Com meio desfuncional, Uruguai se safa no óbvio



FOTO: AFP/HECTOR RETAMAL

Havia grande expectativa sobre o desempenho do Uruguai com talentosos jogadores no meio de campo, capazes de abastecer a fenomenal dupla Cavani e Suárez. Bentancur, Vecino e Arrascaeta dão qualidade que inexistia no setor. Contra o Egito, porém, a expectativa fez água. Bentancur, volante de porte clássico, iniciava boa parte das jogadas e trocava passes inférteis com Vecino. A movimentação de Arrascaeta, sempre se deslocando para a esquerda mais perto da área, como se afastando dos dois, deixava uma cratera facilmente ocupada pelos egípcios. O aqueduto era o lado direito, com Varela e Nández articulando e buscando a forte bola aérea. Exceto por um lance que sobrou para Suárez, desperdiçado de forma incomum pelo atacante do Barça, o primeiro tempo não teve bafejos.

Na segunda etapa, o maestro Tabárez tentou solucionar a aridez do jogo coletivo colocando os experientes Carlos Sánchez e Cristian Rodríguez. Pouco adiantou. Eles abriram pelos lados e o problema seguiu. Ainda assim, e aqui vem o diferencial do time, foram quatro chances claras de gol, duas com Suárez e outras duas com Cavani. Metade delas em dobradinha, três barradas pelo goleiro El-Shenawy. Com o jogo se aproximando do fim, os uruguaios se meteram ao ataque e deram espaços para o contra-ataque do Egito. Elneny iniciava, Trezeguet, mais na raça que na técnica, tentava, mas não havia seguimento, um time meio destrambelhando com a bola. A impressão era a de que se Salah estivesse em campo, uma dessas ações teria grande potencial de deixar os uruguaios em apuros.

Se mesmo com o coletivo alquebrado Cavani e Suárez sempre criam chances – repetindo, foram CINCO claríssimas -, há outro trunfo do Uruguai com alta letalidade. A bola aérea para o ótima dupla do Atlético de Madrid, Godin e Giménez. Em cruzamento de Sánchez, após falta na lateral da área, Giménez subiu com força física e cabeceou com técnica. As imagens mostraram, nos bancos, Tábarez, driblando a saúde frágil e vibrando, e Salah lastimando. Deu Uruguai nas cartas de ouro.



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