Os descaminhos de Vasco e Inter



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FOTO: (Foto: Guilherme Hahn/AGIF/Lancepress!)

Os torcedores de Vasco e Inter, duas potências do futebol brasileiro, vivem dias de paúra. Dias já vividos por outros clubes grandes, especialmente depois que a danosa virada de mesa deixou de ser prática corriqueira nestes, às vezes, tristes trópicos. Para os vascaínos, é atordoante o risco de não voltar à elite do futebol nacional quando a equipe já cumpre calvário na segunda divisão pela terceira vez. Do torcedor colorado, não se pode suspeitar de pavor menor diante da iminente queda inédita. Reincidir no vexame não é menos doloroso que experimentá-lo pela primeira vez. Há contextos e contextos.

A via crúcis vascaína para subir é uma surpresa. Quem apostasse nela dois meses atrás seria tratado como louco e encaminhado ao sanatório mais próximo. No dia 21 de setembro, a equipe ficou a um gol de eliminar o Santos, atual vice-líder da Série A, da Copa do Brasil. Naquela altura, liderava a Segundona e cumpria o esperado protocolo dos gigantes que derrapam de divisão. De repente, a situação degringolou, os maus resultados se sucederam e a equipe chega à última rodada precisando vencer o Ceará no Maracanã para não correr o risco de frequentar pelo quarto ano em sua história o segundo andar do futebol nacional.

A agonia do Inter causa espanto na mesma proporção. Difícil será encontrar quem tenha apontado os gaúchos como candidatos ao descenso antes do início do campeonato. Muitos certamente os situaram nos primeiros lugares. Depois do Palmeiras, pasmem (!!!), foi o time que mais liderou a competição (três rodadas). Quase todo ano o time figura entre os favoritos ao título. Essa crença no potencial e o jejum de mais de quase quatro décadas no Brasileiro produziram até o bordão, dito em tom satírico, de que “este ano ninguém segura o Inter” – o que contrasta com o fato de o clube ter arrematado duas vezes a Libertadores e um Mundial no século. Enigmas do futebol!

Sempre que um grande clube vive drama do tipo, a rivalidade entra no pacote. O torcedor do Inter atravessa o pior dos pesadelos com o casamento de duas possibilidades concretas: o rebaixamento inédito do time na mesma semana em que o Grêmio deve levar a Copa do Brasil e dar fim seca de 15 anos sem uma conquista de expressão.

O quadro mais provável é o da troca de posições, com o Vasco voltando à elite e o Inter caindo. Mas pode acontecer até de termos a repetição de 2003, com dois grandes frequentando ao mesmo tempo a Série B. Naquele ano, Palmeiras e Botafogo jogaram a segunda divisão. Ou até mesmo de ambos se safarem. O fato é que eles contrariaram prognósticos e estão testando os nervos dos seus apaixonados torcedores.



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