Messi, Cristiano Ronaldo e a ‘centelha do gênio’



messi

FOTO: PAU BARRENA / AFP

O debate sobre quem é melhor, Cristiano Ronaldo ou Messi, é desses eternos. A dupla segue soberana no futebol mundial, renovando de tempos e tempos uma rivalidade que, embora eles não vocalizem, se impõe naturalmente por números e feitos. Desde 2008, eles polarizam a disputa do prêmio de melhor do mundo da Fifa, não houve intruso capaz de detê-los. Em janeiro próximo, Cristiano Ronaldo deve levar a láurea e a hegemonia se estenderá, com um 5 a 4 para o jogador do Barcelona.

O penúltimo domingo do ano teve mais um capítulo do livro de talentos da dupla. De manhã, pudemos ver o português marcar três gols e conduzir o Real Madrid ao quinto título mundial de sua história, um recorde. Entre o fim da tarde e o início da noite, Messi teve uma atuação endiabrada contra o Espanyol, exibindo em fartura seu impressionante repertório de dribles em espaços curtos. A síntese esteve em um gol de Suárez que, como o próprio uruguaio declarou, deveria ter sido do argentino por méritos artísticos. Ele passou por quatro adversários com fintas improváveis, curtas e rápidas. Um assombro!

A capacidade que os dois têm de desequilibrar jogos é exposta a todo momento. Em tempos em que, inevitavelmente, aspectos coletivos e táticos do jogo ganham ainda mais evidência, eles são raras individualidades que podem sobrepujar essa condição, embora os dois aspectos, no mais das vezes, se nutram mutuamente. Messi e Cristiano, com suas virtudes, fazem gols e dão assistências decisivas. Em equipes com conjuntos destacados, essas qualidades ganham fôlego maior.

O poder de decisão dos dois está em tal dimensão que é impossível identificar superioridade clara de um ou outro. A escolha acaba se dando a partir de pontos de vista específicos, ou até por elementos outros que não a bola jogada, mas como a personalidade e a imagem pública. Restringindo-se ao campo, fico com Messi porque seu jogo é tão produtivo quanto o de Cristiano Ronaldo, mas leva o adendo da fantasia. A bola gruda em seus pés como se ele fosse dotado de um magnetismo negado ao restante dos mortais. Com essa propriedade única, entorta e varre rivais de forma impactante. Exemplo extremo foi a jogada que resultou no gol de Suárez. Messi desobstrui o entupido caminho com habilidade de um virtuose. É como um fio de ariadne do espaço, cuja lógica apenas Lionel possui.

O mestre Alberto Helena Júnior confeccionou, em um programa de TV nesta segunda, a sentença que melhor traduz o porquê de o argentino ser maior: “Ele tem a centelha do gênio!”



  • Clovis Costa

    O melhor da historia, só perde para o pele por causa das copas, mas é muito mais abilidoso que o Pelé
    Rei Messi, sem mimimi.

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