar fazendo parte do elenco de base, esperando uma oportunidade. Dessa situação toda, guardadas as devidas proporções, saio com a sensação de que tinha os números da loteria premiada, mas deixei de jogar a sorte porque tive preguiça de ir até a casa lotérica da esquina ou no meio do caminho gastei o dinheiro com um maço de cigarros. (Ressalvo que não sei os detalhes da negociação com o Madureira e não sei o porquê do Botafogo achar que não valia a pena exercer esta prioridade de compra). Por outro lado, concordo que “Jairos” por aí existem aos montes, mas na minha opinião, qualquer jogador que chegue ao clube antes dos 20 anos e dispute alguma competição por esta entidade, possa ser considerada sim oriunda das divisões de base deste clube e deve ser valorizada. Aliás. ressalto que destes atletas que hoje estão nos profissionais levando o nome da base alvinegra, o Caio começo no Volta Redonda aos 16 anos e chegou ao Fogão só com 18. Semelhante o caso do Alex, que começou no nosso futsal com apenas 7 anos, mas sem apoio saiu pro Tio Sam, depois ficou no futsal do Fluminense até os 17, passou pelo CFZ e chegou no futebol de campo do glorioso aos 18. Assim, vale a pena, na minha opinião, pegar promessas de 17, 18 ou 19 anos de outros clubes pequenos no RJ para incoporarmos às nossas categorias de base, para que não tenhamos que arcar com a logística e o custo de manter um “internato de atletas” desde os 10 anos…porém, vamos ter que pagar a estes clubes pequenos para “roubarmos” suas promessas em que eles já investiram! Enfim, caso encerrado, o Jairo já foi para o Inter e deixo estas minhas palavras apenas para debate e reflexão da torcida alvinegra.

            Aproveito ainda para manifestar mais uma vez que devíamos no “vingar” (no bom sentido) do Internacional, de uma maneira inteligente. Já comentei aqui que um dos destaques das categorias de base do Colorado chama-se EBERT, irmão do nosso meia esquerda Éverton. Relembro que a receita de trazer o Felipe Menezes graças a vontade dele de estar perto do irmão Matheus (zagueiro do Botafogo) pode dar certo novamente…lembremos que o Ronaldinho Gaúcho só foi pro Grêmio ao invés do Inter porque o irmão Assis na época era atacante do tricolor gaúcho!

            Encerro meus comentários desejando não ter sido indelicado com nenhum dos outros colegas com opiniões diferentes e me colocando a disposição para debatermos proveitosamente em prol do nosso clube de coração.

            Saudações Alvinegras!

            Luiz Frederico Teixeira.

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